quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tem dias de coração apertado, de nós não desatados, de solidão não preenchida, de emails que não chegam, de telefone que não toca.
Tem dias que a varanda fica chata, que o silencio é tecido com fios de prata mergulhando os olhos nos vazios das estrelas.
Tem dias que a boca não fala do que fala o coração, que alma anseia pelo sonho que não foi ainda sonhado, que as horas são eternas e se derramam na escuridão das portas fechadas .
Tem dias que nada significa somente nada.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sei que você nem passou por aqui para me ver ou saber de mim, mas, eu poderia imaginar que assim fosse ser.
Não transito pela sua vida, nem pelo seu caminho, nem temos os mesmos amigos, talvez nem os mesmos gostos, isso a quem importa?
Estamos longe de um encontro de verdade, de corpos e alma, de um encontro que sinalizasse que esse sentimento tem verdade, que podemos, apesar das diferenças, olharmos nos olhos um do outro e sentir a vida que existe.
Cada sonho distante, cada desejo insano, nem mesmo você sabe que eu existo, que eu dentro da minha loucura, me encantei por esse menino de olhos tímidos, de sorriso leve, de fala mansa.
Cade esse meu correr de mim mesma, com uma vontade de ser uma pequena e leve brisa a tocar em seu rosto e beijar sua boca, nem que fosse por apenas um segundo,
Um sonho grande demais, alto demais, ousado por inteiro.
Só olho através do tempo a onda se realidade que se apossa de mim e me remete para o infinito do nada, apenas transpiro seu nome e deixo ao vento o papel de te levar para sempre, de algum lugar de dentro de mim.
Apenas sei que um instante é muito lento e muito longe.
Longe de mim mesma e de um você que está partido.
Gislaine Zago

sábado, 19 de novembro de 2016

Alguém explica essa solidão tão grande, esse desejo infinito de estar em algum lugar que não é aqui.
Quem fui eu até agora que não pode correr atras dos sonhos, que não pode viver do meu jeito, nem ter quem é muito querido para mim.
Onde foi parar aquele garota que queria apenas dançar, viajar, ter amigos, e um namorado.
Onde sera que ela adormeceu e se perdeu?
Não vejo mais a possibilidade de estar e ter, não creio mais na verdade das palavras, nem mesmo no seu gostar.
Me encontro apenas como uma insignificante e desprezível sensação de nada.
Cuido para não pensar em abandonar a mim mesma.
Tenho só a estranha querencia de ontens e amanhas
Estou sumindo da tela grande, e da rua de paralelepípedos
Derrubei um tempo atras de mim, e calcei no coração um estranho e  forte muro de proteção.
Não quero mais,
Gislaine Zago.
Esperar para ver o seu rosto que se posta na relação de pessoas on line.
Esperar para ver seu sorriso nas fotos que passo e repasso varias vezes ao dia.
Esperar para que seus lábios mesmo de longe me digam uma só palavra
Esperar que a noite que cai traga os sonhos que me levam para algum lugar onde você deve estar.
Gislaine Zago,
Não tenho mais palavras para colocar naquele poema que ainda não foi escrito, porque tudo parece tão desconexo e sem valor,
As vias de acesso ao possível ficam estagnadas diante da fragilidade dos encontros tão banalizados e corrompidos pelo superficial do gesto.
Como voltar para aquele mesmo momento, aquele espaço repleto de ontens e de amanhãs, que no hoje derrapam com aquela volúpia de tanto querer?
Não posso destruir o que em mim é todo.
Não posso esquecer o que em mim preenche.
Não posso desviar os olhos do teu olhar profundo e terno.
Com que ferramentas vou sair do seu abraço, do seu sorriso, do seu querer que hoje não é mais ?
Como contar para as vontades que elas precisam ser guardadas no baú dos segredos?
Vou tentar explicar para o sentimento que não pode mais acontecer.
Quem sabe assim ele pode entender e me deixar buscar a vida lá fora,

