quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Quando acabar o verão, e a solidão não for mais desconfortavel, será apenas a vontade de ser feliz e qualificar a presença do encantamento e da paixão reduzida em arcos estonteantes e drásticos.
Uma aquarela de pensamentos, rodopiam a vida com fagulhas de cores diversas e incandescentes.
Tonteio o rio que passa entre as margens do outrora, escondendo as decisões pelas quais não me comprometo mais.
Vivo a procurar o que de antes se ocupava, o que passou a se chamar: lugar de nós dois.
Procurei na verdade da capa do livro onde eu te encontraria, e acabei deslizando no tobogã de meias palavras, entrecortadas de sustos.
Apenas escrevi,

Gislaine Zago.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

E quando a vida nos parecer estafante e acumulativa, quem sabe encontramos um canto qualquer onde a respiração se acalma, os olhos não precisam chorar, o coração pode desacelerar e sentir um amor. Um amor que chega e permanece. Um coração que pode ser cuidado - não por médicos- por afetos e carinhos.
Encontrar um canto que cante aquela música que toca a alma, que o corpo dança e vibra.
Neste vendaval de sentimentos e sensações poderiam surgir os obrigados, as desculpas, as valorizações , deixadas para depois que pode não chegar nunca.
Encontrar um canto que encante, que sustente, que amortize a delicada dor de amor.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

no que eu estou pensando?????? em como era lindo e magico catar conchinhas na praia e escutar o barulho do mar que elas carregavam.........a docilidade da juventude.......

Gislaine Zago
Acordar, olhar para fora, enfrentar o azul do céu, o calor do sol, o cantar dos pássaros, o movimento da rua, o pão fresco, o cheiro do café que diz bom dia, e a sensação de então vamos.
De dentro de mim a vontade de nada fazer, de poder ficar apenas conversando comigo, sem tempo para voltar e enfrentar o aqui e agora.
Aquele dia que nada basta, que precisamos de um tempo para decidir e encontrar uma razão essencial que nos leve a um resgate do afeto perdido, daquele instante de longas prosas, de olhares que se cruzam, de mãos que se encontram, de uma força que atrai.
Mas, me parece que em algum lugar do planeta foi perdido, a ligação se rompeu, o laço se desfez, a vontade se partiu.
Ficou um som estranho, um calor desfeito, um mal entendido dos sentimentos, uma percepção distorcida do encontro e do abraço.
Será apenas uma lembrança no caderno de memorias, nos escritos deixados, nas palavras colhidas durante um pequeno tempo de se saber,
Um novo conceito de ser, um dia a dia capaz de compensar as dores, e os amores espalhados por essas estações, que mudam e transformam.
Sempre é nunca, agora, já não é mais, o que foi durante muito tempo, foi apagado, rasgado da doce lembrança da juventude,
Correr não significa chegar antes, mas devagar pode ser tarde demais, como encontrar a medida certa, a velocidade correta neste mundo tão grande?
Vou indo, procurando apenas aquilo que cabe em mim e que não deve ser tão grande e difícil assim,

Gislaine Zago

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

E, quando vinha em silencio pelo caminho, senti assim como um vazio que espreme a alma sem dor, apenas com o sentimento de solidão, de tristeza , de nunca mais,
Assim estou, assim está meu dia, minha tarde, minha noite e quem sabe minha madrugada.
Não sofro, apenas olho para esse nada e deixo que o frio de dentro de mim percorra minha coluna vertebral que é meu eixo central,  e me leve para aquele canto que nada tem.
Só um soluço, só um suspiro, só um olhar no tempo.
Cade voce ? seu sorriso de ternura, seu olhar de docilidade, sua mensagem .....
Cairam no vacuo do vale solitario.
Mas, ainda posso olhar sua foto, e pensar que nada pode ser, que nada pode acontecer e que sua escolha foi em outra viagem, em outra estrada, em outro bem querer
Longos textos, longos e belos poemas, pequenos e estreitos feed backs,
Cairam as mascaras, cairam aqueles dizeres amigos, cairam o gostar que era de mentira.
Assim foi e assim será, até que eu possa voltar para mim ......

