sábado, 31 de dezembro de 2016

Apenas algumas horas para que o ano se finde, os minutos contados, os preparativos acontecendo, os votos de felicidades, saude, sucesso, explodindo como os fogos de artificio.
Se pararmos para pensar, ou se nos dermos um momento de quietude, saberiamos que as mudanças, os amores, as novidades, os desejos, os sonhos, tudo acontecerá se nos dermos oportunidades, se possibilitarmos as novas conquistas, os novos desafios, tudo que pode ser mudança.
As cores se transformam se nós fizermos as misturas necessarias, as horas passarão menos rapidas se serenarmos nossas almas e nossos corações.
Os amores acontecerão se soubermos que caminhos queremos para sermos felizes.
Na hora zero, que tal uma oração a Deus para pedirmos que Ele nos capacite a tudo quanto queremos, que Ele nos eleve espiritualmente para sermos melhores, para sermos mais generosos, mais humildes, mais sabios ?
Que em cada abraço dado, um abraço retribuido, em cada palavra proferida uma benção emanada, em cada sorriso, um aconchego.
Ano Novo, vida que segue, sem ser nova, mas sendo melhor.
Ano Novo, amor que dispara o coração, sem ser novo, mas sendo melhor.
Ano Novo, com o  Deus que não muda, que continua sempre misericordioso, amoroso e fiel.
Ano Novo com os mesmos amigos, mas com um carinho cada dia maior e melhor,
Ano Novo, como um suspiro de ternura.
Gislaine Zago,

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Não existe magica que transforme o ano, nada acontece num piscar de olhos,
Para que a mudança aconteça ela tem um processo, ela precisa ser vivenciada, elaborada e autorizada.
Nada muda do dia 31 de dezembro para 01 de janeiro, o que muda é o ano, é tambem o sentimento de que aquilo que não coube em sua vida pode e deve ser retirado.
Amores que doem, beijos não dados, abraços ressentidos, palavras que cortam na alma, sentimentos contraditorios, pessoas que amargam os sonhos.
Isto tudo deve ser mudado,
O que deve caber no coração, deve sempre inundar a vida de poesia, de sentimentos intensos, de palavras que colaboram, de sorrisos que abraçam.
Vislumbrar o tempo como um corredor de possibilidades, de encontros, de certezas incertas, de mãos que se cruzam, de cansaços gostosos.
Desejar, anoitecer, amanhecer, entardecer nos encantos daquela janela que se abre ao sonho,
E simplesmente acreditar que pode ser possivel....
Gislaine Zago

sábado, 24 de dezembro de 2016

A casa tem cheiro de infância com os assados no forno, com os preparativos para a ceia.
Tudo se enfeita, tudo se ilumina, como sempre foi, com a delicadeza, com a toalha para a noite, com os pratos, talheres, copos, tudo que se usa em ocasiões especiais,
Cada um com uma tarefa, as frutas, os doces, os presentes, o papai noel.
A fantasia do presente tão esperado, entregue pelo bom velhinho,
A oração feita com as mãos postas e os olhos voltados para o chão, agradecendo pela vinda do Menino Jesus.
Este que trouxe a luz e graça para cada um de nós.
Quanta memoria cabe dentro, quantas imagens conseguimos produzir e trazer para o agora com a sensação de estar sendo.
A casa da praça, o cheiro do brinquedo novo logo nos primeiros raios de sol e os olhos que brilhavam ao desembrulhar o que era mágico.
Os sapatinhos na janela, o capim das renas, a cartinha.....
Depois vieram as outras crianças, os novos brilhos nos olhos, os novos e grandes sorrisos.
A vida que prosseguia, a vida que movia o universo,
Ainda a memoria olfativa dos assados, ainda as preces de agradecimento, ainda a família reunida para juntos compartilharmos da ceia, do carinho, dos desejos, ainda o amor que nos une e nos fortalece.
Ainda é o Natal do Menino Jesus.
Gislaine Zago
Pedi pra voce um presente especial, mas tão especial que talvez voce não tenha encontrado.
Um presente que viesse abraçar, dar carinho, conforto, acolhimento, afeto, amor,
Um presente que tem seus momentos de tristeza, de raiva, de choro, mas estando perto.
Um presente assim tranquilo, que pode olhar nos olhos, que pode beijar a boca, tocar o corpo,
Entendo que talvez ele não possa saber que existe, que não sabe que estou passando por ele, que a vida pode ser mais colorida,
Quem sabe se ele recebesse uma cartinha contando para ele que tudo isso é possivel, que ele pode ser o presente especial de uma pessoa,
Quem sabe ele se surpreenderia com as possibilidades que ele tem,
E se voce escrevesse para ele em meu lugar ?
Voce que é expert em magicas, milagres, que atende pedidos de todo mundo,
Já pensou sobre isso ?
Em escrever uma carta e não apenas recebe-las?
Então neste dia, eu te peço escreve uma cartinha para essa pessoa especial e conta que eu estou aqui ??????

Gislaine Zago,


Natal é nascimento. Que neste dia Jesus possa nascer em cada coração . em cada lar. Em cada família, em cada hospital, em cada praça , em cada perdão não dado, em cada dureza de alma, em cada palavra não dita.
Que Jesus entre em cada vida e transforme com bênçãos e uncoes.
Permita que este nascimento de Cristo possa ser o inicio da generosidade e amor ao próximo.
Deixe que Ele seja sua estrela guia, seu presente mais valioso e único.
Meus lindos e queridos amigos um lindo e abençoado Natal com a presença do Espirito Santo.Beijos.
Gislaine Zago

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Foi seu aniversario, não pude te cumprimentar, mas pude ver que você está feliz, amado e acalentado.
Não sei até onde isso será verdade, até onde essa felicidade irá perdurar, te deixará com esse gosto de quero mais,
Tantos anos falei com voce neste dia, e você sempre gostava muito de receber meu carinho, minhas palavras de cuidado e atenção.
O tempo passa, as pessoas se modificam, as vezes emburrecem, outras amadurecem.
Não sei qual seria o seu caso, mas não importa, hoje sua realidade é outra, sua vida partiu para outro rumo, e não sei mesmo onde vai parar.
Que você possa sempre melhorar
Que sua vida seja regada de sonhos realizados, de vida em abundancia de quereres e prazeres.
Este meu amor,será para sempre, dentro de mim, dentro deste coração que tem gosto de girassol, de rua iluminada, de serenata, de cinema e beijo de adolescência.
Feliz aniversario.
Gislaine Zago.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Fico olhando para a minha casa toda decorada de Natal, a arvore cheinha de luzes , como eu gosto, e sinto que falta muita gente querida, e me vem assim uma saudades , uma sensação que o tempo é muito rápido, que o Papai Noel hoje são os sonhos os desejos, e não tem mais a alegria das crianças correndo para tentar ver o bom velhinho voando pelos céus. Que Jesus possa trazer a suavidade da vida , a esperança renovada , a mesa cheia de família e amigos e o Ano Novo encontre bons caminhos para chegar ate aqui.
Gislaine Zago,

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016



Remexendo nos escritos encontrei esse texto que parece me cabe agora com um coração já cuidado e suturado delicadamente....
Nas estradas percorridas pelo tempo, organizo as escalas de valores, prioridades, afetos, sonhos, desafetos, indigestões por palavras, gastrites produzidas por atitudes e um coração quebrado, tentando se consertar, costurando com linhas delicadas e suaves os fragmentos amorosos.
Tento sutura-lo com a suavidade da brisa que embala a música, com instrumentos flexiveis e maleaveis como o som de uma voz cuidadora.
As mãos que o suturam precisa: ser mãos de generosidade, de aconchego, tolerancia, mansidão e felicidade, para que fique tatuado nele todos esses sentimentos maravilhosos e nutritivos.
Passeio entre os olhos que deixam vazar as aguas represadas pela saudades, solidão, lembranças
e momentos de plena alegria. Essas aguas transbordantes limpam a cor cinza que penetra na alma e tenta se instalar.
Pintar, colorir com as cores do arco-iris que insiste em surgir do nada para compor o horizonte.
São azuis, vermelhos, rosas, alaranjados, verdes abundantes, amarelos solares, todas permeando a face de quem busca a serenidade.
Ir para além do que se pode, desvendar os mistérios da vida secreta, da adolescencia rebelde, da madurez sofrida.
Buscar o possivel, tocar a clara cortina que nos separa do real e do imaginario, um tecido transparente, um fio tênue entre a sanidade e a loucura.
Que catarse caberia para o momento? Como romper com os trincos e fechaduras que aprisionam e paralisam?
Um grito cortante, um gesto fugidio, um suspiro de alivio.
Está pronta a catarse do ontem, a liberação das janelas e portas trancadas pelo medo e insegurança.
Agora viver. De uma forma plena e carregando o sabor do sol, a morenar a tez adoravel....

