segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

 Março de 2020, voce se foi com um explicação não explicada pelo celular. Assim como quem não tem coragem de olhar nos olhos e colocar as palavras onde elas precisavam estar.

Neste mesmo março, alguem disse que teriamos que deixar o trabalho por pelo menos 15 dias porque um virus estava se alastrando pelo mundo.

E, destes 15 dias, passamos para meses, horas, dias, segundos e nenhuma luz no final da estrada.

Voce continuava sem falar da sua decisão com uma coerencia, e o virus, assim como vc, também não encontrava um ritmo, um roteiro, uma decisão.

O isolamento foi aumentando, fomos ficando mais frageis, mais ansiosos, mais apreensivos e nada de uma luz no caminho

Alguem em um momento disse que em agosto tudo estaria melhor, e acreditei, até mesmo que vc repensasse sobre a sua não explicação,

Mas, de novo, tudo foi caminhando lento, sem sentido, deixando cada dia mais uma sensação de solidão, de tristeza, de distancia fisica e psiquica.

Essa lerdeza da vida, foi causando um rastro de impotencia, de incapacidade, de sobrecarga psiquica, que ninguem conseguia amainar

Estamos em dezembro, ou melhor quase janeiro, e não vejo a luz, não vejo e não me veio a explicação do não explicavel,

Continuamos na distancia, na solidão, na ausencia, nessa falta de perspectiva do que poderá ser.

Um ano de perdas, da falta de toque, de olhos nos olhos, de curar a doença do corpo e da alma.

Quantas vezes, ensinamos para uma tela sem que pudessemos saber qual seria a reação de quem lá por tras estava?

Quantas vezes queria ouvir apenas a sua voz, mas seu celular não atendia, como se estivesse assim como o virus isolado de mim e de outros,

Quantos amigos ou conhecidos partiram, ou nos deixaram tão angustiados que só sabiamos pedir que nada fosse tão cruel.

Oravamos, pelo mundo, pelo emprego, pela comida, pela familia, 

Um ano e ainda não sabemos o que nos espera, e eu ainda não sei o que te espera.

Será que uma mudança de casa? de comportamento? de escuta do que lhe disse? 

Marco de 2020, um tempo de resignificar a vida, de aprender que não somos nada alem do nosso proprio corpo.

Voce parece que sabia que tudo ficaria longe e se desligou como um botão on- off, 

Sei que muito não foi como vc gostaria, mas, eu apontei para voce que poderia ser assim.

Março de 2020, o começo de um tempo de saber esperar, de saber superar o estar só, o não ter o colo, o abraço apertado que me deixava escutar o som do seu coração,

Dezembro de 2020, tudo está, nada é.

Gilaine Zago

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

 Só sei escrever o que vem de dentro da alma, que confunde as palavras, que não suavizam as emoções e muito menos são amáveis com os sentimentos. 

Falar do sentido da vida, dos passos apressados e que nunca chegaram ao destino certo. Falar do esforço nem sempre reconhecido, nem por mim, nem por outro, falar da saudade da infância, a minha e de meu filho. 

Só sei falar do ar que não chega inteiro, do olhar que perde o brilho, do medo que paralisa o sorriso. 

Nada foi, nada será? Perguntas. 

Existe uma possibilidade? 

Faltam respostas. 

O Papai Noel este ano está adormecido, assim como os sonhos, os desejos, os encontros, os abraços apertados, o choro acolhido. 

Não saber o que dizer, não saber como o amanhã entrará pela janela, não saber nem mesmo se o vento que sopra levará para longe o que não cabe mais. 

Lá se foi mais uma vez, mais uma etapa, um ciclo, um não retorno, um deixar para trás. 

Tem a chuva que faz barulho e abafa o choro, o soluçar, os sons da voz que fala do que parece sem rumo. 

A caixa de gratidão bem a minha frente, me lembra que tenho muito a agradecer, que ela me fez muitas vezes perceber que era grata por pequenas coisas que se tornavam imensas quando ali colocadas. 

Sinto sua falta, sinto a distância do caminho partilhado, do doce aroma da casa da praça.

Sinto que este momento não cabe mais nada em mim. Apenas a incerteza de ser. 

Gislaine Zago

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

 Voce em algum momento se lembrou do nosso Natal?, de comidinhas e bebidinhas escolhidas com carinho e delicadeza?

Voce se lembra como seus olhos brilhavam, seu sorriso era aberto, assim como seus braços?

Hoje voce não diz nada, alias , diz sim, que não houve amor, que não houve felicidade, que com o convivio só teve admiração e respeito. Era isso mesmo? Até quando voce vai fugir da vida, vai fugir de seus sentimentos, vai fingir que nada valeu? 

