Cada dia traz em si o dom de pensar, respirar, organizar, amar, sonhar, buscar ajuda, olhar para algum lugar que traga significado, e , adormecer com a alma esperando,
E, nos segundos das horas busco o entardecer colorido, que traz o calor do fim do dia, a esperança do começo do noite, e abrindo a possibilidade de ser alguém no vazio da vida,
Posso esperar a esperança, posso amar o amor, posso beijar o beijo, posso chorar o choro.
Posso tantas coisas escolhidas pelo meu coração, posso tantas outras que não cabem em mim, que não traduzem o que circula no meu entorno, mas que posso,
Este amor que não vê, esse beijo que não acontece, este olhar que se perde em algum lugar deste transito louco e rápido, que consome minhas idéias e meus ideais, que some com meus soluços de saudades.
E vou, sem saber muito por onde, sem restos de verdades, sem defeitos de escritas, sem loucuras eternas, sem você que não cabe em mim,
Entre pernas e carros, entre mãos e desacertos, tenho que me concentrar no que preciso e busco, por conta desta alucinante vontade de construir em mim um mundo mais lucido, se é que isso é possível,
Como não sei que estradas percorrer, tenho que ter uma bussola mental para me acompanhar nas trilhas fechadas que a vida proporciona,
E sigo, sozinha, atenta, olhando tantas vezes para o céu e questionando a Deus, porque como Ele é pai e eu filha, eu posso,
Nem sempre tenho respostas, ou melhor a maioria das vezes, e continuo esperando por elas, por que em algum instante desconhecido ela virá.
Assim, no cansaço do dia, silencio,
Gislaine Zago
quarta-feira, 29 de junho de 2016
sábado, 18 de junho de 2016
Eu posso escrever o que quiser, onde quiser e como quiser, eu posso, porque hoje tenho mais passado que futuro, tenho mais aniversários feitos do que para fazer, tenho uma estrada composta de tantos erros e alguns acertos, de tantos desamores, muito mais que amores, de tanto querer e não ter.
Hoje eu posso, chorar quando tenho tristeza, morrer de rir por alguma coisa que ache engraçado ( mesmo que não seja para outras pessoas), posso brigar com Deus quando não gosto do que acontece, posso não querer mais falar com alguém , quando preciso me explicar mais do que necessário,
Hoje eu posso, me encantar com alguém de longe ou de perto, posso amar quem eu penso que será interessante, posso olhar nos olhos de quem me atrai , eu posso,
Hoje sou mais madura e me critico muito mais, olho no espelho e por vezes não me reconheço, sou alguém algumas vezes que não gostaria de ser, outras adoraria ser , muitas queria ser o avesso de tudo,
Hoje eu posso serenar na noite, agitar no dia, e correr atras do sentimento guardado nos porões da vida.
Hoje sou essa mulher que percorreu mares e ares, que sentiu dores e amores, que morreu e renasceu tantas vezes que já não sei mais.
Hoje eu sei tantas coisas que não gostaria de saber , hoje vejo tantas fotos que não desejaria ter visto, hoje suspiro entrecortado meus momentos com você.
Hoje já acabou,
Hoje não existe mais, se tornou amanhã;
Hoje.....
Gislaine Zago.
Hoje eu posso, chorar quando tenho tristeza, morrer de rir por alguma coisa que ache engraçado ( mesmo que não seja para outras pessoas), posso brigar com Deus quando não gosto do que acontece, posso não querer mais falar com alguém , quando preciso me explicar mais do que necessário,
Hoje eu posso, me encantar com alguém de longe ou de perto, posso amar quem eu penso que será interessante, posso olhar nos olhos de quem me atrai , eu posso,
Hoje sou mais madura e me critico muito mais, olho no espelho e por vezes não me reconheço, sou alguém algumas vezes que não gostaria de ser, outras adoraria ser , muitas queria ser o avesso de tudo,
Hoje eu posso serenar na noite, agitar no dia, e correr atras do sentimento guardado nos porões da vida.
Hoje sou essa mulher que percorreu mares e ares, que sentiu dores e amores, que morreu e renasceu tantas vezes que já não sei mais.
Hoje eu sei tantas coisas que não gostaria de saber , hoje vejo tantas fotos que não desejaria ter visto, hoje suspiro entrecortado meus momentos com você.
Hoje já acabou,
Hoje não existe mais, se tornou amanhã;
Hoje.....
Gislaine Zago.
Era ano de 1975, ou quem sabe 1976, não sei bem, mas não importa, era um tempo de sonhos e de amores plenos, era um tempo de sorrisos largos, de mãos dadas, de musica tocada no violão , de gente amiga reunida, de olhos nos olhos.
Seu beijo estará sempre em mim, sua voz, seu carinho, sua musica tocada a beira do lago, seu olhar quente,
Você era aquele por quem meu coração balançava, por quem eu suspirava, de quem eu esperava o beijo, o carinho, a atenção.
