Sobre amores e dores, tenho um vasto caminho de vivencias e sobrevivências.
Cada pontinho que ligou o antes e o agora,fica o ranço de quem não pode saborear o verdadeiro, que optou pelo desconhecido, pelo mais jovem, pelo possível brilho melhor da pele, e foi deixando os rastros de crueldade com uma precisão cirúrgica ao dizer da paixão.
Mas,que bom que não sou paixão, esta tem prazo de validade, tem desmoronamento, tem o desanuviar que apresenta a realidade e daí, tudo se acaba.
Quero o sabor quente do beijo sem fim, sem tempo de relógio, sem medir a idade que temos, ou que teremos.
Quero o cheiro de lavanda nos lençóis que agora amontoados, ainda registram o abraço e o carinho que não ficou para contar o que viria depois,
Que pena que a novidade é fantasiosamente melhor que o sentido mais puro e mais profundo que cabe neste corpo ha tanto tempo,
Vamos então para a rua, para as buzinas que fazem mais barulho que minha própria percepção do que acaba de desabar.
Vamos para aquele canto quieto, do café com espuma, do chocolate delicioso, do sorriso que teve contagem regressiva.
Entre, Joses, Cláudios, Joãos, Renatos, Franciscos, ficam as Marias, as Gislaines, as Carmens, as Vitorias, as Antonias,e seguimos, ...
Gislaine Zago
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