sábado, 4 de junho de 2016

Olhar para os rastros que a chuva deixa no vidro é interessante, e leva a memórias afetivas de muito carinho. 
Adorava viajar com meu pai, ele estava sempre indo a trabalho para algum lugar e eu tinha o privilegio de ir junto. Quantas vezes voltavamos a noite e para distrair falavamos do céu, das estrelas, de disco voador, rsrs, eu procurava alguma coisa estranha naquela imensidão de estrelas. 
A chuva no vidro do carro sempre tinha uma forma, um caminho, um desenho de bicho, de gente, de sonho. .
Tudo era contemplado de uma maneira lúdica e afetiva. 
Olho para esta chuva de agora, este vidro de hoje e falo sozinha da saudades de meu pai. 
Da sua música, do seu abraço, do seu colo, do seu riso aberto. 
Quantas horas de estrada tivemos juntos, e quantas estrelas achamos por nossa conta. 
Quem sabe até vimos um disco voador? Quem sabe.....
Ainda chove e ainda tenho saudades. 
Beijos pai......
Gislaine Zago.

Nenhum comentário:

Postar um comentário