Seu beijo estará sempre em mim, sua voz, seu carinho, sua musica tocada a beira do lago, seu olhar quente,
Anos nos separaram, anos mudaram nossas vidas e nossos sonhos, anos deixaram que outras pessoas passassem por nós, descontruissem e construíssem em nossas historias de vida, ate, que quis a vida que nos reencontrássemos, quis a vida que nos amássemos, que olhássemos novamente para esse tempo que tinha ficado no hiato do sentimento,
O tempo foi cruel , o tempo marcou, cansou, irritou, não suportou a pressão, desamou , a mim e a você.
Nos nossos encontros fortuitos, não cabia a paz que merecíamos e desejávamos, eu era demais pra você e você menos para mim,
Nossos desejos ficaram desencontrados e desconectados, nossa pele ainda que ardendo, não encontrava o lugar da serenidade, tudo girava e gritava pelo querer,
Você não podia ter esse amor que eu irradiava em sua direção, você não entendia meu colo a tua espera, meu cuidado com esse seu menino desesperado e sofrido.
Você não olhou mais para mim e se jogou para um outro amor, para um outro rumo, para o que te faz sentir sem cobranças, sem palpites, sem olhar para esse seu menino que é tão perdido.
Você como sempre apostou alto, jogou todas as fichas, arriscou sem saber se teria as cartas certas.
Você se foi da minha direção, voce deixou apenas a certeza que valeu a pena , para mim, valeu todos os momentos,
Você,
Quem sabe um outro dia,.....
Gislaine Zago
J.R.T.
J.R.T.
domingo, 12 de junho de 2016
Como não falar do amor que transborda, que explode, que acalma, que acaricia, que envolve e entorpece,
Por isso te quero, te espero, te adormeço, te encontro naquele mesmo lugar, naquele café da esquina, no cinema da tarde de domingo, no abraço mesmo que distante,
Te vejo pelos meus olhos, pelo meu coração, pela lente do óculos escuro, pelo caminho da rua,
Te beijo, nos lábios molhados, na alma com alma, no amor que não termina.
Sempre terei sua marca em meu corpo mesmo que nunca mais te encontre, terei essa marca no espirito que juntou nossos corpos, uma marca da verdade, do que aceitamos que fosse,
Amor com desejo, com cumplicidade, com maturidade e mais que isso com autorização de ser feliz,
Eu amo esse amor inteiro, que entrelaça as pernas, as mãos, a vida, o sonho, o desejo e a saudade,
Amo amar, simples assim.
Gislaine Zago
Por isso te quero, te espero, te adormeço, te encontro naquele mesmo lugar, naquele café da esquina, no cinema da tarde de domingo, no abraço mesmo que distante,
Te vejo pelos meus olhos, pelo meu coração, pela lente do óculos escuro, pelo caminho da rua,
Te beijo, nos lábios molhados, na alma com alma, no amor que não termina.
Sempre terei sua marca em meu corpo mesmo que nunca mais te encontre, terei essa marca no espirito que juntou nossos corpos, uma marca da verdade, do que aceitamos que fosse,
Amor com desejo, com cumplicidade, com maturidade e mais que isso com autorização de ser feliz,
Eu amo esse amor inteiro, que entrelaça as pernas, as mãos, a vida, o sonho, o desejo e a saudade,
Amo amar, simples assim.
Gislaine Zago
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Hoje eu entendi porque você se afastou, porque não demos certo, porque tudo não aconteceu, hoje eu entendi,
Entendi da forma mais dolorida, mais sensitiva e mais dura que alguém pode entender alguma coisa, entendi, depois que meu peito apertou, que meu coração estravazou de sensações estranhas.
Te deixei um recado, mesmo sabendo que nunca irá ler, só se aí no céu for possível ler mensagens, escrevi o quanto ficará no meu coração, o quanto foi querido, como era bom ouvir seus conselhos, suas brincadeiras, mas também era difícil seu jeito rígido de algumas coisas, seu jeito tão dono de si, rsrsr, um leonino tipico,
Será difícil olhar seu numero no celular, ainda ter suas mensagens, seu endereço, sua foto, e lembrar de nós,
Hoje entendo porque não pudemos ser , porque tudo ficou solitário, porque parou de me responder as mensagens, porque parou de brincar comigo,
Hoje entendo meu coração triste, meu vazio na alma, minha vontade de te escutar,
Mas também agradeço por ter tido você na minha vida, por ter compartilhado momentos importantes e só nosso, um tempo de acreditar, um tempo de amar, um tempo de viver.
Hoje eu entendo você e seu jeito de ser, suas preocupações, suas vontades, e seus desejos, e mesmo essa urgência de viver,
Hoje eu penso que sabia como tudo seria, como a vida correria
Hoje você se foi, hoje deixou uma lacuna, hoje eu chorei, hoje eu entendi
Hoje você não é mais aqui,
Hoje.....
Para Edson,....
Gislaine Zago.
Entendi da forma mais dolorida, mais sensitiva e mais dura que alguém pode entender alguma coisa, entendi, depois que meu peito apertou, que meu coração estravazou de sensações estranhas.
