Alguém explica essa solidão tão grande, esse desejo infinito de estar em algum lugar que não é aqui.
Quem fui eu até agora que não pode correr atras dos sonhos, que não pode viver do meu jeito, nem ter quem é muito querido para mim.
Onde foi parar aquele garota que queria apenas dançar, viajar, ter amigos, e um namorado.
Onde sera que ela adormeceu e se perdeu?
Não vejo mais a possibilidade de estar e ter, não creio mais na verdade das palavras, nem mesmo no seu gostar.
Me encontro apenas como uma insignificante e desprezível sensação de nada.
Cuido para não pensar em abandonar a mim mesma.
Tenho só a estranha querencia de ontens e amanhas
Estou sumindo da tela grande, e da rua de paralelepípedos
Derrubei um tempo atras de mim, e calcei no coração um estranho e forte muro de proteção.
Não quero mais,
Gislaine Zago.
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