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

...onde sera que está o que a vida me disse que seria meu? por que caminhos deveria andar para que os presentes pudessem ser abertos e usados com todo carinho e afeto? são simples perguntas jogadas ao vento e lançadas ao torpor da noite. Sem rumo, sem palavras, sem cores, a estrada me leva onde somente eu sei , mas quando lá chego as cortinas estão bordadas da sua ausencia , e me levo a costurar as dores da alma em brocados e flores. E espero, e tenho esperança, e creio, e amo mesmo assim.
Gislaine Zago
Coração sem revestimento deixa vazar a saudades e a vontade de entrar junto e perto.
Quantas memorias deslizadas de dentro de mim e agora esperando para serem acondicionadas em potinhos enfeitados para quem sabe não doer mais.
Congestionar os olhos de uma água que teima em ir para a alma e deixar desconfortavel o sentimento.
Ah! tão bom seria não ser , não ter, não saber.
Apenas existir para cada segundo que ainda resta neste universo comprometido de nós,
Gislaine Zago.
Não sei se vou lentamente ou se apresso os passos para chegar a qualquer canto.
Difícil esse labirinto de ideias, questionamentos, dizeres vagos, sensações profundas e um nada concreto,
Passam-se os anos e a medida permanece, tentei buscar novos ares, ousar novos olhares, escrever novas formas, mas, a medida não sofreu alterações.
Errei no mesmo fato, na velocidade imensa e na angustia colocada onde já não se tem mais as respostas,
Nada de soluções.
Nada de luz no fim do túnel, nada de encontrar a saída.
Nada de nada.
Alimento em mim o choro, a desilusão, o desamparo.
Cauterizo as dores do coração para que não mais encontre sofrer, Estanco assim sentimentos,
E, construo muros para delimitar o que passa.
Filtros, sugestões, indagações, nichos subtraídos.
Só um monte de entulhos de tudo que não pude usar.
Gislaine Zago
Não me deixe ir sem antes ter te contado do meu amor.
Da vontade que tenho de você.
Como seu rosto está sempre correndo comigo no vento e no tempo.
Me deixe te dizer da sua ausência, do seu olhar triste, do seu sorriso aberto.
Aquele nosso encontro, aquele nosso desejo. aquela nossa historia.
Vou te contar como andei para te achar, como pedi aos céus para você estar aqui.
Não me deixe ir sem falar do seu beijo, do seu abraço inteiro.
Não me deixe ir porque posso não voltar.
Gislaine Zago.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Não sei porque ainda tento percorrer os lugares por onde andei com você, lugares que tem uma marca da sua voz, do seu sorriso, do seu querer.
Mesmo quando volto em alguns destes lugares te procuro em cada canto mesmo sabendo que você não estará lá, que hoje seu lugar é outro, seu querer mudou, seu rumo se desviou e seu olhar não cabe mais no meu.
Fiz como uma adolescente apaixonada e copiei na agenda seus endereços e telefones para não ter perigo que se percam no celular,
Passei pelo seu novo endereço com a esperança que você estivesse me esperando ou me buscando em cada carro e em cada rosto que por ali passasse.
Meu coração se deteve, mas você não estava,
Registrei como em uma foto cada pedaço daquele lugar para que nada passe despercebido por mim, para que eu possa me imaginar ali, em cada precioso detalhe, em cada peça adquirida, em cada quadro, em cada cadeira, em cada copo.
Cada angulo mostra com quem você se parece, onde  buscou suas inspirações, onde  encontrou a musica, as pessoas, o verde que complementa;
E eu, fico de longe aplaudindo seu sucesso, sua conquista, sua vitoria,
Que nunca mais você precise da madrugada para curar suas dores, e que a alegria perpetue em você,
Beijos de longe
Gislaine Zago,

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tem dias de coração apertado, de nós não desatados, de solidão não preenchida, de emails que não chegam, de telefone que não toca.
Tem dias que a varanda fica chata, que o silencio é tecido com fios de prata mergulhando os olhos nos vazios das estrelas.
Tem dias que a boca não fala do que fala o coração, que alma anseia pelo sonho que não foi ainda sonhado, que as horas são eternas e se derramam na escuridão das portas fechadas .
Tem dias que nada significa somente nada.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sei que você nem passou por aqui para me ver ou saber de mim, mas, eu poderia imaginar que assim fosse ser.
Não transito pela sua vida, nem pelo seu caminho, nem temos os mesmos amigos, talvez nem os mesmos gostos, isso a quem importa?
Estamos longe de um encontro de verdade, de corpos e alma, de um encontro que sinalizasse que esse sentimento tem verdade, que podemos, apesar das diferenças, olharmos nos olhos um do outro e sentir a vida que existe.
Cada sonho distante, cada desejo insano, nem mesmo você sabe que eu existo, que eu dentro da minha loucura, me encantei por esse menino de olhos tímidos, de sorriso leve, de fala mansa.
Cade esse meu correr de mim mesma, com uma vontade de ser uma pequena e leve brisa a tocar em seu rosto e beijar sua boca, nem que fosse por apenas um segundo,
Um sonho grande demais, alto demais, ousado por inteiro.
Só olho através do tempo a onda se realidade que se apossa de mim e me remete para o infinito do nada, apenas transpiro seu nome e deixo ao vento o papel de te levar para sempre, de algum lugar de dentro de mim.
Apenas sei que um instante é muito lento e muito longe.
Longe de mim mesma e de um você que está partido.
Gislaine Zago

sábado, 19 de novembro de 2016

Alguém explica essa solidão tão grande, esse desejo infinito de estar em algum lugar que não é aqui.
Quem fui eu até agora que não pode correr atras dos sonhos, que não pode viver do meu jeito, nem ter quem é muito querido para mim.
Onde foi parar aquele garota que queria apenas dançar, viajar, ter amigos, e um namorado.
Onde sera que ela adormeceu e se perdeu?
Não vejo mais a possibilidade de estar e ter, não creio mais na verdade das palavras, nem mesmo no seu gostar.
Me encontro apenas como uma insignificante e desprezível sensação de nada.
Cuido para não pensar em abandonar a mim mesma.
Tenho só a estranha querencia de ontens e amanhas
Estou sumindo da tela grande, e da rua de paralelepípedos
Derrubei um tempo atras de mim, e calcei no coração um estranho e  forte muro de proteção.
Não quero mais,
Gislaine Zago.
Esperar para ver o seu rosto que se posta na relação de pessoas on line.
Esperar para ver seu sorriso nas fotos que passo e repasso varias vezes ao dia.
Esperar para que seus lábios mesmo de longe me digam uma só palavra
Esperar que a noite que cai traga os sonhos que me levam para algum lugar onde você deve estar.
Gislaine Zago,
Não tenho mais palavras para colocar naquele poema que ainda não foi escrito, porque tudo parece tão desconexo e sem valor,
As vias de acesso ao possível ficam estagnadas diante da fragilidade dos encontros tão banalizados e corrompidos pelo superficial do gesto.
Como voltar para aquele mesmo momento, aquele espaço repleto de ontens e de amanhãs, que no hoje derrapam com aquela volúpia de tanto querer?
Não posso destruir o que em mim é todo.
Não posso esquecer o que em mim preenche.
Não posso desviar os olhos do teu olhar profundo e terno.
Com que ferramentas vou sair do seu abraço, do seu sorriso, do seu querer que hoje não é mais ?
Como contar para as vontades que elas precisam ser guardadas no baú dos segredos?
Vou tentar explicar para o sentimento que não pode mais acontecer.
Quem sabe assim ele pode entender e me deixar buscar a vida lá fora,

