sexta-feira, 12 de outubro de 2018

no que não é neste momento.
Onde deixamos a pureza, a vivacidade, a simplicidade, a generosidade?
Tem dias que acordamos com lonjuras na alma, sem mesmo saber porque.
Saudades das cartas enviadas e que tinham resposta, dos telefonemas que sempre eram atendidos, dos compromissos que eram sempre assumidos.
Hoje o feliz aniversario passa despercebido, as mensagens não saõ lidas, e nem devolvidas.
Vivemos a era do ego e dos descartes afetivos.
E, de repente, vc tem que lidar com a ida de sua amiga-irmã para longe de vc, e isso te tira o chão.
Ter que olhar para o mundo e ver que a frase : A vida é trem bala parceiro..... é verdade absoluta.
Como fazer com isso? Estar feliz com a decisão dela e ao mesmo tempo ter a tristeza do não estar perto fisicamente?
Estou vivendo as despedidas, estou vivendo as idas, os caminhos cortados, o inesperado.
Isso não era tão dificil na meninice.
Hoje, é muito.
E, dentro desse meu coração bobo, choro.
Choro pela amiga-irmã que vai ali e já volta, ou não, choro o parabens que deixei para aquele moço e ele nem respondeu, choro por aquela amiga de minha mãe que foi um balsamo na minha infancia e que já se foi pro outro plano, choro pela falta de empatia do momento de hoje.
Lonjuras, é minha palavra de hoje.
Lonjuras....
Gislaine Zago