Vale a pena reler alguns livros e deles retirar novas imagens, novas situações e novos conceitos para a vida.
Repensar os amores, rever os sentidos, reconhecer as dores, reconsiderar os afetos e desafetos.
O que de verdade faz sentido? Ter sonhos? Ou quem sabe uma vida estável? Falar varias línguas, viajar 2 a 3 vezes no ano? Mas será que só isso conta?
Só queria ter um pouco de ar, um olhar para o mar, um canto pra sonhar e um amor pra contar o que sei de amar.
Só queria aquele sorriso escrito no livro, as palavras deixadas ao lado da cama, as marcas no beiral da varanda.
Andar por onde a alma pede, onde o coração cabe, apenas deitar a cabeça no ombro amigo e deixar ficar ali por instantes até que alguma voz sopre um carinho e uma ternura.
Aquele desenhar das cantigas de outrora, aquelas historias dos vizinhos, dos amigos, das manhãs cor de anil.
Falar do que a cabeça não pode mais esquecer e do que é preciso colocar nos lugares certos e ajeitados.
Falar do que não se tem certeza, mas que precisa desenhar por dentro e acabar sendo útil.
As mãos acariciando a pele que se expõe ao sol, ao frio, ao calor do tempo.
As bocas que as vezes só precisam ficar caladas sentindo a presença que vale muito mais,
Sei lá quando isso pode acontecer.
Só se for muito longe daqui e de mim, e mais ainda de você.
Somos dois afastados com o tempo e sumidos com a vida.
Nada e nem ninguém nos trará de volta.
Gislaine Zago,
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Inventei um jeito meu de não querer mais pensar em você,
Um jeito assim esquisito, mas que penso eu vai funcionar.
Sabe, é como se eu pensasse que voce está longe, muito longe, e que lá não tem internet, nem telefone, nem whatsapp, nem nada.
Mais ou menos como antigamente, quando a gente saia pra viajar e ficar alguns dias sem poder se comunicar.
Eu então imagino, que você não fala porque precisa ir até uma central de telefones ( como a que a gente ia lá em Piracicaba na época da faculdade) e tem que pedir uma ligação interurbana e que demora muito pra ser completada.
Por isso dá uma preguiça imensa e é melhor esperar a hora de voltar.
Tento não pensar que existiam os telegramas, mas eles eram pra urgência urgentíssima, entaõ não é o nosso caso.
E teriam as cartas, ah, mas essas demoravam muito pra chegar e depois mais um tanto de tempo para serem respondidas.
Melhor esperar a hora de voltar,
E assim, eu continuo vivendo, pensando que vai existir uma hora de voltar.
Nem que seja pra dizer Adeus,
Mas é melhor esperar a hora de voltar
Gislaine Zago
Um jeito assim esquisito, mas que penso eu vai funcionar.
Sabe, é como se eu pensasse que voce está longe, muito longe, e que lá não tem internet, nem telefone, nem whatsapp, nem nada.
Mais ou menos como antigamente, quando a gente saia pra viajar e ficar alguns dias sem poder se comunicar.
Eu então imagino, que você não fala porque precisa ir até uma central de telefones ( como a que a gente ia lá em Piracicaba na época da faculdade) e tem que pedir uma ligação interurbana e que demora muito pra ser completada.
Por isso dá uma preguiça imensa e é melhor esperar a hora de voltar.
Tento não pensar que existiam os telegramas, mas eles eram pra urgência urgentíssima, entaõ não é o nosso caso.
E teriam as cartas, ah, mas essas demoravam muito pra chegar e depois mais um tanto de tempo para serem respondidas.
Melhor esperar a hora de voltar,
E assim, eu continuo vivendo, pensando que vai existir uma hora de voltar.
Nem que seja pra dizer Adeus,
Mas é melhor esperar a hora de voltar
Gislaine Zago
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Garimpando escritos antigos, fotos de uma outra época, recados deixados ao acaso, cartas amareladas, sorrisos incompletos e convites errados, me vem que a vida é uma nau sem rumo, um vento sem direção.
Não sabemos mais quem é quem, se a verdade é dita, se o afeto é repleto de sinceridade, se o carinho que se carrega chegará até o final do dia,
Aquele dia se vai distante e causa uma lonjura do abraço que tinha significado, do beijo roubado na mureta da faculdade, daquela dança que marcou um momento, ou quem sabe aquele amor que ainda resiste ao tempo e a distancia.
Quantos violões tocados a beira da rua, simples, sem olhar que roupa se usava ou que status se possuía, apenas a alegria de ser jovem e alegre.
Você persiste e insiste em fazer parte de mim, qual parte não sei, mas sei que está em algum lugar aqui dentro deste meu mundo cheio de carnavais antigos, de confetes, de serpentinas, de viagens para a praia, de festa de 15 anos, de formaturas, de olhares apaixonados.
Você ainda faz parte daquelas minhas idas e vindas a lugares que só a mente encontra, que só a memoria da pele me leva, e desabo sobre o sofá cinza da sala e olho para o nada.