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Não sei bem explicar como essa dor chega aqui, se vem com sua lembrança, com seu beijo tímido, com sua fala doce, ou com sua sinceridade sobre seu novo amor, 
Já tentei explicar para meu coração que não pode mais sair do ritmo quando te vê, que não posso mais sonhar com aquele encontro, com aquele convite, com aquele desejo,
Mas, parece que ele não quer ou não pode me escutar, e teima, em olhar para você, com esses olhos de menino assutado, com esse seu jeito de quem não precisa falar, com esse jeito que a qualquer momento vai falar um poema ou me avisar de uma musica, 
Foi um desatino me encantar por você, ouvir além das palavras, não ter a medida do entender que não,
Tento correr atras do desatino, tento romper as barreiras, saltar os muros que nos separam e são de enorme tamanho, 
As vezes rio sozinha, quando te surpreendo olhando para mim através de suas lentes delicadas e interessantes,
Mais uma fantasia desta minha psique que insiste e persiste me pregar peças. me assustar com os sonhos e pesadelos, das verdades entrelaçadas e bordadas de afetos.
Me beije de longe, me encante aos poucos, me descubra em cada canto, me desamarre das tristezas da vida, 
Não permita que os minutos seguintes te roubem de mim, ou de ti,
Não se alinhe ao que não é mais agora
Apenas me tenha.
Gislaine Zago, 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A chuva mansa foi chamar pelo tempo que nos resta, e deitar no colo da ilusão sobre esse amor.
E eu, sonolenta, procuro teu rosto entre as fotos e musicas, para que possa adormecer sorrindo, mesmo que você não saiba disso,
Acomodo meu corpo na cama e respiro longe até encontrar seu ar que invade meu quarto.
Me despeço com um beijo suave e leve,
assim como você,
Apago a luz e sonho.....
Gislaine Zago.
Antes de dormir, tenho que perguntar ao vento porque ele não me conta de você 
Seria como acalmar os pensamentos que não entendem esse seu jeito, esse seu sorriso.
Talvez as crianças dos sonhos me falem desta história. 
Gislaine Zago

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

minha alma acompanha a chuva lá de fora e tb chove.
Chove de saudades, chove de tristezas, chove de palavras doloridas, chove de ausencias, chove de vazios.
Mas tb lava as feridas, as dores não cicatrizadas, limpa o chão onde tantas vezes deitei e chorei.
Escutar o ritmo da chuva é ouvir as batidas de um coração aquietado na solidão de não ter um amor...
Queria te dizer tantas coisas, mas prefiro calar, apenas olhar para o que não fez sentido e partir sem palavras, apenas com o saber do coração. 
Gislaine Zago

domingo, 13 de novembro de 2016

Será que você será alguém, que quer mesmo me buscar e me carregar pelo calor do norte, pelo sossego do sul, pela prontidão do leste?
Você quer mesmo me encontrar sem que meu jeito não caiba no seu ? Darwinista combina com Criacionista ? Que a sua ciência combine com a minha religião , que seu intelecto pleno caiba no meu mediano,
Será que sobrevivemos entre essas diferenças e sugestões ?
Não sei,
Sei apenas que voce é interessante, tem uma bela voz, um ar sereno, uma postura mais reservada.
Será que me enganei?
Escuto a chuva que cai e penso nos assuntos que traçamos, e que deixou ares de uma reserva, de um limite dado ao acaso,
Nem saberei se amanha nos veremos, nos falaremos, ou fecharemos a cortina para sempre,
Será que ao acordar vai se lembrar de mim ? ou nem notará que existo?
Perguntas soltas ao vento......sem que eles precisem ter volta
Como será que você pensa em mim? Apenas com um olhar solto, em faíscas, com turbulência,
Nunca saberei,
E peço para o som da chuva silenciar em mim sua lembrança,
Gislaine Zago,

sábado, 12 de novembro de 2016

E sozinha caminho.
Entre pedras, dores, beirais, janelas compostas de luas e asfalto de vãos.
E vou, levando na bolsa a facilidade do partir, a neutralidade do não querer, a substância amarga de um apenas assim que destrói o que não foi.
E quando menos espero choro.
E quando menos penso, choro.
E quando menos sinto, adormeço.
E passo os dias e as noites imaginando as possibilidades de ser um ser.
Mastigo o doce fel da indiferença vestida de chocolate.
Eu sigo, sem rumo, sem prumo,sem prazo.
E quando olho, vejo apenas o que eu mesma acreditei que seria.
Me desfaço de mim mesma na próxima esquina da vida

Gislaine Zago
Foi só por um descuido do tempo que não fiquei onde meus pés dançavam tanto e tão bem.
Busquei outras terras, outras danças, outras sapatilhas, mas não deixarei nunca de lembrar dos meus Cambrés, Relevés, Piruetas e Espacates.
Carregarei para sempre minhas sapatilhas da alma, e nos meus ouvidos as musicas que bailava.
E assim, vou, carregando as belas e suaves memorias do vento...
Gislaine Zago

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Esse amor não é possível, eu sei disso clara e totalmente,
Nem sei se me apaixonei, mas sei que quando olho nos seus olhos tenho
uma imensa sensação de leveza, de serenidade, de encontrar a alegria de viver, ou como dizem os franceses,joie de vivre
Você tem esse jeito menino, esse seu jeito compenetrado, centrado, mas também, um sinal de tristeza, de busca do caminho, de quem quer e precisa de um colo, de um beijo, de um abraço apertado que traduza o que de melhor os sentimentos possam te dar.
Quanto sonho colocado neste enamoramento
Mas,neste instante em que vivo, me permito sonhar, enamorar, achar que pode acontecer, que você pode me olhar de um jeito diferente,
Hoje com meus tantos anos já não me censuro, não me julgo, não me prendo a padrões e pressões externas.
Posso olhar e   sentir que mesmo de longe você está perto, que mesmo sem saber quem sou me olha com olhos de ver.
Mas, mesmo com todo meu desprendimento, seria incapaz de chegar e te dizer tudo isso, então escrevo, e imagino que  possa entender que é direcionado a você,
Você, esse moço bonito, esse moço com uma sensibilidade aflorada, com esse dom de observar o outro delicadamente.
Gosto de saber que está sempre por perto, que posso transitar calmamente pela sua vida sem que precise te contar,
Contar deste desejo, deste momento, desvendar este segredo tão meu,
Apenas te descubro atras das lentes.....
Gislaine Zago

