sábado, 4 de junho de 2016


Assistindo hoje ao filme ,Perfume da Memória, me deparei com  delicadeza que é abrir a porta para um sentimento. 
Ao abrir a porta para que a outra pessoa entre, corremos riscos, nos permitimos a invasão em.nossas fragilidades, em nossas fantasias, e nossos lugares secretos.
Quando estamos em um.estado de carência e fragilidade ficamos expostos até os nervos, e as palavras, os risos, os desejos, a alquimia , tudo passa a ser verdade.
Quando o outro não se dispõe mais com a sedução, ele pode abrir a porta e se retirar sem palavras, ou quem sabe ao sair pode pensar e se voltar para dizer sim. 
Muitas vezes se retirar é a atitude mais fácil e menos envolvente, mais  confortável. 
Sair a francesa, sem ninguém ver, sem falar com ninguém. Apenas deixar no meio da sala o último sorriso.
Quando não puder ficar , não bata na porta, deixe fechada, não cante uma música, não dance, não convide para a esperança. 
O coração é uma delicadeza em amar e não ser amado. Ele sofre e chora.
Não bata na porta quando o que puder deixar for só a saudades.
Gislaine Zago.

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