Vale a pena reler alguns livros e deles retirar novas imagens, novas situações e novos conceitos para a vida.
Repensar os amores, rever os sentidos, reconhecer as dores, reconsiderar os afetos e desafetos.
O que de verdade faz sentido? Ter sonhos? Ou quem sabe uma vida estável? Falar varias línguas, viajar 2 a 3 vezes no ano? Mas será que só isso conta?
Só queria ter um pouco de ar, um olhar para o mar, um canto pra sonhar e um amor pra contar o que sei de amar.
Só queria aquele sorriso escrito no livro, as palavras deixadas ao lado da cama, as marcas no beiral da varanda.
Andar por onde a alma pede, onde o coração cabe, apenas deitar a cabeça no ombro amigo e deixar ficar ali por instantes até que alguma voz sopre um carinho e uma ternura.
Aquele desenhar das cantigas de outrora, aquelas historias dos vizinhos, dos amigos, das manhãs cor de anil.
Falar do que a cabeça não pode mais esquecer e do que é preciso colocar nos lugares certos e ajeitados.
Falar do que não se tem certeza, mas que precisa desenhar por dentro e acabar sendo útil.
As mãos acariciando a pele que se expõe ao sol, ao frio, ao calor do tempo.
As bocas que as vezes só precisam ficar caladas sentindo a presença que vale muito mais,
Sei lá quando isso pode acontecer.
Só se for muito longe daqui e de mim, e mais ainda de você.
Somos dois afastados com o tempo e sumidos com a vida.
Nada e nem ninguém nos trará de volta.
Gislaine Zago,
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