Te deixei um recado, mesmo sabendo que nunca irá ler, só se aí no céu for possível ler mensagens, escrevi o quanto ficará no meu coração, o quanto foi querido, como era bom ouvir seus conselhos, suas brincadeiras, mas também era difícil seu jeito rígido de algumas coisas, seu jeito tão dono de si, rsrsr, um leonino tipico,Será difícil olhar seu numero no celular, ainda ter suas mensagens, seu endereço, sua foto, e lembrar de nós,
Hoje entendo porque não pudemos ser , porque tudo ficou solitário, porque parou de me responder as mensagens, porque parou de brincar comigo,
Hoje entendo meu coração triste, meu vazio na alma, minha vontade de te escutar,
Mas também agradeço por ter tido você na minha vida, por ter compartilhado momentos importantes e só nosso, um tempo de acreditar, um tempo de amar, um tempo de viver.
Hoje eu entendo você e seu jeito de ser, suas preocupações, suas vontades, e seus desejos, e mesmo essa urgência de viver,
Hoje eu penso que sabia como tudo seria, como a vida correria
Hoje você se foi, hoje deixou uma lacuna, hoje eu chorei, hoje eu entendi
Hoje você não é mais aqui,
Hoje.....
Para Edson,....
Gislaine Zago.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
O tempo traz possibilidades e impossibilidades reconhecidas e amparadas como pequenos e frágeis bibelôs que a alma conserva mesmo quando trincados.
Mas, temos sempre o cuidado de não escancararmos as janelas por demais, e corrermos o risco de que não apenas o sol penetre mas as tempestades também,
e com isso cuidadosamente deixamos que a vida encontre apenas o que lhe cabe e lhe abastece de pura magia e sentimentos.
queria apenas aquele momento magico nas ruelas de Veneza, que trazia na boca o canto das óperas e dos carnavais,
queria aqueles momentos simples na beira da montanha carregada de nuvens nos olhos,
um passeio naquele praia serena , sem agitos, sem gritos, somente um lindo por do sol e o abraço de cansaço do filho no colo.
quem sabe um café com prosa naquela varanda ensolarada, em um dia de céu anil sem preocupar se tem amanhã,
e tem também aquela visão para sempre das montanhas de neve que ao final do dia se tornavam cor de rosa,
e, que vontade daquela hora, daquele dia, daquele olhar, de uma troca de cartas, de um querer não contido, de um eu que gera amor,
ainda resta em mim um estender de mãos que abraçam com o coração....
Gislaine Zago,
Mas, temos sempre o cuidado de não escancararmos as janelas por demais, e corrermos o risco de que não apenas o sol penetre mas as tempestades também,
e com isso cuidadosamente deixamos que a vida encontre apenas o que lhe cabe e lhe abastece de pura magia e sentimentos.
queria apenas aquele momento magico nas ruelas de Veneza, que trazia na boca o canto das óperas e dos carnavais,
queria aqueles momentos simples na beira da montanha carregada de nuvens nos olhos,
um passeio naquele praia serena , sem agitos, sem gritos, somente um lindo por do sol e o abraço de cansaço do filho no colo.
quem sabe um café com prosa naquela varanda ensolarada, em um dia de céu anil sem preocupar se tem amanhã,
e tem também aquela visão para sempre das montanhas de neve que ao final do dia se tornavam cor de rosa,
e, que vontade daquela hora, daquele dia, daquele olhar, de uma troca de cartas, de um querer não contido, de um eu que gera amor,
ainda resta em mim um estender de mãos que abraçam com o coração....
Gislaine Zago,
terça-feira, 7 de junho de 2016
De onde vem você?Carregado de frases e palavras
Ocupado com o mundo lá fora
Permeando quintais e varandas
Lembrando infâncias e juventudes
Usando vitrolinhas e LPs
Fazendo das músicas seu lugar
Dos poemas suas estradas que cheiram ao orvalho e a chuva.
Quem é você?
Que lentamente cria sentimentos, sensações e imagens
Toca com sutileza a alma restabelecida das dores de amores
Onde eu te encontro?
Nos livros de Pessoa?
Nos textos de Martha Medeiros?
Nas músicas do Chico?
Nas pinturas de Monet?
Na dança do ballet imaginário?
Ou na simplicidade da folha que cai?
Onde eu te espero?
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Eu vi no clarão do dia seu rosto acordando aos poucos,
E, de sua boca partiu um beijo e um sorriso de cheganças.
Olhei para aquela janela francesa, que continha uma cabeceira de cama de ferro trabalhada com delicadeza
E sonhei,
Seus olhos, pequenos e tão brilhantes contavam a historia da emoção.
De suas palavras a gentileza e a poesia que busquei no anoitecer cor de purpura,
Vesti-me de surpresas e continuei na possibilidade do dia.
E, de sua boca partiu um beijo e um sorriso de cheganças.
Olhei para aquela janela francesa, que continha uma cabeceira de cama de ferro trabalhada com delicadeza
E sonhei,
Seus olhos, pequenos e tão brilhantes contavam a historia da emoção.
