Olhar para os rastros que a chuva deixa no vidro é interessante, e leva a memórias afetivas de muito carinho.
Adorava viajar com meu pai, ele estava sempre indo a trabalho para algum lugar e eu tinha o privilegio de ir junto. Quantas vezes voltavamos a noite e para distrair falavamos do céu, das estrelas, de disco voador, rsrs, eu procurava alguma coisa estranha naquela imensidão de estrelas.
A chuva no vidro do carro sempre tinha uma forma, um caminho, um desenho de bicho, de gente, de sonho. .
Tudo era contemplado de uma maneira lúdica e afetiva.
Olho para esta chuva de agora, este vidro de hoje e falo sozinha da saudades de meu pai.
Da sua música, do seu abraço, do seu colo, do seu riso aberto.
Quantas horas de estrada tivemos juntos, e quantas estrelas achamos por nossa conta.
Quem sabe até vimos um disco voador? Quem sabe.....
Ainda chove e ainda tenho saudades.
Beijos pai......
Gislaine Zago.

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