Não sei o ano, nem a data, nem o dia da semana, mas sei que existiu e foi intenso em minha historia de vida,
Não sei como e nem porque ou talvez não queira saber , mas a velocidade que tudo aconteceu foi como um relampago riscando o céu, como aquela estrela cadente que nos leva a fechar os olhos e fazer um pedido ao silencio.
Entre nós, O clube de esquina, daqueles mineiros que sempre souberam cantar o amor, as paixões e os sofrimentos ...
Quanta meninice cabia naquele momento, quantas risadas exalavam alegria, quantos olhares atravessavam a alma
Eramos nós e a alegria de viver.
Noites insones, telefonemas esperados, coração aos pulos, o beijo molhado.
Quantos anos nos separaram???? quantos sonhos deixados para quem sabe um dia ?
E assim, sem mais nem porque, o céu resolve que tudo pode, que tudo deve ser, que tudo é real, que tudo tem seu tempo.
Como seria de novo o beijo molhado ??? aquele tremor adolescente que embriaga, aquela catarse interna que transmuta sentimentos e sensações que estavam lá, a espera de que a janela colorida do sotão fosse aberta.
Sonhos, delirios , choros, desejos, amarguras, foram os caminhos que percorremos até aqui.
E eu pude caber de novo em um abraço que agrega, que cuida, que serena aquela mente que pensa demais.
Eu pude ver os olhos do menino que no antes disparava o encanto do meu coração,
Eu pude ouvir aquela voz que me carregou um dia para um lugar simples e musical.
E como diz o poeta ; É desconcertante rever um grande amor,
E como diz a vida; Estou aqui, e ainda vivo,
Gislaine Zago
J.R.T

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