De suas palavras a gentileza e a poesia que busquei no anoitecer cor de purpura,
Vesti-me de surpresas e continuei na possibilidade do dia.
Gislaine Zago.
domingo, 5 de junho de 2016
Difícil tentar se achar em um universo diferente daquele que me movimentei durante anos, que me amparava e me dava subsídios para prosseguir,
Apenas leio o que se passa e não me identifico com o que ali está.
Fico ainda me perguntando se esse é o caminho que estou escolhendo de verdade e se é nele que quero caminhar com um olhar para o novo.
De verdade, ainda não tenho a resposta,
Ainda estou tentando sentir que momento é esse, e o que nele se coloca,
Ainda não sei, ainda não sinto, ainda não me coloquei nesta viagem,
Apenas permito que tenha essa nova escolha, que eu possa me permitir ser e ter outras paragens a vista,
Ainda não sei;
Gislaine Zago,
Apenas leio o que se passa e não me identifico com o que ali está.
Fico ainda me perguntando se esse é o caminho que estou escolhendo de verdade e se é nele que quero caminhar com um olhar para o novo.
De verdade, ainda não tenho a resposta,
Ainda estou tentando sentir que momento é esse, e o que nele se coloca,
Ainda não sei, ainda não sinto, ainda não me coloquei nesta viagem,
Apenas permito que tenha essa nova escolha, que eu possa me permitir ser e ter outras paragens a vista,
Ainda não sei;
Gislaine Zago,
sábado, 4 de junho de 2016
E assim foi o ano, cheio de erros e acertos, de amores e desamores, de risos e choros.
Assim foi o ano, apenas mais um.
Com seus 365 dias, idas e vindas, olhos que esperaram e desesperaram.
Cada manhã uma espera que não aconteceu, um.sonho que desapareceu.
Está chegando ao fim um ano a mais, que passou como os outros.
Sem um amor, sem um favor, sem ardor.
A solidão persistiu, não deixou que a chave da porta fosse encontrada nos destroços que a vida deixou.
Será que tudo é uma farsa ? Pode ser. Eu, você, a vida, os sonhos, a profissão, os amigos, aquele abraço encontrado, aquele beijo antigo.
É, isso tudo não passa de uma ilusão, de uma mentira que tentamos acreditar.
Mais um ano se vai e o outro que chega não mudará o rumo.
Seguiremos na ilusão do possível.
Gislaine Zago.
Assim foi o ano, apenas mais um.
Com seus 365 dias, idas e vindas, olhos que esperaram e desesperaram.
Cada manhã uma espera que não aconteceu, um.sonho que desapareceu.
Está chegando ao fim um ano a mais, que passou como os outros.
Sem um amor, sem um favor, sem ardor.
A solidão persistiu, não deixou que a chave da porta fosse encontrada nos destroços que a vida deixou.
Será que tudo é uma farsa ? Pode ser. Eu, você, a vida, os sonhos, a profissão, os amigos, aquele abraço encontrado, aquele beijo antigo.
É, isso tudo não passa de uma ilusão, de uma mentira que tentamos acreditar.
Mais um ano se vai e o outro que chega não mudará o rumo.
Seguiremos na ilusão do possível.
Gislaine Zago.
Quando irei te beijar sem tempo, sem medo, sem olhar para o lado ?
Quando irei entrelaçar minhas pernas nas tuas.
Minhas mãos nas tuas
Meu olhar com o teu , arrebentando o peito de amor .
Quando terei um lugar neste teu pensar, que nunca me diz de VC e da sua vida.
Quando VC se abandonará em meus braços sem o bilhete de volta ?
A cada suspiro meu um encanto teu. A cada pedaço de hora um afago roubado, um toque de afeto.
Que meus sonhos se encontrem com os teus, que meus desejos pertençam aos teus.
E que assim o tempo não passe, as horas não existam e o bilhete de volta tenha sido rasgado.
Então......
Gislaine Zago.
Quando irei entrelaçar minhas pernas nas tuas.
Minhas mãos nas tuas
Meu olhar com o teu , arrebentando o peito de amor .
Quando terei um lugar neste teu pensar, que nunca me diz de VC e da sua vida.
Quando VC se abandonará em meus braços sem o bilhete de volta ?
A cada suspiro meu um encanto teu. A cada pedaço de hora um afago roubado, um toque de afeto.
Que meus sonhos se encontrem com os teus, que meus desejos pertençam aos teus.
E que assim o tempo não passe, as horas não existam e o bilhete de volta tenha sido rasgado.
Então......
Sentada em um café, com uma xícara fumegando a minha frente e um croissant pedindo para ser devorado, imagino que estou em algum boulevard de Paris, e olho para a agitação de quem busca alguma coisa pela vida.
O que será que cada um carrega em seu coração ? Que peso tem a sua alma? Quais são seus desejos secretos ou não ?
Todos parecem ter pressa, menos eu, que posso só olhar e pensar.
Será mesmo que tenho que aprender a ser só? Que é maduro viver a solidão e acha-la confortante ?
