sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Não sei bem explicar como essa dor chega aqui, se vem com sua lembrança, com seu beijo tímido, com sua fala doce, ou com sua sinceridade sobre seu novo amor, 
Já tentei explicar para meu coração que não pode mais sair do ritmo quando te vê, que não posso mais sonhar com aquele encontro, com aquele convite, com aquele desejo,
Mas, parece que ele não quer ou não pode me escutar, e teima, em olhar para você, com esses olhos de menino assutado, com esse seu jeito de quem não precisa falar, com esse jeito que a qualquer momento vai falar um poema ou me avisar de uma musica, 
Foi um desatino me encantar por você, ouvir além das palavras, não ter a medida do entender que não,
Tento correr atras do desatino, tento romper as barreiras, saltar os muros que nos separam e são de enorme tamanho, 
As vezes rio sozinha, quando te surpreendo olhando para mim através de suas lentes delicadas e interessantes,
Mais uma fantasia desta minha psique que insiste e persiste me pregar peças. me assustar com os sonhos e pesadelos, das verdades entrelaçadas e bordadas de afetos.
Me beije de longe, me encante aos poucos, me descubra em cada canto, me desamarre das tristezas da vida, 
Não permita que os minutos seguintes te roubem de mim, ou de ti,
Não se alinhe ao que não é mais agora
Apenas me tenha.
Gislaine Zago, 

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