domingo, 4 de dezembro de 2022

 Este ano não tem arvore de Natal, não tem o brilho das luzes na janela e nem procurar os melhores enfeites.

Tem um vazio na casa, no canto do Papai Noel, nos presentes aos pés da arvore.

Não vai ter cheiro de assados e nem de doce de figo, não vai ter o pavê de amendoim que o neto mais novo gosta e nem o manjar branco que o neto mais velho adora.

Não teremos o corre corre das idas ao supermercado, a escolha da toalha da familia, esperar meia noite para rezar , trocar presentes e só aí, a ceia.

Este ano faltará mais um lugar no coração e na mesa, e esse lugar junto dos outros dói muito, quebra as tradições de tantos e tantos anos.

Mas, não consigo refazer a noite de natal e o almoço do dia 25. Dias que sempre reuniram a familia, onde contávamos as historias antigas e ríamos muito.

Era o momento de união, de amor, de saudade e de sustentar as raízes tão fortes e sólidas.

Um Natal sem os pais, é como um Natal sem Natal, apenas uma data a mais no calendário.

As crianças se tornaram adultos, e nem mesmo a magia do trenó e das renas no céu acontecem.

A casa que antes acolhia a todos, e nem mesmo fechava a porta, hoje dorme calada e solitária.

Voces fazem falta em toda a magia e a esperança do Menino Jesus. 

Um Natal apenas de olhar para o céu e tentar encontra-los na estrela mais brilhante.

Já é quase Natal

Gislaine Zago