Não sei, ou melhor sei sim. Eu não quero aprender ser só e gostar disso.
Não quero mais a pressa da vida, o ar entrecortado pela ansiedade, a falta de tempo para amar.
Hoje enxergo a vida mais com o coração que com os olhos. A vida quis assim, aguçar os outros sentidos além daquilo que se vê
Estes que caminham apressados e passam por mim, não vêem além dos seus sapatos, das suas mãos ou de seus celulares. Não respiram além do que se deve e nem ousam além do que conhecem.
Qual o sentido de não ousar ? Qual o sentido de não ultrapassar o medo ? O medo que paralisa, o medo que impede de descobrir algo novo e que talvez nos faça romper com a nossa zona de conforto.
O café já acabou, o croissant já foi devorado, mas ainda posso ficar a observar a dinâmica do lado de fora e pensar na minha roda da vida.
Não quero o óbvio, este já me teve muitas vezes, não quero o perfeito, este não existe, não quero a longa espera, o instante é ontem.
E penso na frase : que medo te impede de realizar seu sonho ?
Quem sabe eu possa responder depois de outro café.....
Gislaine Zago.
O que será que cada um carrega em seu coração ? Que peso tem a sua alma? Quais são seus desejos secretos ou não ?
Todos parecem ter pressa, menos eu, que posso só olhar e pensar.
Será mesmo que tenho que aprender a ser só? Que é maduro viver a solidão e acha-la confortante ?
Não sei, ou melhor sei sim. Eu não quero aprender ser só e gostar disso.
Não quero mais a pressa da vida, o ar entrecortado pela ansiedade, a falta de tempo para amar.
Hoje enxergo a vida mais com o coração que com os olhos. A vida quis assim, aguçar os outros sentidos além daquilo que se vê
Estes que caminham apressados e passam por mim, não vêem além dos seus sapatos, das suas mãos ou de seus celulares. Não respiram além do que se deve e nem ousam além do que conhecem.
Qual o sentido de não ousar ? Qual o sentido de não ultrapassar o medo ? O medo que paralisa, o medo que impede de descobrir algo novo e que talvez nos faça romper com a nossa zona de conforto.
O café já acabou, o croissant já foi devorado, mas ainda posso ficar a observar a dinâmica do lado de fora e pensar na minha roda da vida.
Não quero o óbvio, este já me teve muitas vezes, não quero o perfeito, este não existe, não quero a longa espera, o instante é ontem.
E penso na frase : que medo te impede de realizar seu sonho ?
Quem sabe eu possa responder depois de outro café.....
Gislaine Zago.
Olhar para os rastros que a chuva deixa no vidro é interessante, e leva a memórias afetivas de muito carinho.
Adorava viajar com meu pai, ele estava sempre indo a trabalho para algum lugar e eu tinha o privilegio de ir junto. Quantas vezes voltavamos a noite e para distrair falavamos do céu, das estrelas, de disco voador, rsrs, eu procurava alguma coisa estranha naquela imensidão de estrelas.
A chuva no vidro do carro sempre tinha uma forma, um caminho, um desenho de bicho, de gente, de sonho. .
Tudo era contemplado de uma maneira lúdica e afetiva.
Olho para esta chuva de agora, este vidro de hoje e falo sozinha da saudades de meu pai.
Da sua música, do seu abraço, do seu colo, do seu riso aberto.
Quantas horas de estrada tivemos juntos, e quantas estrelas achamos por nossa conta.
Quem sabe até vimos um disco voador? Quem sabe.....
Ainda chove e ainda tenho saudades.
Beijos pai......
Gislaine Zago.
Adorava viajar com meu pai, ele estava sempre indo a trabalho para algum lugar e eu tinha o privilegio de ir junto. Quantas vezes voltavamos a noite e para distrair falavamos do céu, das estrelas, de disco voador, rsrs, eu procurava alguma coisa estranha naquela imensidão de estrelas.
A chuva no vidro do carro sempre tinha uma forma, um caminho, um desenho de bicho, de gente, de sonho. .
Tudo era contemplado de uma maneira lúdica e afetiva.
Olho para esta chuva de agora, este vidro de hoje e falo sozinha da saudades de meu pai.
Da sua música, do seu abraço, do seu colo, do seu riso aberto.
Quantas horas de estrada tivemos juntos, e quantas estrelas achamos por nossa conta.
Quem sabe até vimos um disco voador? Quem sabe.....
Ainda chove e ainda tenho saudades.
Beijos pai......
Gislaine Zago.
Assistindo hoje ao filme ,Perfume da Memória, me deparei com delicadeza que é abrir a porta para um sentimento. Ao abrir a porta para que a outra pessoa entre, corremos riscos, nos permitimos a invasão em.nossas fragilidades, em nossas fantasias, e nossos lugares secretos.
Quando estamos em um.estado de carência e fragilidade ficamos expostos até os nervos, e as palavras, os risos, os desejos, a alquimia , tudo passa a ser verdade.