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tem dia que o coração aperta mais.
Que os olhos deixam escorrer um fio do rio.
Que tem uma saudade que fala mais alto.
c' est la vie.
Gislaine Zago
Queria não pensar, queria ter um botão de delete, como no computador, seria tão simples, tão mais fácil, tão mais rápido.
Mas isso não é possível e me acabo em pensamentos de saudades, de fracassos, de falta de rumo e de prumo,
Não reconheço em mim nenhuma das palavras que deixei marcada em seu corpo, em sua alma, em seus lábios.
Não tenho mais a vontade de saber de você, porque ali tem alguém mais, tem uma escolha, tem um eu te amo que saiu de mim e encontrou outro lugar.
Dói muito, sufoca as palavras, diminui o riso, encontra somente as pedras que tornam a vida mais difícil, machucam, como machucavam as sapatilhas de pontas nas aulas de ballet,
Será que pode ser assim mesmo ? Ficar um hiato de escritos, um nicho de sentimentos e de um torpor que incomoda?
Olho para as minhas mãos, no desejo absurdo de relembrar como eram as suas quando aconchegadas nas minhas, Não consigo,
A saudade é maior, as impossibilidades são imensas, a frustração é o caos.
Correr atras do vento, é assim que me vejo, não irei tocar nada e nem ninguém, só sentirei o frio que escorre pela minha coluna vertebral e me derruba ao chão
Vertigens, para aliviar a realidade
Cada momento a escarnecer a visão do agora,
Gislaine Zago
Não adianta ter a vida acontecendo se não acontecer na vida.
Não quero ser apenas alguém que é alguma coisa, mas não tem o valor e o calor que se pretende.
Não quero mais olhar para fora e me saber triste e sozinha,
Não posso mais saber que muitos estão ali, encontrando o seu bem querer, se encontrando na alegria de alguém que fala de amor,
Não quero mais esta estrada solitária e imensa, como imensa é minha solidão,
Navegar por mares distantes, por colinas e vales, sem que se possa ter apenas um sorriso,
O gelo, o frio, a lagrima que corre, o soluço que faz quebrar a quietude.
Nem mesmo respiro para não fazer um ruido e quem sabe dispersar o barulho de quem pode chegar,
Olhos atentos, ouvidos precisos, passos delicados,
Nem com tudo isso penso que será possível te encontrar.
Tantas outras mulheres lindas
e jovens estarão passando pela sua vida, e com certeza serão escolhidas.
Meu tempo de amar acabou, está feito,
Gislaine Zago.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

eu quero apenas caminhar nas ruas largas e claras por onde deve andar o amor....
gislaine zago
Um dia para pensar sobre a vida, sobre os desejos, sobre o que a alma anseia e  sobre o que de verdade poderia ser do que já foi.
Onde foi parar aquele sorriso sereno ? aqueles olhos doces e meigos que ainda encontro nas fotos postadas ?
Não ouso pensar sobre voce, nada adiantaria, voce está longe do que posso alcançar, está longe dos caminhos que percorro, dos bares que frequento, dos amigos que me rodeiam.
Só sei que voce está ali, a um clic da vida virtual, deste mundo que une mas que não coloca junto, que não faz o encontro, que não possibilita que bocas se juntem, que abraços se abracem, que corpos se unam,
Apenas aprecio de longe esse seu jeito manso, com reviravoltas de sons e tons.
Balança entre o antes e o agora sem ter muita certeza de como ir ou com quem,
Moço bonito, de onde voce vem ?
Não importa, apenas chegou, nem sabe do meu querer, nem precisa.
Cante uma canção, faça um lindo desenho, escreva um poema.
E quem sabe assim, voce encontre o que busca, tropeça no rumo da vida,
Vai,
Não se importe com o que o por do sol traduz, apenas respire,
E assim, tudo será para voce.
Gislaine Zago,
Foi assim que aconteceu, vi você, me apaixonei, me encantei e mergulhei onde não deveria.
Suportei algumas muitas, rsrsrs, larvas e tempestades, um hiato no tempo de talvez, 30 anos, permanecendo apenas o som da voz, a musica, a risada, as lembranças, a alegria de ser.
E, quando te reencontrei abriu em mim a mesma porta de antes, aquela porta que deixou o sótão da memoria fechado e sem a presença, e vi uma nova possibilidade, senti uma estranha sensação de pode ser agora.
Doce e quieta ilusão......
Foram momentos fugidios, de preocupações e desejos, de cinemas e jantares, de conselhos e beijos,
Mas.....o novo chegou
E você se foi;
Deixou em mim um sinal fechado, um sinal amargo e triste, que me remeteu a me olhar como um não sei que sem valor,
Em seguida, entendi o que é resistir a vida, ao amor, ao sim, ao encontro, ao toque e ao silencio,
Não me olho mais no espelho, porque ele reflete em mim e de mim, aquilo que não gosto, que não desejo, que não faz parte do que o horizonte sempre me mostrou,
Não sei por onde você anda, nem onde  mora, mais uma vez perdi sua referencia, ´perdi seu telefone, seu endereço, seu olhar terno e de criança;
Já passei muitas vezes por aquela rua, e sempre olho para aquela terraço, como se fosse possível.
Não caminho mais por aquelas calçadas, elas não tem mais nada a me dizer,
Continuo morando na mesma rua........
Gislaine Zago.

sábado, 29 de outubro de 2016

Quando olhei para o aquele rio que transborda , para aqueles passos que compassam os pensamentos que soltos me levam a relembrar o amor partido, a abastança da vida, as alegrias vividas, as situações que não precisavam de tensões, de angustias, de falta de sono e de ansiedades intensas.
Nada como viver a olhar os olhares que traduzem a memoria de um lugar , de uma rua, de um porto seguro, de você que seria o acalento no cansaço, o beijo na desordem, o abraço na dor.
Caí na realidade da hora, e desapareci na historia apressada que a vida me trouxe, nas escolhas distorcidas que  fiz a mim mesma, e que assim sem nem mais e nem porque, tropecei nos entulhos que restaram das relações quebradas.
E vi, corroída de cores, a pressa de restaurar essas dores e não conseguir sair no movimento necessário, paralisei diante do difícil, do não dito, do não chorado e que ficou cravado no corpo, tatuado nos olhos esverdeados.
O cansaço se abate e derruba uma longa e percorrida estrada que não chegou a lugar algum, com a culpa de não ter tido a habilidade suficiente, para manejar o que a vida trouxe e deixou aos meus cuidados. Fim de um tempo, fim de uma relação, fim de uma menina que só sabia querer e acreditar, essa menina hoje, habita outra dimensão e por vezes não acredita que foi possível.
Ninguém sabe a dor de não ser, de não ter, de não possibilitar.
Eu sei como foi , lutar uma luta desigual, que eu teria que ter tido a nítida percepção que não valeria a pena, não neste lugar, não para quem aqui está,
Tarde demais, tudo já foi, o amor, a dor, a pressa, o tempo, o dinheiro, o vazio, o avião, a viagem, o diploma, o beijo, o abraço, a despedida, o casamento, o adeus sem adeus,
Já aconteceu......
Gislaine Zago


