Salvo nas mãos o que de importante foi deixado no nosso tempo, e gravo a importância do nosso amor.
Uma historia, um conto, uma fabula, uma pagina só, ou quem sabe uma música.
Vagueia a vontade de manter aquilo que jamais seria.
Engole o rio adentro o que de nós nunca existiu, mas deveria ter existido.
Não fui eu que se esgueirou das palavras, dos sentidos, dos violões tocados e abraços apertados.
Eu fui ao encontro do que para mim teve memoria, corri em direção ao dia que escutei sua voz, que ouvi o seu riso, que me debrucei na canção.A juventude premiada nos girassóis dos cabelos, da saia rodada, da rua que eu ainda morava.
Uma força brusca e um vento máximo, levou para algum lugar esse momento retido na retina de um olho hoje sem vida.
Mas, o sentimento não morre, apenas se atordoa no ir e vir da vida.
Viverei assim, com um grande e marcante beijo, estonteado pelo fascínio do tempo livre,
Gislaine Zago
