Quem são estes que nunca sabem o que dizer ou o que fazer? que simplesmente chegam, deixam palavras, sorrisos, ideias, ideais, abraços, e depois partem sem avisar.
Simplesmente deixam de querer, de ver, de compartir o que antes era tão simples.
Partem com o primeiro trem que chega e sem acenos de adeus vislumbram uma melhor oportunidade, um rosto mais bonito, um alguém mais perto, as vezes mais longe, não importa.
O que vale é apenas o desejo, sem pensar na mágoa, na tristeza, ou no vazio que ficará;
Mas tudo se ajeitará, tudo terá um outro destino, uma outra metamorfose acorrerá, e com ela uma outra arrebentação de memórias.
Apenas vejo as fotos descoladas dos álbuns da vida que me mostram os rumos, os mapas, as escadas percorridas.
Sento-me naquele degrau que um dia já provocou risos e afagos e some de mim os sentidos, respiro fundo e volto a tona.
Como um quadro colocado na parede, aquele momento.
Gislaine Zago.

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