Cada dia traz em si o dom de pensar, respirar, organizar, amar, sonhar, buscar ajuda, olhar para algum lugar que traga significado, e , adormecer com a alma esperando,
E, nos segundos das horas busco o entardecer colorido, que traz o calor do fim do dia, a esperança do começo do noite, e abrindo a possibilidade de ser alguém no vazio da vida,
Posso esperar a esperança, posso amar o amor, posso beijar o beijo, posso chorar o choro.
Posso tantas coisas escolhidas pelo meu coração, posso tantas outras que não cabem em mim, que não traduzem o que circula no meu entorno, mas que posso,
Este amor que não vê, esse beijo que não acontece, este olhar que se perde em algum lugar deste transito louco e rápido, que consome minhas idéias e meus ideais, que some com meus soluços de saudades.
E vou, sem saber muito por onde, sem restos de verdades, sem defeitos de escritas, sem loucuras eternas, sem você que não cabe em mim,
Entre pernas e carros, entre mãos e desacertos, tenho que me concentrar no que preciso e busco, por conta desta alucinante vontade de construir em mim um mundo mais lucido, se é que isso é possível,
Como não sei que estradas percorrer, tenho que ter uma bussola mental para me acompanhar nas trilhas fechadas que a vida proporciona,
E sigo, sozinha, atenta, olhando tantas vezes para o céu e questionando a Deus, porque como Ele é pai e eu filha, eu posso,
Nem sempre tenho respostas, ou melhor a maioria das vezes, e continuo esperando por elas, por que em algum instante desconhecido ela virá.
Assim, no cansaço do dia, silencio,
Gislaine Zago

Nenhum comentário:
Postar um comentário