Quando o outro não se dispõe mais com a sedução, ele pode abrir a porta e se retirar sem palavras, ou quem sabe ao sair pode pensar e se voltar para dizer sim.
Muitas vezes se retirar é a atitude mais fácil e menos envolvente, mais confortável.
Sair a francesa, sem ninguém ver, sem falar com ninguém. Apenas deixar no meio da sala o último sorriso.
Quando não puder ficar , não bata na porta, deixe fechada, não cante uma música, não dance, não convide para a esperança.
O coração é uma delicadeza em amar e não ser amado. Ele sofre e chora.
Não bata na porta quando o que puder deixar for só a saudades.
Gislaine Zago.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Voce já conhece meus passos, ja sabe como eu caminho pela sua casa, como meu corpo se movimenta entre os móveis e como descansa na poltrona antiga. Hoje voce conhece minhas musicas, meus escritores prediletos, meus sonhos mais loucos, minha serenidade no entardecer, meus medos e verdades. Quantas imagens passam em um cineminha interior e se projeta na tela da vida. Respiro e caminho, mesmo sem folego, mesmo sem avisos.
Gislaine Zago
Alguém sabe como transformar a vida quando se percebe que fez tudo errado¿ que nada foi como se planejou, como se sonhou, como se escreveu¿ como pode tudo ir tão diferente e tão insólito daquilo que fazia parte de um plano de vida¿ ah, ta bom, vou ouvir que os planos de Deus não são os nosso, ou que fiz escolhas erradas, ou quem sabe que a vida é assim mesmo...
Só quero saber como mudar o rumo da estrada, como restaurar os sonhos, como ter de novo o olhar que ama, que almeja, que tem desejos e chora
Como buscar o gosto do amor que invade o ser, que abraça forte, que cuida da dor, que alegra o canto, que baila ao sabor da musica ¿
Quantas perguntas sem resposta e sem fim, quantas noites insones porque a luz de fora teima em adentrar o quarto pela pequena fresta de vida e ousa me incomodar
E não tenho nada meu, nada que me detenha o sonho, a lagrima, as perguntas, o vazio
Vejo em cada dia que surge uma paralisia do agora, um medo do então, um colo perdido no tempo de não sei o que, um nó no peito e na alma
Sinto que dói e corroe, sinto que a porta está fechada e eu sou o que me convidei a ser, e por isso o convite estava errado e errado foram as decisões e as ruas encontradas
Hoje me resta ser responsável pelo imenso vendaval que eu mesma produzi em mim, e já não sei se tenho tempo e condições para arrumar os estragos
Talvez, não….
Só quero saber como mudar o rumo da estrada, como restaurar os sonhos, como ter de novo o olhar que ama, que almeja, que tem desejos e chora
Como buscar o gosto do amor que invade o ser, que abraça forte, que cuida da dor, que alegra o canto, que baila ao sabor da musica ¿
Quantas perguntas sem resposta e sem fim, quantas noites insones porque a luz de fora teima em adentrar o quarto pela pequena fresta de vida e ousa me incomodar
E não tenho nada meu, nada que me detenha o sonho, a lagrima, as perguntas, o vazio
Vejo em cada dia que surge uma paralisia do agora, um medo do então, um colo perdido no tempo de não sei o que, um nó no peito e na alma
Sinto que dói e corroe, sinto que a porta está fechada e eu sou o que me convidei a ser, e por isso o convite estava errado e errado foram as decisões e as ruas encontradas
Hoje me resta ser responsável pelo imenso vendaval que eu mesma produzi em mim, e já não sei se tenho tempo e condições para arrumar os estragos
Talvez, não….
Gislaine Zago,
segunda-feira, 27 de junho de 2011
voce aí...
Sabe você ai, que passou como um grande terremoto, devastou tudo e saiu como se nada
tivesse acontecido?
Fico aqui me perguntando, de onde você surgiu e pra onde você foi sem deixar endereço,.sem deixar telefone, sem deixar flores, encantamentos ou deslizes de amores.
Que acontecimento se encarregou de levar embora sentimentos ,afetos, olhares e beijos para nem se sabe onde.
De que nuvem vc surgiu e como um raio assustador , feriu, queimou, deixou marcas na pele delicada e frágil da essência da vida.
momentos, fragmentos, delicadezas destruídas, promessas destroçadas em algum canto da casa ou seria da estrada?
Roda da vida, sombras do passado, correntes que atam possíveis sonhos nunca vividos mas fantasiados, um poço sem fundo, sem água, sem certezas.
Neste furacão de sentimentos os destroços foram impossíveis de serem evitados, não foram por minhas escolhas, mas por que outras pessoas assim escolheram.
Dentro da minha maturidade, pois aí se vão longos 50 anos, não quero mais ser introduzida num jogo de onde não faço parte, não quero e não vou ser usada para elevar a auto estima ou descoberta de que o que se perdeu era muito bom
Então esse tusinami me obriga a me retirar de um caminho que escolhi com tanto cuidado, um caminho que eu reguei, plantei e acreditei que seria belo;
Mas a destruição foi inevitável, e eu acordei sobre escombros e tristezas, sem poder recolher o que de belo tinha acontecido.