De onde vem esse sentimento de nada valer? Daquilo que ouvi, daquilo que vi, e que me mostrou que os caminhos que percorri não me levaram a lugar algum.
Escolhi estar onde os valores estão muito longe do que acredito, onde só o que está longe, é melhor e maior , onde o saber do outro é mais importante e interessante do que o saber que se tem acesso imediato.
Minhas escolhas não foram de todo boas, nem certas, nem substanciosa, ou talvez este lugar não seja o ideal para que estas escolhas frutifiquem.
Muitos livros, muitas horas de leituras, de aprender, de ensinar, de amigos feitos e desfeitos, de viagens e de mergulho no saber,
Quantas vezes deixei de lado a vida que seguia para seguir a vida que pretendia, deixei a casa, deixei o companheiro, deixei , porque acreditava, porque era o sonho realizado, porque tinha dentro de mim que este lugar merecia o que de melhor eu pensava que existia e podia trazer,
Quanta ilusão..... quanto tudo estava só dentro de mim, de mais ninguém
E assim, a vida seguiu e partiu dentro de mim o que eu tinha de mais precioso, de mais intenso e verdadeiro, e assim, não resisti e olhei para o chão sem que o horizonte pudesse fazer parte.
Fechei a porta.....
Gislaine Zago.
Preciso acreditar que aquele sentimento ficou lindo, como lindo ficou em mim, mesmo que nenhuma relação exista mais.
Gislaine Zago,

domingo, 23 de outubro de 2016

Era uma vez um Clube, na Praça. daquela cidade do interior, onde tudo acontecia, onde sorrisos eram apreciados como confetes e musicas.
Ali, palco de grandes paixões, de grandes desamores, de lindos carnavais, de incriveis bailes, casamentos, aniversarios, reuniões de clubes de serviço, de aulas de ballet ( foi lá que comecei a dançar aos 6 anos), de shows maravilhosos, 
Um lugar onde a cidade se movimentava, era o ponto de encontro da vida, onde os olhares se encontravam, as paqueras começavam, os namoros terminavam e a folia rasgava a alma,
Assim, sem mais nem porque, tudo acabou, este clube , esta praça, na mesma cidade do interior;
Ficou o vazio, ficou uma lacuna daquele espaço dinamico, para um espaço inerte.
Mudaram-se os olhares, os namoros, o ponto de encontro.
A vida mudou;
Hoje, depois de tantos anos, adentrei a esse mesmo clube, nesta mesma praça, e senti como tudo é tão presente, como esta memoria afetiva nos carrega sempre para o que nunca ninguem tirará de nós, que ninguem levará para fora.
Hoje, a voz da querida Mildred, do querido Bitenka, nos levaram a olhar a nossa alegria jovem, a nossa alegria simples, a nossa alegria feliz.
Olhar para aquele salão, para aquele palco, foi sentir o tempo percorrendo meu corpo e agitando meu coração,
Nada como ter historias para contar e lembrar.
Hoje foi para acalmar a alma das dores do tempo,
Uma noite para guardar nas mãos que amam,
Gislaine Zago

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Tenho medo desse medo, daquilo que aparece do nada, que fala do que não sei mais, como um sinal que vem de longe,
Este sinal que atravessa terras e mares, respira um lugar diferente, fala uma língua que traz a memoria afetiva, a cor da infância, o cheiro do inesperado.
Sem saber como e porque me entrego a essas frases soltas e breves e mergulho para o fundo deste sentimento atordoado e único.
Quero sabe de quem foi essa ideia, de quem foi esse desejo e que chegou aqui desta lado do mundo,
Não fale nada, não precisa, apenas siga o que o coração te traz e diz, deixe que essa musica antiga se repita e reflita o que  já estava escrito em algum lugar deste céu imenso.
Olho apenas para suas fotos e tento encontrar fios soltos do seu querer e da sua historia sem sentido e sem rumo,
Caminho pelas ruas de Roma, Veneza, Firenze, Citadella e te encontro naquela praça sem nome, mas que tem esse seu jeito doce e gentil.
Que eu não tenha apenas razão, que eu tenha o olhar certo para o destino incerto,
Te direi tantos até amanha quantos forem necessários, para que eu possa acordar diante da vida que se faz tão dura neste momento,
Foi como um balsamo de Deus para superar mais este momento,
Que o sono te traga a tranquilidade e a paz que te desejo.
Gislaine Zago,

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Que as mágoas não se transformem em ódio.
que as dores não se transformem em doenças
que o choro não se transforme em prantos sem fim
que as perdas não se transformem em lutos constantes
que o sorriso não parta para sempre
que as dificuldades não criem rompimentos de alma
que a angustia não se rompa em depressão
que a falta de generosidade não interrompa o caminho
que a falta de compreensão não cause danos maiores.
que a vida consiga ser restaurada em algum momento
Gislaine Zago,

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Não sei quem você é , nem de onde vem, mas sinto que percorre rios e mares e deixa fluir a correnteza da graça e da solidariedade.
Por isso beijo sóis e luas e me encanto com a ousadia das estrelas que teimam em brilhar onde é escuro e noite.
Grandes perguntas saltitam de bocas que pedem as respostas que não chegam porque não existem , mas fingem que é possível te-las em algum momento por aí.
Como saber daquela reza antiga, que nos quartos de antigamente eram ditas entre dentes para que o mal se afastasse e acabava sempre com um Deus te abençoe ...
Hoje não existem mais rezas, nem bocas que expressam os temores e as gratidões,
Onde antes eram orações, hoje choros e pedidos de um dia melhor, de uma vida melhor, de um ano melhor, de um amor melhor...
Não sei onde foram parar aqueles sonhos tão desejados, de uma vida de verdade, com amigos de verdade, com um trabalho de verdade e com palavras de verdade..
Quantas canções ouvi e quantas pensei ter ouvido, naquela mesma serenata de antes, de uma rua de paralelepípedo, de uma janela amarela e de um violão azul.
Ainda trago dentro de mim aquela menina que entre sapatilhas e bailados esperava os grandes desejos acertados no tempo.
Esta menina que hoje apenas olha distante para um tempo que se consumiu no pequeno e frágil calendário pendurado na parede da cozinha.
Gislaine Zago

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Vazio de alma, vazio de coração, vazio de possibilidades, vazio de vida.
Tantos espaços deixados ao vento, sem rumo, sem longos afetos.
Ruas e escadas que não decidem para onde vão, nem com quem pretendem encontrar.
Grandes avenidas cobertas de angustias e decisões que nunca despontam para a certeza.
Vi diante de mim aquele luminoso tão conhecido, carregado de lembranças e sonhos, onde calcifiquei memorias desenhadas de uma parte realizada.
E, de repente, o despontar da solidão lá no alto, ao fim do terreno, no topo do destino esperando,
E, de novo, a solidão que explode em branco e preto e em vazios absurdos,
Assim é...
Gislaine Zago.
Não quero metade da laranja porque não me satisfaz, quero a laranja inteira.
Não quero um chinelo velho para um pé cansado, porque quero ainda andar no salto alto bem chic.
Não quero a tampa da panela porque não gosto de cozinhar.
Não quero alma gêmea porque deve ser uma chatisse alguém igual a gente.
Não quero metade da alma porque quero alguém inteiro.
Sou feita de sonhos inteiros, de verdades inteiras.
Sou assim, sem metades, sem meias verdades, sem um pouco só.
Sou intensa.
Gislaine Zago.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Quando acabar o verão, e a solidão não for mais desconfortavel, será apenas a vontade de ser feliz e qualificar a presença do encantamento e da paixão reduzida em arcos estonteantes e drásticos.
Uma aquarela de pensamentos, rodopiam a vida com fagulhas de cores diversas e incandescentes.
Tonteio o rio que passa entre as margens do outrora, escondendo as decisões pelas quais não me comprometo mais.
Vivo a procurar o que de antes se ocupava, o que passou a se chamar: lugar de nós dois.
Procurei na verdade da capa do livro onde eu te encontraria, e acabei deslizando no tobogã de meias palavras, entrecortadas de sustos.
Apenas escrevi,

Gislaine Zago.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

E quando a vida nos parecer estafante e acumulativa, quem sabe encontramos um canto qualquer onde a respiração se acalma, os olhos não precisam chorar, o coração pode desacelerar e sentir um amor. Um amor que chega e permanece. Um coração que pode ser cuidado - não por médicos- por afetos e carinhos.
Encontrar um canto que cante aquela música que toca a alma, que o corpo dança e vibra.
Neste vendaval de sentimentos e sensações poderiam surgir os obrigados, as desculpas, as valorizações , deixadas para depois que pode não chegar nunca.
Encontrar um canto que encante, que sustente, que amortize a delicada dor de amor.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

no que eu estou pensando?????? em como era lindo e magico catar conchinhas na praia e escutar o barulho do mar que elas carregavam.........a docilidade da juventude.......