Até quando voce vai acenar com a cabeça por situações que colocaram voce longe de mim, que voce vai aceitar porque não pode colocar seu ponto de vista, o seu querer , o seu desejar.

Fui embora, me colocaram para ir embora, não me perguntaram o que eu pensava, o que eu desejava, quais eram os meus sentimentos, quais eram as minhas dores.

Eu não fazia parte de uma familia fechada, cerrada em si mesma, onde o diferente não entra, o diferente causa danos para quem não sabe lidar com isso.

Todos tem suas escolhas, menos voce.

Voce só escolhe o que escolhem por voce,

Voce só olha de longe e assina o termo de consentimento.

Seja ele qual for, o da separação, o da volta, o do desentendimento, o do que se quer e não quer. mas sempre que parte da outra parte.

Vou sempre me lembrar disso, que eu não quero alguem que não pode decidir por si só,

Que precisa do aval do outro, da decisão do outro, que na verdade não está preocupado com vc, mas com ele,

Quero alguem inteiro, sincero, que sabe ter reações de raiva, de não aceitação, de contrariedade.

Quero alguem que mande as favas o que outras pessoas pensam a respeito de alguem diferente do habitual

Quero alguem que possa ser feliz e não se defenda desses sentimentos todos,

Quero alguem que possa me incluir em qualquer familia, em qualquer grupo de amigos, em qualquer situação de alegria ou tristeza.

Não tenho mais tempo para adultos rebeldes, para imaturidades de homens que adoram manipular seus pais, não tenho tempo para mocinhas infelizes e inseguras e que desejam que os outros assim sejam tambem, 

Quero a vida como ele é, repleta de altos e baixos, de respeito pelo diferente, uma vida que tem sofrimento e alegrias, que tem festas e lutos.

Quero uma vida que eu possa chamar de parceria, de familia que se junta aos poucos e leva os sentimentos sempre para o lado bom,

Quero apenas uma vida.

Gislaine Zago

terça-feira, 23 de junho de 2020

O passado tem uma  cor, só dele, indefinido, indecifravel.
Traz a saudade do que não vivemos, não tivemos tempo de colher, de trazer e de acolher.
Deixa a esperança a esperar quieta e só, na esquina da vida, no frio da noite, olhando para o céu repleto de estrelas.
Busca a verdade não dita, o beijo roubado, os olhos que se afastam, as mãos que se perderam na escada da casa antiga.
Não se espante, se eu voar para longe daquelas arvores, daquele sofá, daquela sala.
Fui buscar sinos, musicas e vida...
Parti
Gislaine Zago

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Um dia ouvi de uma pessoa muito sábia que quando o assunto é sedução, se esquece que se teve uma história e mais ainda que existe ou existiu uma amizade. A sedução rompe com a capacidade de julgamento de si mesmo, de se colocar no lugar do outro e pensar o que se está sentindo. A fase do enamoramento cega e desnorteia, para que nada e nem ninguém seja obstáculo ou impedimento. A fase do enamoramento é embrulhada para presente sem endereço certo. Permite que relações amistosas se rompam, que relações afetivas se destruam, que relações profundas e antigas percam o caminho. Estar neste estado faz alguém sofrer. Ou fará. E o mais intrigante é quando alguém sabe o que está acontecendo nos bastidores desta relação sedutora.
Gislaine Zago

domingo, 14 de junho de 2020

Sempre pensei que nunca começaria uma cronica dizendo; era um vez.
Então, foi uma historia...
Uma historia simples, onde se entrelaçavam, amigos em comum, o gosto pela musica, pela espiritualidade, pelos filmes, em ter amigos por perto e por longe.
Nesta historia, cabia, olhos brilhando, abraços apertados, longas horas de papos e prosas, e muito afeto.
Nesta historia tinha uma relação se construindo, de uma linda e leve forma.
Uma parceria que cabia, suco com bolinhas que estouram na boca, com filmes deliciosos, com passeios de mãos dadas, com pizza e amigos.
Mas....
Tinha um pedreira no meio do caminho
Tinham solavancos, curvas rápidas demais, dedos apontados para o outro, mas não para si mesmo.
Tinha uma pedreira que não era nossa, não fazia parte do nosso querer, do nosso gostar, não era pra ali estar.
No meio do caminho chegou um vento que destruiu, uma precisão cirúrgica para onde levar sua lamina afiada
Tinha um juízo de valor, um não querer olhar para o diferente e que não era para ele, era para o outro. para o meu parceiro.
Nesta historia teve reencontros com os amigos em comum que nos ligaram, e nossas almas agradeciam por esses presentes.
Mas....
Tinha uma pedreira no caminho
Que absolutamente não  nos deu chance.
Colocou sua escolha sem que o outro pudesse escolher, foi egoísta, foi cruel, foi preciso em onde cortar na carne e na alma.
Essa pedreira rompeu os vínculos, calou minha voz, não nos deu escolhas.
Essa pedreira é jovem, tem um mundo pela frente e impossibilita quem já fez longos e duros caminhos.
Afetos não se roubam, amor não se desfaz, lembranças são para sempre,
Tinha uma pedreira no meio do caminho
Gislaine Zago