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Não sei bem explicar como essa dor chega aqui, se vem com sua lembrança, com seu beijo tímido, com sua fala doce, ou com sua sinceridade sobre seu novo amor, 
Já tentei explicar para meu coração que não pode mais sair do ritmo quando te vê, que não posso mais sonhar com aquele encontro, com aquele convite, com aquele desejo,
Mas, parece que ele não quer ou não pode me escutar, e teima, em olhar para você, com esses olhos de menino assutado, com esse seu jeito de quem não precisa falar, com esse jeito que a qualquer momento vai falar um poema ou me avisar de uma musica, 
Foi um desatino me encantar por você, ouvir além das palavras, não ter a medida do entender que não,
Tento correr atras do desatino, tento romper as barreiras, saltar os muros que nos separam e são de enorme tamanho, 
As vezes rio sozinha, quando te surpreendo olhando para mim através de suas lentes delicadas e interessantes,
Mais uma fantasia desta minha psique que insiste e persiste me pregar peças. me assustar com os sonhos e pesadelos, das verdades entrelaçadas e bordadas de afetos.
Me beije de longe, me encante aos poucos, me descubra em cada canto, me desamarre das tristezas da vida, 
Não permita que os minutos seguintes te roubem de mim, ou de ti,
Não se alinhe ao que não é mais agora
Apenas me tenha.
Gislaine Zago, 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A chuva mansa foi chamar pelo tempo que nos resta, e deitar no colo da ilusão sobre esse amor.
E eu, sonolenta, procuro teu rosto entre as fotos e musicas, para que possa adormecer sorrindo, mesmo que você não saiba disso,
Acomodo meu corpo na cama e respiro longe até encontrar seu ar que invade meu quarto.
Me despeço com um beijo suave e leve,
assim como você,
Apago a luz e sonho.....
Gislaine Zago.
Antes de dormir, tenho que perguntar ao vento porque ele não me conta de você 
Seria como acalmar os pensamentos que não entendem esse seu jeito, esse seu sorriso.
Talvez as crianças dos sonhos me falem desta história. 
Gislaine Zago

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

minha alma acompanha a chuva lá de fora e tb chove.
Chove de saudades, chove de tristezas, chove de palavras doloridas, chove de ausencias, chove de vazios.
Mas tb lava as feridas, as dores não cicatrizadas, limpa o chão onde tantas vezes deitei e chorei.
Escutar o ritmo da chuva é ouvir as batidas de um coração aquietado na solidão de não ter um amor...
Queria te dizer tantas coisas, mas prefiro calar, apenas olhar para o que não fez sentido e partir sem palavras, apenas com o saber do coração. 
Gislaine Zago

domingo, 13 de novembro de 2016

Será que você será alguém, que quer mesmo me buscar e me carregar pelo calor do norte, pelo sossego do sul, pela prontidão do leste?
Você quer mesmo me encontrar sem que meu jeito não caiba no seu ? Darwinista combina com Criacionista ? Que a sua ciência combine com a minha religião , que seu intelecto pleno caiba no meu mediano,
Será que sobrevivemos entre essas diferenças e sugestões ?
Não sei,
Sei apenas que voce é interessante, tem uma bela voz, um ar sereno, uma postura mais reservada.
Será que me enganei?
Escuto a chuva que cai e penso nos assuntos que traçamos, e que deixou ares de uma reserva, de um limite dado ao acaso,
Nem saberei se amanha nos veremos, nos falaremos, ou fecharemos a cortina para sempre,
Será que ao acordar vai se lembrar de mim ? ou nem notará que existo?
Perguntas soltas ao vento......sem que eles precisem ter volta
Como será que você pensa em mim? Apenas com um olhar solto, em faíscas, com turbulência,
Nunca saberei,
E peço para o som da chuva silenciar em mim sua lembrança,
Gislaine Zago,

sábado, 12 de novembro de 2016

E sozinha caminho.
Entre pedras, dores, beirais, janelas compostas de luas e asfalto de vãos.
E vou, levando na bolsa a facilidade do partir, a neutralidade do não querer, a substância amarga de um apenas assim que destrói o que não foi.
E quando menos espero choro.
E quando menos penso, choro.
E quando menos sinto, adormeço.
E passo os dias e as noites imaginando as possibilidades de ser um ser.
Mastigo o doce fel da indiferença vestida de chocolate.
Eu sigo, sem rumo, sem prumo,sem prazo.
E quando olho, vejo apenas o que eu mesma acreditei que seria.
Me desfaço de mim mesma na próxima esquina da vida