Queria ser tão elegante como a moça da foto, ter um cabelo tão brilhante como ela tem, ser chic e mais disciplinada com a vida.
Não sou assim, sou a mesma menina que dançava Ballet e usa camiseta com carinha de gatinhos, que adora um chinelo Havaiana e uma sandalinha rasteirinha, porque essa sou eu
Essa que arranha falar francês, que adora sol, que assiste cinema arte e ao mesmo tempo não perde House, essa mesma que come um pão com ovo e adora um restaurante mais chic.
Essa,
que tem fotos e cartas guardadas e carinhos expostos porque tem a sensibilidade latejante do que é amor,
Essa que não se importa em amar e amar e amar.
Essa mesma, que voce conhece tanto e tão bem, ou será que não?
Pode ser;
Gislaine Zago,
Não sabemos mais quem é quem, se a verdade é dita, se o afeto é repleto de sinceridade, se o carinho que se carrega chegará até o final do dia,
Aquele dia se vai distante e causa uma lonjura do abraço que tinha significado, do beijo roubado na mureta da faculdade, daquela dança que marcou um momento, ou quem sabe aquele amor que ainda resiste ao tempo e a distancia.Quantos violões tocados a beira da rua, simples, sem olhar que roupa se usava ou que status se possuía, apenas a alegria de ser jovem e alegre.
Você persiste e insiste em fazer parte de mim, qual parte não sei, mas sei que está em algum lugar aqui dentro deste meu mundo cheio de carnavais antigos, de confetes, de serpentinas, de viagens para a praia, de festa de 15 anos, de formaturas, de olhares apaixonados.
Você ainda faz parte daquelas minhas idas e vindas a lugares que só a mente encontra, que só a memoria da pele me leva, e desabo sobre o sofá cinza da sala e olho para o nada.
Queria ser tão elegante como a moça da foto, ter um cabelo tão brilhante como ela tem, ser chic e mais disciplinada com a vida.
Não sou assim, sou a mesma menina que dançava Ballet e usa camiseta com carinha de gatinhos, que adora um chinelo Havaiana e uma sandalinha rasteirinha, porque essa sou eu
Essa que arranha falar francês, que adora sol, que assiste cinema arte e ao mesmo tempo não perde House, essa mesma que come um pão com ovo e adora um restaurante mais chic.
Essa,
que tem fotos e cartas guardadas e carinhos expostos porque tem a sensibilidade latejante do que é amor,
Essa que não se importa em amar e amar e amar.
Essa mesma, que voce conhece tanto e tão bem, ou será que não?
Pode ser;
Gislaine Zago,
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Quando tudo parecia acontecer, o silencio se instalou e você se retirou física, psíquica e emocionalmente.
E, deixo para você as perguntas sem respostas ou com as respostas que só você tem.
-Onde colocou tanto carinho ?
-Onde guardou todos os beijos ?
-Em que parte da estante estão, as nossas conversas, nossas idéias, nosso acolhimento?
-Em que caixinha estão os brilhos dos olhos e os sorrisos abertos?
-Em que esquina nos perdemos?
Sinto seu cheiro, seu gosto, seu abraço forte.
Fecho os olhos e me lembro de cada detalhe da sala, da cozinha, do quarto, a maçaneta quebrada, que lado fica a torneira do chuveiro, onde estão os talheres.
Ainda guardo na retina a sua rua, cada parte da Padoca onde comemos, mas ainda me confundo com a garagem do prédio.....pra variar....rsrsrsrsr.
E, quando percebo, você é como uma historia que não aconteceu, um filme que só existiu em mim, uma musica que foi composta só na minha mente.
Experimento apagar como em uma lousa escrita a giz, o meu sentimento.
Mesmo assim, fica um escrito leve e vazio ao fundo.
Mas, eu tentei
Gislaine Zago.
E, deixo para você as perguntas sem respostas ou com as respostas que só você tem.
-Onde colocou tanto carinho ?
-Onde guardou todos os beijos ?
-Em que parte da estante estão, as nossas conversas, nossas idéias, nosso acolhimento?
-Em que caixinha estão os brilhos dos olhos e os sorrisos abertos?
-Em que esquina nos perdemos?
Sinto seu cheiro, seu gosto, seu abraço forte.
Fecho os olhos e me lembro de cada detalhe da sala, da cozinha, do quarto, a maçaneta quebrada, que lado fica a torneira do chuveiro, onde estão os talheres.
Ainda guardo na retina a sua rua, cada parte da Padoca onde comemos, mas ainda me confundo com a garagem do prédio.....pra variar....rsrsrsrsr.E, quando percebo, você é como uma historia que não aconteceu, um filme que só existiu em mim, uma musica que foi composta só na minha mente.
Experimento apagar como em uma lousa escrita a giz, o meu sentimento.
Mesmo assim, fica um escrito leve e vazio ao fundo.
Mas, eu tentei
Gislaine Zago.
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