sexta-feira, 12 de junho de 2020

E continuamos o caminho, mesmo com os pés doloridos, com as mãos buscando e o coração sentindo.
E continuamos, olhando para o que é possível, lembrando da música, dos sonhos, dos planos e da vida que foi limitada por escolhas alheias.
E continuamos, sós, firmes, respirando o ar de emoções, carregando na mala a esperança contida naquela frase da alma.
E continuamos, como se pudesse ser uma nova vez, um novo encontro.
E continuamos, porque sempre se pode e deve continuar.
A vida me diz, ele existe.
Gislaine Zago

terça-feira, 9 de junho de 2020

Teve um dia marcado para tudo começar
Teve o dia para o primeiro beijo, para o abraço apertado, para os olhos nos olhos.
A música nos uniu, a arte de pensar, de orar, de crer
Os cafés, os lanchinhos durante a noite, o colo, o cafuné.
Tinham os sonhos, os planos feitos, as viagens desejadas.
O amor contemplado na sala de estar.
A luz que te iluminava após o amor, o sorriso doce e feliz.
O som do seu coração naquele momento do afeto.
Dia dos namorados chegando, e eu, tinha em mim, que seríamos juntos.
Um momento único, intenso e só nosso.
Estaremos sós, estaremos longe, estaremos dois e não um.
Escolhas adversas as nossas, nos levaram para longe do que estávamos construindo.
Dia dos namorados.
Apenas um dia a mais.
Você estará em mim, porque assim o é.
Gislaine Zago.

terça-feira, 19 de maio de 2020

O tempo me devolveu um sentimento, um afeto, um querer além do possível.
O tempo caminhou através do espaço deixando voce na minha retina, que te abraça a cada olhar.
Tem você sozinho.
Tem a mim sozinha.
Tem o brilho dos seus olhos,
Tem seu sorriso aberto,
Tem seu jeito de menino,
Tem você amado.
Tem um jeito de não dizer.
Com as mãos de longe, toco seu rosto, que ainda me lembro, da sua pele, dos contornos deixados pelo tempo.
Toco seu corpo, que ainda sei como percorrer.
Te envio beijo a distancia, tentando imaginar como será.
Isso pode não ser amor, apenas o afeto que não cabe na alma.
Percorro os sonhos, os desejos, a delicia de ser contigo.
Dinamicamente, sei que partirá de mim, se apartará, colocará as defesas e desviará a curva da vida, que possivelmente me colocaria diante de ti.
Dentro de mim, aqueço seu carinho, e te devolvo com a lucidez do dia;
Gislaine Zago.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Não fazíamos uma volta para dentro de nós tem muito tempo,
Não revisitávamos nossos sonhos, desejos, fantasmas, dores, limitações, tem muito tempo
Não lembrávamos mais do que tínhamos medo, do que tínhamos saudade, do que tínhamos resistência
Não sabíamos mais como era o apelido daquele nosso amigo da escola, como era a musica que tocava naquele baile de antes, como foi o primeiro amor, o primeiro fora, o significado da palavra amor
Não tínhamos mais tempo para os amigos, para a família, para as conversas amenas, para os cafés sem hora para acabar
Então, vem a necessidade de estarmos sós, uma ordem mundial, um grito de socorro dado aos 4 ventos, um chamado para o amor
Será que sabemos como lidar com tudo isso, que a vida nos apresenta? o que fazer com o que já não estava mais em nossas rotinas ? a quietude de dentro e de fora, o filho em casa, o moço bonito tão longe e agora distante psiquicamente também,
Arrumar a casa, arrumar o mundo interno, arrumar os sentimentos que insistem em não ir embora
Perguntas se soltam no espaço e muitas não tem respostas, só interrogações, só o vazio, só o que nada ficou
Que hora delicada para brincar de não sentir, a falta do toque, do beijo, do abraço que abraça, da voz que te chama, do café compartilhado, da porta que se abre para o encontro;
Que hora delicada para você ir embora, para não trazer um pouco da sua serenidade, abarrotada de carinho
Que hora é essa, tão diferente de tudo que já existiu,
Que hora é essa , que você escolheu para se retirar
Mas, tudo passa, tudo muda, tudo se resignifica, tudo é apenas agora
Gislaine Zago

