quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Foi assim que aconteceu, vi você, me apaixonei, me encantei e mergulhei onde não deveria.
Suportei algumas muitas, rsrsrs, larvas e tempestades, um hiato no tempo de talvez, 30 anos, permanecendo apenas o som da voz, a musica, a risada, as lembranças, a alegria de ser.
E, quando te reencontrei abriu em mim a mesma porta de antes, aquela porta que deixou o sótão da memoria fechado e sem a presença, e vi uma nova possibilidade, senti uma estranha sensação de pode ser agora.
Doce e quieta ilusão......
Foram momentos fugidios, de preocupações e desejos, de cinemas e jantares, de conselhos e beijos,
Mas.....o novo chegou
E você se foi;
Deixou em mim um sinal fechado, um sinal amargo e triste, que me remeteu a me olhar como um não sei que sem valor,
Em seguida, entendi o que é resistir a vida, ao amor, ao sim, ao encontro, ao toque e ao silencio,
Não me olho mais no espelho, porque ele reflete em mim e de mim, aquilo que não gosto, que não desejo, que não faz parte do que o horizonte sempre me mostrou,
Não sei por onde você anda, nem onde  mora, mais uma vez perdi sua referencia, ´perdi seu telefone, seu endereço, seu olhar terno e de criança;
Já passei muitas vezes por aquela rua, e sempre olho para aquela terraço, como se fosse possível.
Não caminho mais por aquelas calçadas, elas não tem mais nada a me dizer,
Continuo morando na mesma rua........
Gislaine Zago.

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