Acordar, olhar para fora, enfrentar o azul do céu, o calor do sol, o cantar dos pássaros, o movimento da rua, o pão fresco, o cheiro do café que diz bom dia, e a sensação de então vamos.
De dentro de mim a vontade de nada fazer, de poder ficar apenas conversando comigo, sem tempo para voltar e enfrentar o aqui e agora.
Aquele dia que nada basta, que precisamos de um tempo para decidir e encontrar uma razão essencial que nos leve a um resgate do afeto perdido, daquele instante de longas prosas, de olhares que se cruzam, de mãos que se encontram, de uma força que atrai.
Mas, me parece que em algum lugar do planeta foi perdido, a ligação se rompeu, o laço se desfez, a vontade se partiu.
Ficou um som estranho, um calor desfeito, um mal entendido dos sentimentos, uma percepção distorcida do encontro e do abraço.
Será apenas uma lembrança no caderno de memorias, nos escritos deixados, nas palavras colhidas durante um pequeno tempo de se saber,
Um novo conceito de ser, um dia a dia capaz de compensar as dores, e os amores espalhados por essas estações, que mudam e transformam.
Sempre é nunca, agora, já não é mais, o que foi durante muito tempo, foi apagado, rasgado da doce lembrança da juventude,
Correr não significa chegar antes, mas devagar pode ser tarde demais, como encontrar a medida certa, a velocidade correta neste mundo tão grande?
Vou indo, procurando apenas aquilo que cabe em mim e que não deve ser tão grande e difícil assim,
Gislaine Zago
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