Gislaine Zago
Acordar, olhar para fora, enfrentar o azul do céu, o calor do sol, o cantar dos pássaros, o movimento da rua, o pão fresco, o cheiro do café que diz bom dia, e a sensação de então vamos.
De dentro de mim a vontade de nada fazer, de poder ficar apenas conversando comigo, sem tempo para voltar e enfrentar o aqui e agora.
Aquele dia que nada basta, que precisamos de um tempo para decidir e encontrar uma razão essencial que nos leve a um resgate do afeto perdido, daquele instante de longas prosas, de olhares que se cruzam, de mãos que se encontram, de uma força que atrai.
Mas, me parece que em algum lugar do planeta foi perdido, a ligação se rompeu, o laço se desfez, a vontade se partiu.
Ficou um som estranho, um calor desfeito, um mal entendido dos sentimentos, uma percepção distorcida do encontro e do abraço.
Será apenas uma lembrança no caderno de memorias, nos escritos deixados, nas palavras colhidas durante um pequeno tempo de se saber,
Um novo conceito de ser, um dia a dia capaz de compensar as dores, e os amores espalhados por essas estações, que mudam e transformam.
Sempre é nunca, agora, já não é mais, o que foi durante muito tempo, foi apagado, rasgado da doce lembrança da juventude,
Correr não significa chegar antes, mas devagar pode ser tarde demais, como encontrar a medida certa, a velocidade correta neste mundo tão grande?
Vou indo, procurando apenas aquilo que cabe em mim e que não deve ser tão grande e difícil assim,

Gislaine Zago

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

E, quando vinha em silencio pelo caminho, senti assim como um vazio que espreme a alma sem dor, apenas com o sentimento de solidão, de tristeza , de nunca mais,
Assim estou, assim está meu dia, minha tarde, minha noite e quem sabe minha madrugada.
Não sofro, apenas olho para esse nada e deixo que o frio de dentro de mim percorra minha coluna vertebral que é meu eixo central,  e me leve para aquele canto que nada tem.
Só um soluço, só um suspiro, só um olhar no tempo.
Cade voce ? seu sorriso de ternura, seu olhar de docilidade, sua mensagem .....
Cairam no vacuo do vale solitario.
Mas, ainda posso olhar sua foto, e pensar que nada pode ser, que nada pode acontecer e que sua escolha foi em outra viagem, em outra estrada, em outro bem querer
Longos textos, longos e belos poemas, pequenos e estreitos feed backs,
Cairam as mascaras, cairam aqueles dizeres amigos, cairam o gostar que era de mentira.
Assim foi e assim será, até que eu possa voltar para mim ......

Gislaine Zago.
Quem sabe algum dia vou conseguir não me envolver tanto, perseguir meus sonhos apenas de longe, cantar outras musicas, de outros cantores, e não me lembrar mais de alguns amores .
Me importar menos com quem não se importa tanto assim, entender menos também, assim como sentir menos, olhar menos, respirar mais, calar mais, buscar apenas aquilo que cabe em mim e no meu coração já costurado por amar demais.
Um balanço de emoções, que não podem mais fazer parte do que sou agoram, e do que serei daqui para frente, encarar em mim uma realidade que pode não me agradar, não ser aquilo que sonhei um dia em algum lugar em mim,
Não sou aquela que imaginei, não realizei o que tanto desejei , apenas passei por aqui, não deixei rastros e nem marcas, nem tampouco lembranças, apenas aconteceu. sem importância
Foi assim, como um ruido longo, um som estridente, um tremor de terra, e depois apenas o silencio, o morrer de tudo que poderia ter sido.
Cumpri um segredo do passado ou quem sabe uma profecia não pronunciada, que tocou minha alma e minha pele como um fogo que queima e não consegui mais me livrar disso,
Uma rede de erros e dificuldades que teimam em não deixar que eu corra sem obstáculos.
E nisto tudo o amor passou sem parada, sem notar e sem direção
Assim foi.
Gislaine Zago.
Destino é a palavra que se encontra para as escolhas que fazemos, e essas escolhas podem ter nosso grifo, alguém mais ou menso profundo ou superficial, depende do queremos no momento,
E daí, fica mais fácil nos desculparmos ou até mesmo nos convencermos que foi melhor assim, que é a correto, que é a busca ideal.
Melhor não pensar muito, melhor alguém que também não pense tanto, nem sinta, alguém que possa ser e ter só o que é de mais colorido, ou de mais conveniente.
Destino, uma palavra onde cabem tantos conceitos, tantas informações, tantos significados.Pode também ser acaso, energia, química, sintonia, empatia, ou sei lá mais o que.
Destino, para mim, o que eu escolho como minha viagem, onde quero chegar, onde está o lugar que quero ir, na viagem de verdade, essa que a gente pega a estrada com destino certo ou incerto,
Destino, o que eu na minha conversa comigo mesma, vislumbro logo ali, adiante de mim  , da minha busca, da minha duvida.
Destino, essa coisa estranha, que cabe em minhas mãos, que é tão pequeno diante da grandeza de uma escolha, diante deste infinito mundo da psique humana.
Colha suas escolhas, colha suas consequências.
Destino, para mim apenas o que você quer para você mesmo,
Não aquilo que pode ser o que Deus tem para você, no tempo Dele, no pensamento Dele, na vida que será a que mais te fará feliz.
Mas isso fica para a próxima vez.....
Gislaine Zago

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pedi para o silencio que me trouxesse a sua voz, sua respiração, seu olhar terno.
Mas, como sempre, você passou por mim como o vento, tão rápido e veloz, que não foi possível reter seu sabor, nem seus gestos, nem seu brilho.
Passou..
Como tudo passa, como tudo se vai, como tudo acaba.
Foi assim, um momento de ternura, um delicado e carinhoso prazer do sentir.
Ainda existe seus escritos, aquela sua docilidade de saber de mim e eu de você.
Passou...
Assim como o sonho acaba, assim como o som termina, assim como o choro se cala,
Guardo o meu segredo em te querer, dentro de uma caixinha de musica, onde a bailarina dança, e me leva para a minha vida de antes,
Como na vida é preciso dar corda para que haja movimento, para que a musica aconteça e para que a dança comece.
Segredos, memorias, caixinhas de musica, baus de  recordações, ruas lembradas, álbuns de fotografias, diários de adolescência, cartas escritas a mão, desenhos de algum lugar.
Misturam-se perolas, turquesas, corais e uma sinfonia de pássaros, que ultrapassam o som de dentro de mim, e me sento em algum lugar do cotidiano, para saber que tudo existe.
Gislaine Zago.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016



