terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O que cabe dentro da gente ? O que nos compete ter ? Vale a pena essa incessante corrida?
Apenas questões derramada no tapete da sala de estar.
Conflitos debruçados na soleira da porta do quintal.
Olhares vazios para o além das montanhas que saturam o significado.
Palavras cortantes na pele e na voz que não sabem expressar além do que habita no peito.
Como dizer deste amor, desta saudade, desta vontade de estar perto?
Querer acalentar seus sonhos, seus devaneios, acompanhar seus passeios pelas possibilidades, me encantar com suas historias de menino maroto.
Controlar a ansiedade, a espera, a voz, as palavras escritas,
O receio do que a vida prepara, e que nunca sabemos, nunca damos conta de entender.
Cobrir com a sensação do ontem o corpo, que muito foi seu, que tem seu cheiro, seu calor, seu envolvimento.
Resta o sabor do beijo com gosto de café, o até mais, e a espera da esperança;
Te gosto assim.
Gislaine Zago.



O amor,o afeto, a cumplicidade, o estar junto, tudo que faz você estremecer e fugir.
Por isso a solidão, o estar só, os idiomas que se confundem entre o ser e o estar.
Você escolheu se manter todo o tempo fora de voce, falar sobre o que não é seu, não é do seu vasto mundo interno.
Sim, vc tem um vasto mundo interno, que não se possibilita percorrer, não transita por ele. 
E, dentro dele existe um menino perdido, um olhar distante e triste.
Dentro dele existe um medo do que você nem sabe, que não pode reconhecer.
Você tem tanto amor, você tem tantos degraus a percorrer, tantos abraços apertados e tantos beijos a serem dados. 
Você é um caminho de sentimentos represados atras de uma postura de comando. Você não derrete o que te mantem rígido. Como é difícil expressar seu prazer, ele é no silencio de você mesmo. Chora moço, chora seu prazer, chora a sua dor, chora sua solidão.
Grita seus desejos, sua ira, sua ausência.
Abraça o que te dá paz e afeto. 
Vamos moço, o mundo está em você.
Vamos moço, amar mais, desejar mais, pensar menos. Aquieta sua mente e lança seus sentimentos no meu colo. Posso acolher e aconchegar você
Gislaine Zago.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

E, carregando o dia pesado, tento não usar além das forças que tenho, além do que meu sorriso pode chegar, até onde meus braços podem alcançar.
A previsibilidade dos atos é muito perto de mim, descubro o que acontece longe,  apenas pelas poucas palavras, pelo modo que se movimenta, pela secura do seu ser,
São atitudes pausadas, compassadas, repetidas e idênticas.
Sempre....
O tempo corre, ele não anda, ele dispara com o por do sol, com a chegada da chuva, com o filho que sai de casa.
O tempo é finito, é proclamador da dor, do silencio, da arte de amar.
Espero, pelo que me é doce, sereno e intenso.
Espero,
pela sinceridade, pela fala mansa, pelas mãos que se estendem
Continuo olhando para as fotos, pela janela, para o carro que passa rápido demais, e me perco com a imensidão da vida.
Paro por um instante e não sei onde devo chegar, por onde devo partir e como devo ficar.
Uma instabilidade como os oceanos, com cores indefinidas e sem linha de limite,
Voo cego, rajadas de vento, estrondo de trovões, sons de água.
Cada dizer um cair no abismo.....
Gislaine Zago,

sábado, 6 de janeiro de 2018

Olho serenamente para o caderno que ganhei, para as paginas ainda em branco esperando o que escrever, ou sobre quem .
Penso em começar talvez uma historia de encontro, por acaso, sem intenção, sem objetivos.
Um encontro sem um proposito acertado, mas que acabou acertando sentimentos e emoções.
Mas, talvez fosse melhor escrever sobre cada dia, sobre cada beijo, sobre cada palavra dita ou não, sobre o que os olhos dizem depois do amor, sobre o que diz alma quando você se vai de mim.
Penso como mesmo escrever daquele seu jeito menino sapeca, menino travesso, menino medroso.
Posso quem sabe, escrever sobre os meus desejos, meus sonhos, meus devaneios, minha vida e seus sentidos.
Tanto a escrever, e preencher essas linhas, esses espaços, como a adolescente que buscou ser feliz, como a mulher que ainda busca.
Um caderno, com significado de expressar o que de melhor tenho em mim, o que de mais sofrido, das experiencias mais significantes e vivenciadas com as verdades.
Um caderno simples com um afeto tão grande, com uma possibilidade imensa como o mar ou o céu, ou a paisagem das montanhas que tantas vezes brilharam nossos olhos,
Espaços, letras, palavras, desejos, olhares perdidos, aconchego, calma, tudo que me leva por um caminho que chega até você.
Começarei  apenas desenhando com frases, as delicias dos momentos, e seguirei sempre encantada por ter te encontrado ao acaso...
Gislaine Zago,