Gislaine Zago.
Quem sabe algum dia vou conseguir não me envolver tanto, perseguir meus sonhos apenas de longe, cantar outras musicas, de outros cantores, e não me lembrar mais de alguns amores .
Me importar menos com quem não se importa tanto assim, entender menos também, assim como sentir menos, olhar menos, respirar mais, calar mais, buscar apenas aquilo que cabe em mim e no meu coração já costurado por amar demais.
Um balanço de emoções, que não podem mais fazer parte do que sou agoram, e do que serei daqui para frente, encarar em mim uma realidade que pode não me agradar, não ser aquilo que sonhei um dia em algum lugar em mim,
Não sou aquela que imaginei, não realizei o que tanto desejei , apenas passei por aqui, não deixei rastros e nem marcas, nem tampouco lembranças, apenas aconteceu. sem importância
Foi assim, como um ruido longo, um som estridente, um tremor de terra, e depois apenas o silencio, o morrer de tudo que poderia ter sido.
Cumpri um segredo do passado ou quem sabe uma profecia não pronunciada, que tocou minha alma e minha pele como um fogo que queima e não consegui mais me livrar disso,
Uma rede de erros e dificuldades que teimam em não deixar que eu corra sem obstáculos.
E nisto tudo o amor passou sem parada, sem notar e sem direção
Assim foi.
Gislaine Zago.
Destino é a palavra que se encontra para as escolhas que fazemos, e essas escolhas podem ter nosso grifo, alguém mais ou menso profundo ou superficial, depende do queremos no momento,
E daí, fica mais fácil nos desculparmos ou até mesmo nos convencermos que foi melhor assim, que é a correto, que é a busca ideal.
Melhor não pensar muito, melhor alguém que também não pense tanto, nem sinta, alguém que possa ser e ter só o que é de mais colorido, ou de mais conveniente.
Destino, uma palavra onde cabem tantos conceitos, tantas informações, tantos significados.Pode também ser acaso, energia, química, sintonia, empatia, ou sei lá mais o que.
Destino, para mim, o que eu escolho como minha viagem, onde quero chegar, onde está o lugar que quero ir, na viagem de verdade, essa que a gente pega a estrada com destino certo ou incerto,
Destino, o que eu na minha conversa comigo mesma, vislumbro logo ali, adiante de mim  , da minha busca, da minha duvida.
Destino, essa coisa estranha, que cabe em minhas mãos, que é tão pequeno diante da grandeza de uma escolha, diante deste infinito mundo da psique humana.
Colha suas escolhas, colha suas consequências.
Destino, para mim apenas o que você quer para você mesmo,
Não aquilo que pode ser o que Deus tem para você, no tempo Dele, no pensamento Dele, na vida que será a que mais te fará feliz.
Mas isso fica para a próxima vez.....
Gislaine Zago

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pedi para o silencio que me trouxesse a sua voz, sua respiração, seu olhar terno.
Mas, como sempre, você passou por mim como o vento, tão rápido e veloz, que não foi possível reter seu sabor, nem seus gestos, nem seu brilho.
Passou..
Como tudo passa, como tudo se vai, como tudo acaba.
Foi assim, um momento de ternura, um delicado e carinhoso prazer do sentir.
Ainda existe seus escritos, aquela sua docilidade de saber de mim e eu de você.
Passou...
Assim como o sonho acaba, assim como o som termina, assim como o choro se cala,
Guardo o meu segredo em te querer, dentro de uma caixinha de musica, onde a bailarina dança, e me leva para a minha vida de antes,
Como na vida é preciso dar corda para que haja movimento, para que a musica aconteça e para que a dança comece.
Segredos, memorias, caixinhas de musica, baus de  recordações, ruas lembradas, álbuns de fotografias, diários de adolescência, cartas escritas a mão, desenhos de algum lugar.
Misturam-se perolas, turquesas, corais e uma sinfonia de pássaros, que ultrapassam o som de dentro de mim, e me sento em algum lugar do cotidiano, para saber que tudo existe.
Gislaine Zago.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016