Da vida trago todas as misturas possíveis e imagináveis.
Trago a doçura da maternidade, a alegria da infância, a festa da adolescência.
Trago os registros das viagens, dos amigos, da família.
Trago o doce sabor da estrada florida de lavandas e girassóis.
Trago a emoção do primeiro beijo, do primeiro amor, do primeiro baile..
Tenho em mim todas as lembranças guardadas e vividas como em um álbum de recordações, onde cada dia está registrado.
Carrego comigo os afetos construídos neste tempo de caminhada. Afetos de perto, de longe, de nunca mais, mas que estão em mim.
Tenho também as dores, as lágrimas, as despedidas, as separações, o adeus nunca dito.
Cada um constrói uma pagina do livro, que se preenche sempre com mais um sentir, que não se cansa dos sonhos, de desejar, de acreditar.
Ainda colo nas paginas do livro, recortes de revistas e poemas que alegram os olhos e a alma a cada leitura.
Reservo um espaço especial para as dores de amores, porque nestas dores mais que outras, me mostram para não repeti- las.
Dentro do envelope amarelado, cultivo os amigos de ontem, de hoje e de sempre.
Amigos que acalentam o sofrimento e que se alegram com as vitórias.
Amigos que não desistem de bem querer, de abraços apertados, de sorrisos abertos.
Olho meu livro de recordações e agradeço a Deus por ter permitido que eu vivenciasse tantas e tão imensas experiências.
A vida até aqui valeu a pena.
Gislaine Zago

domingo, 11 de setembro de 2016

E tem aquela vontade louca de ser feliz, de saborear as brisas suaves que passam falando de você e de mim.
Saber aquele jeito sereno de ser e de buscar os bons momentos, os conceitos da simplicidade, os sinais de que o que vale a pena é estar um com outro.
Saber que o mais importante, o que nos leva para a calma é o que se tem como objetivos na vida, o que se tem como preparo naquele instante de medo e de dor.
Buscar entre os tantos letrados e cultos aquele que tenha a simples e delicada razão de ser feliz neste rodamoinho de magoas e desamores, neste universo de contratempos e contra o vento.
Ainda não sei por onde vou, e se vou, nem sei se tenho forças para continuar, a vida é uma caixinha se surpresas, uma caixinha magica de onde pode sair, pozinhos de felicidade ou de tristeza,
Quantas vezes nos pegamos de surpresa com palavras, gestos, atitudes, escritos e nos paralisamos,
Para sair desta paralisação é preciso muito coragem, muita aprendizagem, e as vezes pode demorar, mas um dia saímos dela.
Quem sabe vou chegar até esse alguém com uma alma despida de mim mesma, com um coração cicatrizado de tantas dores e daí sim ser completa com alguém completo.
O tempo para isso não sei mais, quando penso que chegou esta hora, tudo se transforma, tudo se desintegra e é preciso começar de novo;
As vezes me sinto cansada desta luta solitária, de resolver tudo, de decidir tudo de descobrir tudo, sozinha.
Queria apenas um ombro amigo, um colo solidário, um beijo de carinho,
Respiro e prossigo;
Gislaine Zago,


sábado, 10 de setembro de 2016

Decifrar constantemente as razões invisíveis de querer você.
Racionalizar os desejos que chegam sorrateiramente e invadem o sótão escondido da casa/ corpo.
Uma invasão de sensações, sentimentos, imagens, palavras, percepções aleatórias a minha vontade.
Te quero, e dentro deste querer chega o incomodo da interrogação que deveria ser uma exclamação.
Mas , não sou eu que decido a cor que tingirá este poema.
Apenas desejarei que seja escarlate, como a faísca daquele pedaço na fogueira.
Eu apenas espero que nada incomode ou desperte o vazio e louco que cada um tem por dentro.
Quero apenas aquele amanhecer clássico, com uma xícara de café fumegante, diante dos belos telhados da velha Paris.
E assim, canto, um canto de memória, de pássaros e lagos, de calçadas e chuva, vento e solidão, sorrisos encobertos pelas luzes que insistem em permanecer.
Olho o chão molhado e vejo refletido o rosto do que sempre fui e sempre serei.
Porque, simplesmente sou assim.
Gislaine Zago.
João
Pedro
José
Jorge
Renato
Claudio
Fernandes
Roberto
Todos esses: casaram ou se foram.....
Simples assim.....

Gislaine Zago.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vem de novo, vem para mim, vem de repente e me leva, me olha.
Vem e derrama em minha vida a sua saudade, o seu querer reprimido, seu beijo sufocado, seu coração inteiro.
Vem e alimenta minha alma com cuidado e serenidade, da sua falta de afeto, da vida que espera em mim.
Vem e bebe das lagrimas derramadas que cristalizam o sofrimento que habita em minha pele,
Vem e que seu abraço seja de braços cuidadores, companheiros e penetrantes.
Vem e ama, vem e sofre, vem e explode, vem e apaixona, vem e compreende.
E, a cada vinda sua, partilha do desejo de não ir mais embora, e coloca a minha historia no quadro negro que está na porta da casa antiga, na rua de sempre, que guarda nossa meninice e convocam o ontem para sempre,
Gislaine Zago.
Caminhei dentro das poucas e solitárias estradas do coração.
Em cada esquina uma história.
Me completo olhando os vazios deixados pelas situações de desamor, abandono, perdas e desastres.
Pergunto a mim mesma por onde caminharei então. se , nada resta mais e melhor do que seu abraço, seu toque, seu olhar longo e penetrante.
Escutar seu sorriso, permanecer em você.
Vou através do momento resgatar os sentimentos e chorar muito porque as águas que se libertam de mim , podem ser a minha salvação de não adoecer de tanto amor,
A vida não é justa, mas, é preciso vive-la, deseja-la, acordar e ir para adiante, mesmo que na tela de seu filme nada te animará.
Conclusões não existem, a esperança tece sua teia, mas não pode termina-la e com isso fiquei perdida no meio dela sem poder voltar ou ir em frente, Paralisei.
Mas posso pensar que um dia alguém virá em meu socorro e me oferecerá um justo e lindo amanhecer.
Respirei fundo, tentando encontrar o ritmo do coração que não angustia ou sofra, apenas ame,
E neste amor eu possa identificar o que me pertence, e que faz parte de mim, o que você pode me dar, o amor que não sobra, não falta, que tem a medida do prazer, a medida do sentir sem medida.
Te quero e para isso preciso retirar de mim a alma que angustia, porque você não vem, não é meu, não olha para mim com olhos de ver,
Sou apenas uma sombra colocada nas paredes do quarto de dormir.
Gislaine Zago,
Hoje o choro é triste, hoje a dança não existe, hoje o perfume se esvai, hoje a dor é forte, hoje a saudade fere, hoje estou só.
Cada dia um contar as horas, cada dia um querer de novo, o novo, cada dia um passo sem demora, cada dia um pensamento solto.
Viajo pelos anos de vida e encontro sótãos e caixinhas repletas de bem dizeres, de maus dizeres, de sonhos acertados e sonhos esmagados com as pontas dos dedos.
Muitas perguntas sopram com o vento e se espalham na chuva, e caem em lugares áridos sem respostas.
Cade o hoje ? Onde o amanhã? Passou o depois ?
Só quero responder nas nuvens coloridas, de um céu raiado e acalorado pelo calor do amor, que existe em mim.
Sentir o gosto da paixão e comover com as palavras não ditas, vividas de um coração repleto de serenidade,
Gislaine Zago.
O barulho da chuva traz uma quietude que faz bem, que me deixa como que a mercê do sonho, do pensamento, dos sentimentos e dos desejos.
É como uma música lenta e suave que decide o ritmo a cada passar das horas e que enleva a alma e se distrai,
A chuva que lava a alma, que derrama bençãos, que traz saudades, que aproxima, que faz desejar uma mesa de café com bolinhos e muito carinho,
Que boas lembranças caminhar na chuva, quando criança, molhar os pés na enxurrada, soltar barquinhos de papel e imaginar para onde eles iriam.
Deixar que a chuva se misture com as lagrimas que caem teimosas no meu rosto e assim posso esconder a dor .
A chuva que tem musica, poemas, sinfonias, danças e amor,
Um instante de sono que chega ao ouvir o céu que chora, o coração que chora, a alma que descongela das dores vividas.
E me calo, com o coração só e as mãos ausentes. Mas canto,
Gislaine Zago,