A vida é uma imensa roda gigante, em alguns momentos estamos no alto, mas em outro inevitavelmente estaremos no chão.
Postado por Gislaine Zago
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Sim , sei bem
Sim , sei bem
Que nunca serei alguém
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra
Sei, enfim
Que nunca saberei de mim
Sim, mas agora
Enquanto dura esta hora
Este mar, estes ramos
Esta paz em que estamos
Deixa-me crer
O que poderei ser
Que nunca serei alguém
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra
Sei, enfim
Que nunca saberei de mim
Sim, mas agora
Enquanto dura esta hora
Este mar, estes ramos
Esta paz em que estamos
Deixa-me crer
O que poderei ser
Postado por Gislaine Zago
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Entre
Entre lobos e ovelhas as emoções se perderam
Entre a vida e a morte os olhares se encontraram
Entre o sim e o não as atitudes se deformaram
E o pano de cena caiu.
Restou o desamparo
Restou o abandono
Restou o desafeto
Restou o silencio
Restou a traição
De onde a verdade sairia?
De onde a verdade pulsaria?
Da minha boca , eu sei.
Das minhas palavras, era fatal
E, assim a mentira se fez verdade
A atitude rasgou o véu do obscuro
E a luz te levou para fora
Agora, a certeza do absoluto
Agora, a presença do real
Agora, é nunca mais.
Postado por Gislaine Zago
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Amar a imensidão do amor
Perder a sensatez da razão
Falar da clareza do grito
Respirar o ar da paixão
Romper co o infinito desejo
Trazer a divina emoção
Tocar o improvavel afeto
Sorrir da própria solidão
Postado por Gislaine Zago
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
No outro dia
Acordei com o gosto do não realizado
Com a sensação do tempo partido
Com o coração destravado e ofegante
Do silencio que jazia na casa
Onde antes reinava o barulho
Das vozes, dos risos, dos sons emotivos
Restou a amargura do nunca mais
A verdade não dita, deixada no subterfúgio da mente
A respiração não acabada para reter o último suspiro
O olhar vazio do tudo levado e arrasado
Passam-se as horas.
Findam-se os dias.
Fogem os terremotos.
Calam os lábios antes beijados.
Amarguram-se as almas cansadas.
Anseiam os corpos desamados.
Em meio ao deserto o ponto de luz a brilhar no céu buscando a imensa vontade de ser.
Com a sensação do tempo partido
Com o coração destravado e ofegante
Do silencio que jazia na casa
Onde antes reinava o barulho
Das vozes, dos risos, dos sons emotivos
Restou a amargura do nunca mais
A verdade não dita, deixada no subterfúgio da mente
A respiração não acabada para reter o último suspiro
O olhar vazio do tudo levado e arrasado
Passam-se as horas.
Findam-se os dias.
Fogem os terremotos.
Calam os lábios antes beijados.
Amarguram-se as almas cansadas.
Anseiam os corpos desamados.
Em meio ao deserto o ponto de luz a brilhar no céu buscando a imensa vontade de ser.
Postado por Gislaine Zago
Hoje assim sem querer, fiquei a pensar na minha meninice.
Nos lugares secretos do meu coração onde fui guardando pouco a pouco as minhas emoções , meus sentimentos, minhas sensações.
Fui vasculhando esse baú de segredos, imagens, rostos, sorrisos, choros, bailes, amores, paixões, festas, danças, musicas.
Nossa, quanta coisa juntada nesses anos todos, quantos mistérios não desvendados, quantas perguntas não respondidas.
Existem ainda os que se foram desse plano e que tanto bem tenho ainda por eles, mas que não posso mais tocar , falar ou abraçar.
Estes tem um lugarzinho muito especial nesse quarto de memorias,
Me lembro como era entrar na casa do vizinho sem bater na porta, porque a mesma ficava destrancada e isso não era mal educado.
Me lembro das brincadeiras na rua, os pés chegando em casa sujos, porque se podia tirar os sapatos.
Quantas lembranças rondam meu ser.
Esse ser hoje crescido, amadurecido ( algumas vezes na estufa pela urgência), sofrido, alegre.
Sou hoje essa mulher que ainda acredita no amor, na generosidade, na paixão que vê brilho nos olhos e serenidade no coração.
Sou essa mulher que canta as melodias de ontem e de hoje, sem que isso me pareça estranho.
Sou essa mulher que planto e colho amigos de todas as idades e lugares do mundo, e tenho , ah como tenho, o cuidado de cuidar de cada um com um abraço, um recado, um silencio no momento certo, um alo estou aqui.
Eu, revestida do feminino que as vezes foge de mim porque preciso ser mais forte, mais razão, mais segura.
Enfim, da minha meninice ficarão as memorias afetivas que hoje transformo nas colheitas que nutrem a minha vida para que eu nunca morra de fome.
Gislaine Zago
Nos lugares secretos do meu coração onde fui guardando pouco a pouco as minhas emoções , meus sentimentos, minhas sensações.