Da vida trago todas as misturas possíveis e imagináveis.
Trago a doçura da maternidade, a alegria da infância, a festa da adolescência.
Trago os registros das viagens, dos amigos, da família.
Trago o doce sabor da estrada florida de lavandas e girassóis.
Trago a emoção do primeiro beijo, do primeiro amor, do primeiro baile..
Tenho em mim todas as lembranças guardadas e vividas como em um álbum de recordações, onde cada dia está registrado.
Carrego comigo os afetos construídos neste tempo de caminhada. Afetos de perto, de longe, de nunca mais, mas que estão em mim.
Tenho também as dores, as lágrimas, as despedidas, as separações, o adeus nunca dito.
Cada um constrói uma pagina do livro, que se preenche sempre com mais um sentir, que não se cansa dos sonhos, de desejar, de acreditar.
Ainda colo nas paginas do livro, recortes de revistas e poemas que alegram os olhos e a alma a cada leitura.
Reservo um espaço especial para as dores de amores, porque nestas dores mais que outras, me mostram para não repeti- las.
Dentro do envelope amarelado, cultivo os amigos de ontem, de hoje e de sempre.
Amigos que acalentam o sofrimento e que se alegram com as vitórias.
Amigos que não desistem de bem querer, de abraços apertados, de sorrisos abertos.
Olho meu livro de recordações e agradeço a Deus por ter permitido que eu vivenciasse tantas e tão imensas experiências.
A vida até aqui valeu a pena.
Gislaine Zago

domingo, 11 de setembro de 2016

E tem aquela vontade louca de ser feliz, de saborear as brisas suaves que passam falando de você e de mim.
Saber aquele jeito sereno de ser e de buscar os bons momentos, os conceitos da simplicidade, os sinais de que o que vale a pena é estar um com outro.
Saber que o mais importante, o que nos leva para a calma é o que se tem como objetivos na vida, o que se tem como preparo naquele instante de medo e de dor.
Buscar entre os tantos letrados e cultos aquele que tenha a simples e delicada razão de ser feliz neste rodamoinho de magoas e desamores, neste universo de contratempos e contra o vento.
Ainda não sei por onde vou, e se vou, nem sei se tenho forças para continuar, a vida é uma caixinha se surpresas, uma caixinha magica de onde pode sair, pozinhos de felicidade ou de tristeza,
Quantas vezes nos pegamos de surpresa com palavras, gestos, atitudes, escritos e nos paralisamos,
Para sair desta paralisação é preciso muito coragem, muita aprendizagem, e as vezes pode demorar, mas um dia saímos dela.
Quem sabe vou chegar até esse alguém com uma alma despida de mim mesma, com um coração cicatrizado de tantas dores e daí sim ser completa com alguém completo.
O tempo para isso não sei mais, quando penso que chegou esta hora, tudo se transforma, tudo se desintegra e é preciso começar de novo;
As vezes me sinto cansada desta luta solitária, de resolver tudo, de decidir tudo de descobrir tudo, sozinha.
Queria apenas um ombro amigo, um colo solidário, um beijo de carinho,
Respiro e prossigo;
Gislaine Zago,


sábado, 10 de setembro de 2016

Decifrar constantemente as razões invisíveis de querer você.
Racionalizar os desejos que chegam sorrateiramente e invadem o sótão escondido da casa/ corpo.
Uma invasão de sensações, sentimentos, imagens, palavras, percepções aleatórias a minha vontade.
Te quero, e dentro deste querer chega o incomodo da interrogação que deveria ser uma exclamação.
Mas , não sou eu que decido a cor que tingirá este poema.
Apenas desejarei que seja escarlate, como a faísca daquele pedaço na fogueira.
Eu apenas espero que nada incomode ou desperte o vazio e louco que cada um tem por dentro.
Quero apenas aquele amanhecer clássico, com uma xícara de café fumegante, diante dos belos telhados da velha Paris.
E assim, canto, um canto de memória, de pássaros e lagos, de calçadas e chuva, vento e solidão, sorrisos encobertos pelas luzes que insistem em permanecer.
Olho o chão molhado e vejo refletido o rosto do que sempre fui e sempre serei.
Porque, simplesmente sou assim.
Gislaine Zago.
João
Pedro
José
Jorge
Renato
Claudio
Fernandes
Roberto
Todos esses: casaram ou se foram.....
Simples assim.....

