sexta-feira, 3 de junho de 2016

Não tenho mais palavras para colocar naquele poema que ainda não foi escrito, porque tudo parece tão desconexo e sem valor, As vias de acesso ao possível ficam estagnadas diante da fragilidade dos encontros tão banalizados e corrompidos pelo superficial do gesto. Como voltar para aquele mesmo momento, aquele espaço repleto de ontens e de amanhãs, que no hoje derrapam com aquela volúpia de tanto querer? Não posso destruir o que em mim é todo. Não posso esquecer o que em mim preenche. Não posso desviar os olhos do teu olhar profundo e terno. Com que ferramentas vou sair do seu abraço, do seu sorriso, do seu querer que hoje não é mais ? Como contar para as vontades que elas precisam ser guardadas no baú dos segredos? Vou tentar explicar para o sentimento que não pode mais acontecer. Quem sabe assim ele pode entender e me deixar buscar a vida lá fora,
Gislaine Zago

J R T

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