quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Não sei escrever bonito, só sei falar do que se passa na alma,
não sei escrever com sotaques, nem em versos, só sei caminhar por onde meus pensamentos me levam.
Não sei usar de palavras dos dicionarios, nem de palavras dos poetas, só sei respirar sentimentos.
Então me pego rascunhando a intensidade do que percebo em mim, do que desenho em minha retina e entrego para minhas mãos,
Queria fazer poemas e dedicar ao moço bonito, que tem boas maneiras e me paga um café com croissant.
Quem me dera rimar desejos e sonhos com vontades e sorrisos, mas só sei escrever que sinto saudades,
Quem sou eu que quer apenas tocar com as pontas dos dedos naquela boca que sorri e declamar um poema sobre flores e rios.
Mas só sei contar historias sobre o que ainda penso que será.
Gislaine Zago
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Poderia passar horas sentada a pensar no que fazer no que falar, em que musica ouvir ou até mesmo em que sugestão levar,
Mas, prefiro ter a atitude de escrever e te contar que o dia amanheceu e a vida tem que seguir com seus erros e acertos , com seus amores e desamores. com desejos e tristezas, com vontades de sorvetes e cafés.
A grande e pesada roda da vida está sempre acentuando em nós, as dificuldades de nos mantermos na simplicidade, na flexibilidade e na felicidade.
Esta roda nos coloca em altos e baixos e muitas vezes ao lado de, como que nos deixando na espera daquilo que não queremos esperar, daquilo que dentro de nós é urgente e imediato.
Essa fragilidade que temos em lidar com a vida, mesmo que sejamos fortes e determinados, nos torna pessoas melhores, com a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de pensarmos o que está no outro que dói tanto,
Mas, nos mostra também, que não temos esse controle sobre a vida, que não controlamos o sentimento do outro e por isso por vezes, quando ele se vai, não entendemos.
O desamor, fere a alma, rasga nossa auto imagem, faz com que passemos um momento de se trancar para o exterior, entramos na nossa concha e fechamos a porta.
Lá dentro poderemos entender quem somos, o que não queremos para nossas vidas, o que não combina com nossos sonhos, nossos desejos de ser , e assim poderemos sair mais fortalecidas e amadurecidas, Quem sabe assim poderemos sentar e pensar no que não fazer, não falar, não sentir,
A escolha daquilo que não cabe mais dentro de mim, que não pode mais me devorar e me jogar em um canto qualquer,
A sutileza de me dizer não e saber que vale a pena,
Gislaine Zago,


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Quem são estes que nunca sabem o que dizer ou o que fazer? que simplesmente chegam, deixam palavras, sorrisos, ideias, ideais, abraços, e depois partem sem avisar.
Simplesmente deixam de querer, de ver, de compartir o que antes era tão simples.
Partem com o primeiro trem que chega e sem acenos de adeus vislumbram uma melhor oportunidade, um rosto mais bonito, um alguém mais perto, as vezes mais longe, não importa.
O que vale é apenas o desejo, sem pensar na mágoa, na tristeza, ou no vazio que ficará;
Mas tudo se ajeitará, tudo terá um outro destino, uma outra metamorfose acorrerá, e com ela uma outra arrebentação de memórias.
Apenas vejo as fotos descoladas dos álbuns da vida que me mostram os rumos, os mapas, as escadas percorridas.
Sento-me naquele degrau que um dia já provocou risos e afagos e some de mim os sentidos, respiro fundo e volto a tona.
Como um quadro colocado na parede, aquele momento.

Gislaine Zago.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Enquanto o tempo avança, busco penetrar no conteúdo acertado deste meu coração que tem um longo descompasso entre a solidão e o aconchego,
Quem me dera, pudesse eu cadenciar esses sentimentos que teimam em não me deixar, que insistem em ficar em mim,
Você não me sai do pensamento, e procuro não querer entender o que passou, o porque não foi possível, o porque você não me responde.
Atenta aos sinais, olho para os céus a esperar a estrela que cai, e risca o universo como resposta aquela oração simples e intensa,
Mas, nada acontece, somente o silencio da noite, a lua, as faíscas de chuva, e ......só.
Tento tocar a possibilidade, acalentar o choro, fazer dormir a tristeza e respirar a mansidão,
Só consigo falar : até qualquer dia,
Gislaine Zago