Gislaine Zago.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vem de novo, vem para mim, vem de repente e me leva, me olha.
Vem e derrama em minha vida a sua saudade, o seu querer reprimido, seu beijo sufocado, seu coração inteiro.
Vem e alimenta minha alma com cuidado e serenidade, da sua falta de afeto, da vida que espera em mim.
Vem e bebe das lagrimas derramadas que cristalizam o sofrimento que habita em minha pele,
Vem e que seu abraço seja de braços cuidadores, companheiros e penetrantes.
Vem e ama, vem e sofre, vem e explode, vem e apaixona, vem e compreende.
E, a cada vinda sua, partilha do desejo de não ir mais embora, e coloca a minha historia no quadro negro que está na porta da casa antiga, na rua de sempre, que guarda nossa meninice e convocam o ontem para sempre,
Gislaine Zago.
Caminhei dentro das poucas e solitárias estradas do coração.
Em cada esquina uma história.
Me completo olhando os vazios deixados pelas situações de desamor, abandono, perdas e desastres.
Pergunto a mim mesma por onde caminharei então. se , nada resta mais e melhor do que seu abraço, seu toque, seu olhar longo e penetrante.
Escutar seu sorriso, permanecer em você.
Vou através do momento resgatar os sentimentos e chorar muito porque as águas que se libertam de mim , podem ser a minha salvação de não adoecer de tanto amor,
A vida não é justa, mas, é preciso vive-la, deseja-la, acordar e ir para adiante, mesmo que na tela de seu filme nada te animará.
Conclusões não existem, a esperança tece sua teia, mas não pode termina-la e com isso fiquei perdida no meio dela sem poder voltar ou ir em frente, Paralisei.
Mas posso pensar que um dia alguém virá em meu socorro e me oferecerá um justo e lindo amanhecer.
Respirei fundo, tentando encontrar o ritmo do coração que não angustia ou sofra, apenas ame,
E neste amor eu possa identificar o que me pertence, e que faz parte de mim, o que você pode me dar, o amor que não sobra, não falta, que tem a medida do prazer, a medida do sentir sem medida.
Te quero e para isso preciso retirar de mim a alma que angustia, porque você não vem, não é meu, não olha para mim com olhos de ver,
Sou apenas uma sombra colocada nas paredes do quarto de dormir.
Gislaine Zago,
Hoje o choro é triste, hoje a dança não existe, hoje o perfume se esvai, hoje a dor é forte, hoje a saudade fere, hoje estou só.
Cada dia um contar as horas, cada dia um querer de novo, o novo, cada dia um passo sem demora, cada dia um pensamento solto.
Viajo pelos anos de vida e encontro sótãos e caixinhas repletas de bem dizeres, de maus dizeres, de sonhos acertados e sonhos esmagados com as pontas dos dedos.
Muitas perguntas sopram com o vento e se espalham na chuva, e caem em lugares áridos sem respostas.
Cade o hoje ? Onde o amanhã? Passou o depois ?
Só quero responder nas nuvens coloridas, de um céu raiado e acalorado pelo calor do amor, que existe em mim.
Sentir o gosto da paixão e comover com as palavras não ditas, vividas de um coração repleto de serenidade,
Gislaine Zago.
O barulho da chuva traz uma quietude que faz bem, que me deixa como que a mercê do sonho, do pensamento, dos sentimentos e dos desejos.
É como uma música lenta e suave que decide o ritmo a cada passar das horas e que enleva a alma e se distrai,
A chuva que lava a alma, que derrama bençãos, que traz saudades, que aproxima, que faz desejar uma mesa de café com bolinhos e muito carinho,
Que boas lembranças caminhar na chuva, quando criança, molhar os pés na enxurrada, soltar barquinhos de papel e imaginar para onde eles iriam.
Deixar que a chuva se misture com as lagrimas que caem teimosas no meu rosto e assim posso esconder a dor .
A chuva que tem musica, poemas, sinfonias, danças e amor,
Um instante de sono que chega ao ouvir o céu que chora, o coração que chora, a alma que descongela das dores vividas.
E me calo, com o coração só e as mãos ausentes. Mas canto,
Gislaine Zago,