sábado, 14 de março de 2020

Me cabe saber que sentimentos seguem neste percurso que voce mesmo propos fazer.
Sente saudades? Me busca ao seu lado? Ouve minha voz te chamando para um não fazer nada?
Como voce se desmancha no sofá da sala sem que eu esteja junto? Que musicas e videos voce busca sem mim?
Não tem mais o barulho dos meus passos, nem a fresta da porta para que a luz passe a noite quando eu me levantar.
Será que tem a vontade do cafezinho ou daquele chá maravilhoso tomado a dois, com papos e prosas de todas os assuntos, inimaginaveis ate?
E o vento que sopra das arvores da sua rua, os passaros que se enganam e trombam com o vidro da janela, a coruja que procura os parceiros que não estão mais de mãos dadas pela casa.
O barulho do vizinho, o cachorro que late na madrugada, o vibrar do seu relogio, a busca por voce.
O convite para uma volta pelo shopping, para fazermos uma caminhada, com direito a uma parada naquele lugar de chás gelados com bolinhas que explodem na boca, e a gente se sentia criança de novo.
As horas sem fim das conversas quando a noite chegava e podiamos contar de cada um de nós.Falar sobre os amigos queridos, falar de nossas experiencias profissionais e espirituais, cada um ensinando ao outro e aprendendo com a vida.
Contar das nossas empatias, das nossas " coincidencias" , dos nossos passos dados tão de perto, antes de nos conhecermos.
E, assim somos,  dois que se amam, se conhecem e não permanecem .......
Gislaine Zago

terça-feira, 10 de março de 2020

Tem dias de dores maiores. Aquelas dores de amores, que atravessam a saudade, empacam nos olhos, desafiam os sentimentos. Tem dias de peito apertado, de vontades não cabíveis, de mãos que precisam se afastar do celular. Tem dias de choro na garganta que nem saem porque não tem com quem compartir. Tem dias de falas soltas e de questões que não podem ser aventadas. Hoje só tem lonjuras.
Gislaine Zago

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Nos telhados da velha Paris, o encantamento se despede.......
O moço interessante emudeceu, e se traduziu como aquele que teve em um instante, um ato insano e amoroso que não comportou e nem suportou.
Sopram os ventos nas margens do Sena, e o brilho da luz refletida na água, balança os sonhos interrompidos no sabor do café da esquina....
Gislaine Zago
Texto de 2016
O amor não acontece de repente, não explode sem motivos, nem aparece do nada.
Um amor é uma construção, um conhecer , um embalar, um cuidar delicado, um saber os sonhos e desejos.
Quando tem um olhar mais demorado, um beijo mais intenso, uma disponibilidade além da conta, é um grande passo para esse amor.
Amor é respeitar os limites , ter vontade do novo encontro, ter risadas abertas, fazer um agrado, as vezes a palavra, as vezes um livro , as vezes uma música.
Amor que se constrói aparando arestas, aceitando as diferenças e unindo as mãos.
Não se encontra um amor de qualquer jeito, se encontra um amor que vai se direcionando para ficar junto, para acreditar no amanhã e para que o passado seja apenas o caminho que trouxe até aqui. A partir daqui teremos apenas o que nos cabe ser. O presente.
Gislaine Zago

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Espirais que entrecortam os espaços que compartilho com o seu amor.
Percorro ruas, lugares, música, sorrisos bobos, olhares secretos, risadas abertas
Tem tramelas de janelas, tem portas destrancadas, tem sorvete na praça e tem você.
Tem sabonete cheiroso, tem chá de frutas, tem café a qualquer hora e tem você.
Espirais, espaços, sol lá fora, vento no cabelo,mãos dadas, suspiros ...
Tem sua inteligência, sua crença, sua fé, seus desejos.
Uma linha tênue entre o que sabemos e o que queremos, entre o beijo partido e o beijo molhado.
Tem o filme a dois, tem a música que sei cantar, tem o fim do dia e tem você.
E, temos nós.
Gislaine Zago.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Se existem pessoas com brilho de anjos, encontrei você,,
Com cuidados de flores, com jeito de menino, com olhar de docilidade e toque de gentileza.
Encontrei palavras novas para uma forma nova de viver, agridoce, luz, etéreo, pragmatismo, mudanças, serenidade.
Encontrei novas formas, novas possibilidades, novos olhares para o que pode ser, novidades cerebrais.....
Sentir a pulsação do tempo em dose dupla, ouvir os sons que chegam do não sei onde, saborear as manhãs enfeitadas de aconchegos, repousar no colo da lua.
Encontrei a fragilidade de um tempo passado, cicatrizando o aqui e agora.
Margiei estradas de sentimentos e sensações doloridas e encantadas.
Sentei a beira da sala e só apreciei o que não pode ser dito.
Tão fácil amar assim
Tão simples despertar para o que se tem
Tão farto de sabores e cores
Tão eu e voce,
Gislaine Zago