Gislaine Zago
Foi só por um descuido do tempo que não fiquei onde meus pés dançavam tanto e tão bem.
Busquei outras terras, outras danças, outras sapatilhas, mas não deixarei nunca de lembrar dos meus Cambrés, Relevés, Piruetas e Espacates.
Carregarei para sempre minhas sapatilhas da alma, e nos meus ouvidos as musicas que bailava.
E assim, vou, carregando as belas e suaves memorias do vento...
Gislaine Zago

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Esse amor não é possível, eu sei disso clara e totalmente,
Nem sei se me apaixonei, mas sei que quando olho nos seus olhos tenho
uma imensa sensação de leveza, de serenidade, de encontrar a alegria de viver, ou como dizem os franceses,joie de vivre
Você tem esse jeito menino, esse seu jeito compenetrado, centrado, mas também, um sinal de tristeza, de busca do caminho, de quem quer e precisa de um colo, de um beijo, de um abraço apertado que traduza o que de melhor os sentimentos possam te dar.
Quanto sonho colocado neste enamoramento
Mas,neste instante em que vivo, me permito sonhar, enamorar, achar que pode acontecer, que você pode me olhar de um jeito diferente,
Hoje com meus tantos anos já não me censuro, não me julgo, não me prendo a padrões e pressões externas.
Posso olhar e   sentir que mesmo de longe você está perto, que mesmo sem saber quem sou me olha com olhos de ver.
Mas, mesmo com todo meu desprendimento, seria incapaz de chegar e te dizer tudo isso, então escrevo, e imagino que  possa entender que é direcionado a você,
Você, esse moço bonito, esse moço com uma sensibilidade aflorada, com esse dom de observar o outro delicadamente.
Gosto de saber que está sempre por perto, que posso transitar calmamente pela sua vida sem que precise te contar,
Contar deste desejo, deste momento, desvendar este segredo tão meu,
Apenas te descubro atras das lentes.....
Gislaine Zago

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tem dia que o coração aperta mais.
Que os olhos deixam escorrer um fio do rio.
Que tem uma saudade que fala mais alto.
c' est la vie.
Gislaine Zago
Queria não pensar, queria ter um botão de delete, como no computador, seria tão simples, tão mais fácil, tão mais rápido.
Mas isso não é possível e me acabo em pensamentos de saudades, de fracassos, de falta de rumo e de prumo,
Não reconheço em mim nenhuma das palavras que deixei marcada em seu corpo, em sua alma, em seus lábios.
Não tenho mais a vontade de saber de você, porque ali tem alguém mais, tem uma escolha, tem um eu te amo que saiu de mim e encontrou outro lugar.
Dói muito, sufoca as palavras, diminui o riso, encontra somente as pedras que tornam a vida mais difícil, machucam, como machucavam as sapatilhas de pontas nas aulas de ballet,
Será que pode ser assim mesmo ? Ficar um hiato de escritos, um nicho de sentimentos e de um torpor que incomoda?
Olho para as minhas mãos, no desejo absurdo de relembrar como eram as suas quando aconchegadas nas minhas, Não consigo,
A saudade é maior, as impossibilidades são imensas, a frustração é o caos.
Correr atras do vento, é assim que me vejo, não irei tocar nada e nem ninguém, só sentirei o frio que escorre pela minha coluna vertebral e me derruba ao chão
Vertigens, para aliviar a realidade
Cada momento a escarnecer a visão do agora,
Gislaine Zago
Não adianta ter a vida acontecendo se não acontecer na vida.
Não quero ser apenas alguém que é alguma coisa, mas não tem o valor e o calor que se pretende.
Não quero mais olhar para fora e me saber triste e sozinha,
Não posso mais saber que muitos estão ali, encontrando o seu bem querer, se encontrando na alegria de alguém que fala de amor,
Não quero mais esta estrada solitária e imensa, como imensa é minha solidão,
Navegar por mares distantes, por colinas e vales, sem que se possa ter apenas um sorriso,
O gelo, o frio, a lagrima que corre, o soluço que faz quebrar a quietude.
Nem mesmo respiro para não fazer um ruido e quem sabe dispersar o barulho de quem pode chegar,
Olhos atentos, ouvidos precisos, passos delicados,
Nem com tudo isso penso que será possível te encontrar.
Tantas outras mulheres lindas
e jovens estarão passando pela sua vida, e com certeza serão escolhidas.
Meu tempo de amar acabou, está feito,
Gislaine Zago.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

