domingo, 14 de junho de 2020

Sempre pensei que nunca começaria uma cronica dizendo; era um vez.
Então, foi uma historia...
Uma historia simples, onde se entrelaçavam, amigos em comum, o gosto pela musica, pela espiritualidade, pelos filmes, em ter amigos por perto e por longe.
Nesta historia, cabia, olhos brilhando, abraços apertados, longas horas de papos e prosas, e muito afeto.
Nesta historia tinha uma relação se construindo, de uma linda e leve forma.
Uma parceria que cabia, suco com bolinhas que estouram na boca, com filmes deliciosos, com passeios de mãos dadas, com pizza e amigos.
Mas....
Tinha um pedreira no meio do caminho
Tinham solavancos, curvas rápidas demais, dedos apontados para o outro, mas não para si mesmo.
Tinha uma pedreira que não era nossa, não fazia parte do nosso querer, do nosso gostar, não era pra ali estar.
No meio do caminho chegou um vento que destruiu, uma precisão cirúrgica para onde levar sua lamina afiada
Tinha um juízo de valor, um não querer olhar para o diferente e que não era para ele, era para o outro. para o meu parceiro.
Nesta historia teve reencontros com os amigos em comum que nos ligaram, e nossas almas agradeciam por esses presentes.
Mas....
Tinha uma pedreira no caminho
Que absolutamente não  nos deu chance.
Colocou sua escolha sem que o outro pudesse escolher, foi egoísta, foi cruel, foi preciso em onde cortar na carne e na alma.
Essa pedreira rompeu os vínculos, calou minha voz, não nos deu escolhas.
Essa pedreira é jovem, tem um mundo pela frente e impossibilita quem já fez longos e duros caminhos.
Afetos não se roubam, amor não se desfaz, lembranças são para sempre,
Tinha uma pedreira no meio do caminho
Gislaine Zago


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