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A vida na minha época de adolescencia era feita a pé, ninguém tinha o habito de ir de carro aos lugares, todo mundo caminhava, era pra escola, pra educação fisíca, pro inglês, pro ballet, estudar na casa das amigas, ir ao baile, ao aniversario,
O máximo era voltar pra casa com o namorado, andando , mas como eu morava na praça, com os clubes todos ali, não tinha muito o que andar até em casa, era horrível.
Mas, quando a festa era na casa dos amigos era sempre muito interessante pensar com quem iria voltar, Seria com aquele que se paquerava e que finalmente te tiraria pra dançar ao som do Canzone Per Te, e depois te traria pra casa ?
Seria o sonho desejado,
Então se poderia trocar fotos, aquelas, 3x4, que se tinham sempre na carteira e que era igual a da caderneta da escola,
A foto que se ficava por horas olhando e enamorando, que deixávamos em baixo do travesseiro para  sonhar com  aquele rosto, com aquele beijo,
As mãos dadas no cinema, na primeira sessão é lógico, depois um bauru, e um sorvete, e se estava plainando no ar de amores.
Quanto desejo, quanta sintonia, quanta ilusão, e quanto sentimento cabia em tanta simplicidade de gostar,
Não era preciso sofisticação, apenas o essencial para se amar, para se envolver, para estar completamente e generosamente apaixonada.
Os escritos no diário, nos cadernos de recordações, nos questionários das amigas, nas capas dos discos, tudo deveria ter a marca do namoro, e era tão bom.
O tempo vai nos deixando mais insolentes, mais complexos, mais exigentes, e sozinhos,
O tempo, este ingrato , que nos desfaz as ilusões e os sentimentos mais puros e honestos.
O tempo, que passa e leva de nós a juventude, os discos, os livros, e as marcas dos amores,
O tempo, ele é implacável , mas nem sempre justo,
Ainda ouço Canzone per Te e me lembro daquele aniversario e daquele meu par na dança.
Suaves memorias
Gislaine Zago,

Hoje , depois de um tempo, te vi .
Tocando seu violão, talvez na sua casa nova, na sua sala nova, mas com as musicas de sempre, que fizeram parte de nós.
Vi tambem que seu dedo carrega uma aliança desta nova relação, uma aliança que significa o seu rompimento com o que sonhei um dia.
Seu beijo será sempre o melhor de minha vida, aquele nosso canto, aquele nossa musica, aquele nosso café,
O que será que se rompeu quando enfim resolvemos nos dar um ao outro ?
Em que ponto erramos de nós mesmos ?
Em que rua me perdi de voce ? ou será que vc se perdeu de mim?
Hoje voce se entrega ao que é mais jovem, mais livre, mais solto, mais interessante aos seus olhos.
Depois, bom, depois veremos,
Ainda dói em mim, ainda grita em mim, os girassois da cor do seu cabelo, ainda ecoa em mim, o clube de esquina, os jogos, os encontros, e o que nos envolvia
Ainda não sei mais, ainda choro, ainda existo de algum jeito,
Gislaine Zago
Não sabia que seria tão intenso olhar para você sem querer, sem traduzir em palavras , sem pensar nas consequências, sem olhar para a imensidão do lugar.
Você era assim desapercebido de mim, te conhecia de longe, de ouvir falar, sem saber que era você,
Quanta coisa aconteceu entre o que eu sabia e o que é agora, voce chegou de mansinho, com sua docilidade, sua ternura, seu jeito manso e tomou conta de mim.
Você não sabe de nada disso, penso que não imagina, não faço parte de seu mundo, de seu dia a dia, de suas dores e tristeza.
Sou apenas alguém que compartilha de um espaço em comum, neste meio da internet, onde cada um é apenas um rosto, um post, uma palavra deixada,
Nem posso dizer o que sinto, o que se passa dentro desta minha cabeça enrolada em fios de seda coloridos e malucos,
Saio por aí bordando estrelas, cometas, diamantes, com o que sei fazer, que é palavriar no papel, e só assim posso falar de você, com voce , por você.
Cada segundo é um sonho , um achar que sim, um estranhamento de mim mesma,
Você está longe, ainda respirando a sua historia, sua causa, sua expectativa.
Procuro deixar que a vida se encarregue de nós,
E possa deixar em cores vibrantes o pouco que ainda podemos ter de sorte,
Gislaine Zago
Eu morava na praça, ao lado do correio, da caixa econômica, da radio clube que depois virou banco do Brasil, do ladinho do Clube XV, do Centrão, do bar do edifício.
A praça onde tudo acontecia, as paqueras, os namoros, os encontros com os amigos, as rodas de violão, os bailes, os encantos de um cidade do interior,
Me lembro que ficava no portão de casa esperando o carteiro passar para saber se alguma carta para mim tinha chegado, ele as vezes sorria e dizia: hoje o namorado não escreveu rsrsrsr.
Saber esperar era um exercício,as vezes difícil, mas que trazia o gosto da esperança, do sonho, da fantasia, tudo que poderia crescer como uma solida e amável serenidade.
Como era bom se sentar na calçada e conversar sobre a vida, levar a vitrolinha portátil e ouvir musica com os amigos, sem pensar que aquilo poderia ser cafona, bobo, ou sei lá o que, era bom e pronto,
E, como era fascinante os bailinhos, os olhares trocados, o convite para dançar, guardar na memoria a musica que estava tocando naquele dia e naquela hora, ahhhh, essa memoria afetiva que tem dias que nos toma conta e nos leva a lugares tão desejados, tão vivenciados e que fazem parte desta grande historia de vida.
Como escolher com quem dançar a valsa no aniversario de 15 anos, no baile de debutantes, no baile de formatura ? Como saber que rumo tomar quando o primeiro namoro não deu certo? Ou quando sua paixão começa namorar sua amiga,? Colocar na vitrola o disco preferido e chorar até a próxima  festa  e esquecer.
Os carnavais enfeitados de turmas, de blocos, de sorrisos, de musicas cantadas com a felicidade da hora, e sem ter porque terminar
Ao fim do baile, a orquestra descia para tocar na praça e depois a sopa de cebola, o sol nascer e poder chegar em casa com o dia claro sem que isso fosse um risco.
A casa da praça foi palco de tantos amigos, de tantas festas, de tantas reuniões, de portas que não se trancavam, de janelas sempre abertas, de chaves guardadas no relógio de força, de serenatas de madrugada, de tantos amores partidos.
A casa da praça, onde todos eram juntos, onde a vida seguia livre, onde o amor era essencial, e o afeto cobria os colos onde deitávamos,
A casa da praça rodeada de lembranças, de saudades, de vidas que se foram , de cheganças que ficaram para sempre,
A casa da praça;
Gislaine Zago.