Fui vasculhando esse baú de segredos, imagens, rostos, sorrisos, choros, bailes, amores, paixões, festas, danças, musicas.
Nossa, quanta coisa juntada nesses anos todos, quantos mistérios não desvendados, quantas perguntas não respondidas.
Alguns nomes lá marcados, já não me lembro quem foi.
Outros carrego com todo cuidado para não se desfazerem no tempo.
Alguns rostos me são estranhos, outros os recordo profundamente, como se jamais tivessem se apartado de mim.Existem ainda os que se foram desse plano e que tanto bem tenho ainda por eles, mas que não posso mais tocar , falar ou abraçar.
Estes tem um lugarzinho muito especial nesse quarto de memorias,
Me lembro como era entrar na casa do vizinho sem bater na porta, porque a mesma ficava destrancada e isso não era mal educado.
Me lembro das brincadeiras na rua, os pés chegando em casa sujos, porque se podia tirar os sapatos.
Quantas lembranças rondam meu ser.
Esse ser hoje crescido, amadurecido ( algumas vezes na estufa pela urgência), sofrido, alegre.
Sou hoje essa mulher que ainda acredita no amor, na generosidade, na paixão que vê brilho nos olhos e serenidade no coração.
Sou essa mulher que canta as melodias de ontem e de hoje, sem que isso me pareça estranho.
Sou essa mulher que planto e colho amigos de todas as idades e lugares do mundo, e tenho , ah como tenho, o cuidado de cuidar de cada um com um abraço, um recado, um silencio no momento certo, um alo estou aqui.
Eu, revestida do feminino que as vezes foge de mim porque preciso ser mais forte, mais razão, mais segura.
Enfim, da minha meninice ficarão as memorias afetivas que hoje transformo nas colheitas que nutrem a minha vida para que eu nunca morra de fome.
Gislaine Zago
Serei sempre uma sonhadora, romântica e esperançosa. Eu realizo muitas coisas mas quando se fala de amor me perco. Sou um girassol da cor do vestido....ainda moro na mesma rua......vc ainda quer morar comigo?
Talvez não valha de nada gostar de Drummond, Chico, Milton, ballet, filmes e teatro. Isso não me mantem e eu estou sempre buscando um milagre a cada momento. Mas sou assim. Tenho todo amor do mundo no coração mesmo sem dinheiro.
Gislaine Zago,
26/9/2014 19:27Quando li seu recado o coração parou de bater.Porque não foi tudo isso quando era permitido? quando estávamos livres, soltos e intensamente apaixonados?Agora tudo acabou, agora o tempo escorreu no tempo e acabou no nada.O ontem não pode ser o hoje e nem o amanha. Ele apenas existe no quarto secreto da memoria afetiva que insisto em carregar em mim.O encontro não vivido me leva para alem do que suporto e desejo. Não me busque porque não vivo mais , apenas existo nos lugares onde passo. Não me espere porque não chegarei ate você de nenhuma forma ou tamanho. O amor que foi, ficou no pensamento do momento, no violão tocado a beira do lago, nas palavras não ditas mas vividas no olhar. Não me olhe, meus olhos já se cansaram de sofrer e sentir dor. Não me chame porque estou longe do que posso ter nas mãos. Apenas saiba que no meio de toda historia, você vive dentro de mim.
Gislaine Zago
Não sei o ano, nem a data, nem o dia da semana, mas sei que existiu e foi intenso em minha historia de vida,
Não sei como e nem porque ou talvez não queira saber , mas a velocidade que tudo aconteceu foi como um relampago riscando o céu, como aquela estrela cadente que nos leva a fechar os olhos e fazer um pedido ao silencio.
Entre nós, O clube de esquina, daqueles mineiros que sempre souberam cantar o amor, as paixões e os sofrimentos ...
Quanta meninice cabia naquele momento, quantas risadas exalavam alegria, quantos olhares atravessavam a alma
Eramos nós e a alegria de viver.
Noites insones, telefonemas esperados, coração aos pulos, o beijo molhado.
Quantos anos nos separaram???? quantos sonhos deixados para quem sabe um dia ?
E assim, sem mais nem porque, o céu resolve que tudo pode, que tudo deve ser, que tudo é real, que tudo tem seu tempo.
Como seria de novo o beijo molhado ??? aquele tremor adolescente que embriaga, aquela catarse interna que transmuta sentimentos e sensações que estavam lá, a espera de que a janela colorida do sotão fosse aberta.
Sonhos, delirios , choros, desejos, amarguras, foram os caminhos que percorremos até aqui.
E eu pude caber de novo em um abraço que agrega, que cuida, que serena aquela mente que pensa demais.
Eu pude ver os olhos do menino que no antes disparava o encanto do meu coração,
Eu pude ouvir aquela voz que me carregou um dia para um lugar simples e musical.
E como diz o poeta ; É desconcertante rever um grande amor,
E como diz a vida; Estou aqui, e ainda vivo,
Gislaine Zago
J.R.T
J.R.T
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