terça-feira, 25 de abril de 2017

olhando para dentro dos olhos , vejo que aguas percorrem seus vazios. Abrir as comportas e permitir que se escorra o doce amargo das lagrimas , para que se façam abstratas as dores .....

Gislaine Zago

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Nesta quietude do seu corpo, agita uma mente que busca, que briga, que é rebelde, que não se dirige para o comum.
Que ânsia é esta que te leva a embates, conflitos e desassossega a alma¿
Mas, te vejo menino, que tem nos olhos a infância de rua, a doce presença do brincar.
A juventude recheada de sonhos e intensos desejos,
Uma maturidade cindida no coração entre o querer e o poder.
Te vejo as vezes frágil, as vezes solto.
As vezes sem saber como e porque,
Um homem-menino repleto de afazeres e risos.
Gosto do seu jeito de brincar com a vida, quando se permite ser leve,
E assim, vou te olhando de longe, espiando seu ir e voltar,
E no compasso espero, pelo café com prosa, pelo beijo roubado, pela ternura do olhar.
Que não seja lento,

segunda-feira, 10 de abril de 2017

As tormentas tem fim, as tempestades tem fim, o deserto da alma acaba, a tristeza imensa se encerra.
Não obstante, passam por mim visões interessantes do decorrer do dia, a imaginação fertil e poderosa, entrega em minhas mãos o poder indeterminado do amanhecer dos olhos, que antes estavam fechados e cerrados como as janelas do casarão antigo que sempre esteve na esquina da vida.

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A noite passa por entre os lençois estendidos no ar seco e gélido do caos.
E eu estremeço atordoada com as respostas loucas e delirantes que acontecem.
Mas, preciso apenas tocar na brisa que abraca meu rosto que chora.

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Onde será que estão as palavras que vc timidamente diz as vezes,?
onde estarão escondidos seus sentimentos que em momentos vc deixa transparecer nos gestos e olhares?
Onde as frases de carinho que vc esconde nos bolsos e nos sótãos?
Como não lembrar as mãos entrelaçadas, os sorrisos alegres, os sons vindos da rua.
A musica que invade aos poucos o que não conseguimos decifrar,
E pouco a pouco nos permite descobrir que somos tão juntos, mesmo que sejamos longe.
Avistamos as luzes da cidade, os cheiros dos cafés onde nos vemos, o gosto agradavel do que não pode terminar.
Onde será que vc caminha quando não te vejo, onde será que voce olha quando nao estamos juntos?
Que pensamentos permeiam voce, os seus delirios de solidão e de tristeza?
Vendo seu rosto, imagino um dia, quem sabe, a cor da serenidade.
E, do suspiro da ausencia , trago voce muito perto da lembrança do ontem,
Te espero.
Gislaine Zago


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