bom , vou tentar domir, ja que a cabeça continua pensante, desligar não é tão facil as vezes, primcipalmente quando a alma fica pequena de saudades, de ausencias, de quereres não compartilhados.....essa é a vida que vivemos
Gislaine Zago,
Na minha objetividade, não cabe meio termo, meio amor, meio sentir, meio se interessar.
No meu romantismo de sempre, não tem lugar o não mergulhar, o desejar um pouco, beijar um pouco, olhar mais ou menos.
O que vale , o que me move, o que me faz dar sentido ao dinamismo da roda da vida é ser inteira.
Inteira, na alma, mesmo com as marcas das circunstancias.
Inteira, na fala que expressa, sabores, sentimentos, sensações, filigranas de desejos.
Inteira, no toque que encanta, que permanece, que acalenta, que acolhe.
Inteira, no olhar que ama, que traduz, que põe paixão, que aveluda o olhar do outro.
Inteira, na melodia que conduz ao fantástico mundo subjetivo.
Inteira, para dizer o que quero e penso, mesmo que do outro lado de uma linha qualquer, não seja compreendido,
O que vale a pena? Tomar de pronto o que em mim é recheado de imagens, e autorizar vive-las.
Me saborear daquilo que nutre em mim a serenidade e a quietude de ter revelado o melhor que posso ser,
Mais uma vida que segue.
Gislaine Zago.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Cadastrei a vida em forma de gavetas reluzentes com nomes escritos a mão para não se perderem no nada.
Na composição do tema a indignação do que caberia melhor: o ser só ou ser apenas ?
Cada minuto da vida, a geração fragmentada de um cérebro que grita a impossibilidade de concretizar.
Os desvios carregados de insuficiência e inaptidão, que não buscam coisa alguma no centro do universo.
Não caibo aqui, não pertenço ao agora, não suponho o normal, não respiro o ar intoxicado de insanidades afetivas.
Quanto lamento cravado nas paredes de um quarto rosa, quantas lagrimas de abandono acompanham aquele corredor imenso e ao mesmo tempo tão pequeno,
E, de repente, a pura ilusão que ser feliz existe.
Gislaine Zago.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Este é mais um dia que o sol bate forte, que o azul do ceu reflete na alma e que o silencio do amor prevalece.
Ser amigo pode ser um grande passo para ser amor.
Que a primavera me acolha em suas cores , me devolva a ternura dos dias e o calor da alma sendo amada.
gsilaine zago
Dificil saber o que acontece no mundo interno das pessoas . Muitas talvez nem saibam que este mundo interno existe e que em algum momento terão que entende-lo. Mas as palavras saem das bocas como um rio que corre sem interferencias, sem impedimentos ou censuras. Falam do que o coração esta cheio? Ou falam do que ensaiam para ser dito? E para onde vão as palavras depois? Caem no vazio? Ou ficam para serem usadas novamente? Fico aqui e ali tentando aprender sobre o assunto.
Gislaine Zago.