eu quero apenas caminhar nas ruas largas e claras por onde deve andar o amor....
gislaine zago
Um dia para pensar sobre a vida, sobre os desejos, sobre o que a alma anseia e  sobre o que de verdade poderia ser do que já foi.
Onde foi parar aquele sorriso sereno ? aqueles olhos doces e meigos que ainda encontro nas fotos postadas ?
Não ouso pensar sobre voce, nada adiantaria, voce está longe do que posso alcançar, está longe dos caminhos que percorro, dos bares que frequento, dos amigos que me rodeiam.
Só sei que voce está ali, a um clic da vida virtual, deste mundo que une mas que não coloca junto, que não faz o encontro, que não possibilita que bocas se juntem, que abraços se abracem, que corpos se unam,
Apenas aprecio de longe esse seu jeito manso, com reviravoltas de sons e tons.
Balança entre o antes e o agora sem ter muita certeza de como ir ou com quem,
Moço bonito, de onde voce vem ?
Não importa, apenas chegou, nem sabe do meu querer, nem precisa.
Cante uma canção, faça um lindo desenho, escreva um poema.
E quem sabe assim, voce encontre o que busca, tropeça no rumo da vida,
Vai,
Não se importe com o que o por do sol traduz, apenas respire,
E assim, tudo será para voce.
Gislaine Zago,
Foi assim que aconteceu, vi você, me apaixonei, me encantei e mergulhei onde não deveria.
Suportei algumas muitas, rsrsrs, larvas e tempestades, um hiato no tempo de talvez, 30 anos, permanecendo apenas o som da voz, a musica, a risada, as lembranças, a alegria de ser.
E, quando te reencontrei abriu em mim a mesma porta de antes, aquela porta que deixou o sótão da memoria fechado e sem a presença, e vi uma nova possibilidade, senti uma estranha sensação de pode ser agora.
Doce e quieta ilusão......
Foram momentos fugidios, de preocupações e desejos, de cinemas e jantares, de conselhos e beijos,
Mas.....o novo chegou
E você se foi;
Deixou em mim um sinal fechado, um sinal amargo e triste, que me remeteu a me olhar como um não sei que sem valor,
Em seguida, entendi o que é resistir a vida, ao amor, ao sim, ao encontro, ao toque e ao silencio,
Não me olho mais no espelho, porque ele reflete em mim e de mim, aquilo que não gosto, que não desejo, que não faz parte do que o horizonte sempre me mostrou,
Não sei por onde você anda, nem onde  mora, mais uma vez perdi sua referencia, ´perdi seu telefone, seu endereço, seu olhar terno e de criança;
Já passei muitas vezes por aquela rua, e sempre olho para aquela terraço, como se fosse possível.
Não caminho mais por aquelas calçadas, elas não tem mais nada a me dizer,
Continuo morando na mesma rua........
Gislaine Zago.