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A vida na minha época de adolescencia era feita a pé, ninguém tinha o habito de ir de carro aos lugares, todo mundo caminhava, era pra escola, pra educação fisíca, pro inglês, pro ballet, estudar na casa das amigas, ir ao baile, ao aniversario,
O máximo era voltar pra casa com o namorado, andando , mas como eu morava na praça, com os clubes todos ali, não tinha muito o que andar até em casa, era horrível.
Mas, quando a festa era na casa dos amigos era sempre muito interessante pensar com quem iria voltar, Seria com aquele que se paquerava e que finalmente te tiraria pra dançar ao som do Canzone Per Te, e depois te traria pra casa ?
Seria o sonho desejado,
Então se poderia trocar fotos, aquelas, 3x4, que se tinham sempre na carteira e que era igual a da caderneta da escola,
A foto que se ficava por horas olhando e enamorando, que deixávamos em baixo do travesseiro para  sonhar com  aquele rosto, com aquele beijo,
As mãos dadas no cinema, na primeira sessão é lógico, depois um bauru, e um sorvete, e se estava plainando no ar de amores.
Quanto desejo, quanta sintonia, quanta ilusão, e quanto sentimento cabia em tanta simplicidade de gostar,
Não era preciso sofisticação, apenas o essencial para se amar, para se envolver, para estar completamente e generosamente apaixonada.
Os escritos no diário, nos cadernos de recordações, nos questionários das amigas, nas capas dos discos, tudo deveria ter a marca do namoro, e era tão bom.
O tempo vai nos deixando mais insolentes, mais complexos, mais exigentes, e sozinhos,
O tempo, este ingrato , que nos desfaz as ilusões e os sentimentos mais puros e honestos.
O tempo, que passa e leva de nós a juventude, os discos, os livros, e as marcas dos amores,
O tempo, ele é implacável , mas nem sempre justo,
Ainda ouço Canzone per Te e me lembro daquele aniversario e daquele meu par na dança.
Suaves memorias
Gislaine Zago,

Hoje , depois de um tempo, te vi .
Tocando seu violão, talvez na sua casa nova, na sua sala nova, mas com as musicas de sempre, que fizeram parte de nós.
Vi tambem que seu dedo carrega uma aliança desta nova relação, uma aliança que significa o seu rompimento com o que sonhei um dia.
Seu beijo será sempre o melhor de minha vida, aquele nosso canto, aquele nossa musica, aquele nosso café,
O que será que se rompeu quando enfim resolvemos nos dar um ao outro ?
Em que ponto erramos de nós mesmos ?
Em que rua me perdi de voce ? ou será que vc se perdeu de mim?
Hoje voce se entrega ao que é mais jovem, mais livre, mais solto, mais interessante aos seus olhos.
Depois, bom, depois veremos,
Ainda dói em mim, ainda grita em mim, os girassois da cor do seu cabelo, ainda ecoa em mim, o clube de esquina, os jogos, os encontros, e o que nos envolvia
Ainda não sei mais, ainda choro, ainda existo de algum jeito,
Gislaine Zago
Não sabia que seria tão intenso olhar para você sem querer, sem traduzir em palavras , sem pensar nas consequências, sem olhar para a imensidão do lugar.
Você era assim desapercebido de mim, te conhecia de longe, de ouvir falar, sem saber que era você,
Quanta coisa aconteceu entre o que eu sabia e o que é agora, voce chegou de mansinho, com sua docilidade, sua ternura, seu jeito manso e tomou conta de mim.
Você não sabe de nada disso, penso que não imagina, não faço parte de seu mundo, de seu dia a dia, de suas dores e tristeza.
Sou apenas alguém que compartilha de um espaço em comum, neste meio da internet, onde cada um é apenas um rosto, um post, uma palavra deixada,
Nem posso dizer o que sinto, o que se passa dentro desta minha cabeça enrolada em fios de seda coloridos e malucos,
Saio por aí bordando estrelas, cometas, diamantes, com o que sei fazer, que é palavriar no papel, e só assim posso falar de você, com voce , por você.
Cada segundo é um sonho , um achar que sim, um estranhamento de mim mesma,
Você está longe, ainda respirando a sua historia, sua causa, sua expectativa.
Procuro deixar que a vida se encarregue de nós,
E possa deixar em cores vibrantes o pouco que ainda podemos ter de sorte,
Gislaine Zago
Eu morava na praça, ao lado do correio, da caixa econômica, da radio clube que depois virou banco do Brasil, do ladinho do Clube XV, do Centrão, do bar do edifício.
A praça onde tudo acontecia, as paqueras, os namoros, os encontros com os amigos, as rodas de violão, os bailes, os encantos de um cidade do interior,
Me lembro que ficava no portão de casa esperando o carteiro passar para saber se alguma carta para mim tinha chegado, ele as vezes sorria e dizia: hoje o namorado não escreveu rsrsrsr.
Saber esperar era um exercício,as vezes difícil, mas que trazia o gosto da esperança, do sonho, da fantasia, tudo que poderia crescer como uma solida e amável serenidade.
Como era bom se sentar na calçada e conversar sobre a vida, levar a vitrolinha portátil e ouvir musica com os amigos, sem pensar que aquilo poderia ser cafona, bobo, ou sei lá o que, era bom e pronto,
E, como era fascinante os bailinhos, os olhares trocados, o convite para dançar, guardar na memoria a musica que estava tocando naquele dia e naquela hora, ahhhh, essa memoria afetiva que tem dias que nos toma conta e nos leva a lugares tão desejados, tão vivenciados e que fazem parte desta grande historia de vida.
Como escolher com quem dançar a valsa no aniversario de 15 anos, no baile de debutantes, no baile de formatura ? Como saber que rumo tomar quando o primeiro namoro não deu certo? Ou quando sua paixão começa namorar sua amiga,? Colocar na vitrola o disco preferido e chorar até a próxima  festa  e esquecer.
Os carnavais enfeitados de turmas, de blocos, de sorrisos, de musicas cantadas com a felicidade da hora, e sem ter porque terminar
Ao fim do baile, a orquestra descia para tocar na praça e depois a sopa de cebola, o sol nascer e poder chegar em casa com o dia claro sem que isso fosse um risco.
A casa da praça foi palco de tantos amigos, de tantas festas, de tantas reuniões, de portas que não se trancavam, de janelas sempre abertas, de chaves guardadas no relógio de força, de serenatas de madrugada, de tantos amores partidos.
A casa da praça, onde todos eram juntos, onde a vida seguia livre, onde o amor era essencial, e o afeto cobria os colos onde deitávamos,
A casa da praça rodeada de lembranças, de saudades, de vidas que se foram , de cheganças que ficaram para sempre,
A casa da praça;
Gislaine Zago.


bom , vou tentar domir, ja que a cabeça continua pensante, desligar não é tão facil as vezes, primcipalmente quando a alma fica pequena de saudades, de ausencias, de quereres não compartilhados.....essa é a vida que vivemos
Gislaine Zago,
Na minha objetividade, não cabe meio termo, meio amor, meio sentir, meio se interessar.
No meu romantismo de sempre, não tem lugar o não mergulhar, o desejar um pouco, beijar um pouco, olhar mais ou menos.
O que vale , o que me move, o que me faz dar sentido ao dinamismo da roda da vida é ser inteira.
Inteira, na alma, mesmo com as marcas das circunstancias.
Inteira, na fala que expressa, sabores, sentimentos, sensações, filigranas de desejos.
Inteira, no toque que encanta, que permanece, que acalenta, que acolhe.
Inteira, no olhar que ama, que traduz, que põe paixão, que aveluda o olhar do outro.
Inteira, na melodia que conduz ao fantástico mundo subjetivo.
Inteira, para dizer o que quero e penso, mesmo que do outro lado de uma linha qualquer, não seja compreendido,
O que vale a pena? Tomar de pronto o que em mim é recheado de imagens, e autorizar vive-las.
Me saborear daquilo que nutre em mim a serenidade e a quietude de ter revelado o melhor que posso ser,
Mais uma vida que segue.
Gislaine Zago.