domingo, 4 de setembro de 2016

Desfiladeiros serpenteados por nuvens, abrigam os caminhos e os pensamentos que jorram intensamente de mim, carregando cestas de inutilidades sentimentais e afetivas.
As horas não passam e você também não,  se estocou em algum ponto da sua vida onde não se penetra, nem se aquieta a alma.
As corredeiras com uma força imensa tentam me indicar algum sinal de destino, de sentido, de premonição , mas não consigo traduzir e me perco.
As vezes o andar sozinha causa um desafeto de palavras que não se sabe de verdade como ali foram parar, correram do tempo, das dores de amores, dos risos soltos e depois amarrados pelo desatino do dia.
Quantas muralhas de pedras soltas pelo imenso abismo ainda fazem repercutir o som abafado da queda.
Uma ponta de possibilidade, de catarse, de suspiros entrecortados, de mãos desatadas, e de casas desocupadas, 
Perdi tantas coisas amorosas, perdi as cores dos ipês floridos, perdi o sol a bater na beira da cama, perdi o canto do sabiá , as serenatas na janela, a via láctea no céu escuro naquele pedaço de terra da juventude, o brilho de Vênus pertinho da lua, e o cheiro do jasmim.
Um aperto no peito, um coração cansado, um ar pesado de querer e não poder, 
A paralisia da tristeza que só serve para adoecer a paz,
Entender o que restou e revolver a terra para o novo plantio e quem sabe uma nova florada, um novo amadurecer de cores.
Cobrir de novo com o vento leve, o rosto que aguarda a chegança do beijo, 
Gislaine Zago.

sábado, 3 de setembro de 2016

Quando a decepção bate a  porta , escancara a dor na nossa retina.
Já não sei mais se devo ir ou ficar, se a ausência é a melhor forma de ser presente, se a distancia fará que você me sinta perto, ou se simplesmente devo partir,
Nem tive tempo de te mostrar meu melhor lado, meu melhor sentido, meu melhor sorriso, nem mesmo minha melhor irritação,
Você não me permitiu te dar o beijo que tanto desejei, simplesmente olhou nos meus olhos e me falou de você,
Queria tanto a sua musica, o seu poema, o seu livro que ainda será escrito, a viagem planejada, e esse seu jeito menino, tão doce e tão carinhoso.
Só querer, só pensar, só desejar.
Tudo tão fora da realidade, tão fora de ser alcançado, tão longe de mim , como apenas uma visão que chega rápido e se vai,
Porque tenho que querer tanto assim?
Deveria sentar naquele lugar lá fora e deixar que o tempo escorresse para dentro do coração e desmanchasse a paixão restando só o vazio.
Não ter, não sentir, não ousar, não se aproximar, sinônimo de não sofrer, melhor assim,  melhor que seja assim,
Adentrar no rumo do sentimento pode levar ao fracasso, a dor, a solidão, o desapego  e a certeza de nada.
Quando o olhar se perder, e puder trazer esta nulidade de sentir, talvez, seja o momento de ter uma calmaria na alma.
Antes disso, a vontade de você,
Isso mesmo, a vontade de você,
Da sua docilidade, do seu olhar terno, do seu toque suave, de sua gentileza entremeada de carinho,
Nem você sabe que me faz sentir isso tudo, nem imagina que eu possa te olhar desta forma,
E nunca saberá,
Porque me calo diante deste arsenal de sensações que percorrem o meu tempo interno,
E assim será,
Gislaine Zago

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O olhar perdido entre vales e montes, significam o azedume do orvalho em meio ao congestionamento da rotina imediata de alguém que se distraiu no caminho,
Cruzar vidas e seivas, produzidas ao largo daquele abraço contido, da respiração incapaz, de soltar a voz para o estreito que produz o eco.
Ah ! insensatez , ferocidade, desalinhamento. Nada consegue organizar os pensamentos delicados e amorosos que sofrem com a distancia, com o desafeto e a desatenção.
Quanta profundidade existe no olhar deixado, nas palavras não ditas, no toque evitado, na boca fechada para que o beijo não acontecesse.
Mentiras adequadas de soslaio, na porta entreaberta que sufoca a interrogação.
E, da janela da alma , espio a infinita distancia que você colocou entre nós. E permito que a luz se apague para que eu possa terminar de sonhar
Gislaine Zago.