domingo, 12 de fevereiro de 2017

Fico aqui pensando sobre ontem a noite e só posso dizer, que privilegio ainda poder escutar e sentir musica que fala do que fala a vida. Entender que tudo é muito rápido e imprevisível. Lembrar que o primeiro show do MPB4 que eu vi foi em 1976, que valeu a pena todos os shows que vi ao longo da minha vida. Percebi que são esses momentos que ficam registrados na memoria da pele, na memoria afetiva. Lembrar do Ivan Lins em Piracicaba, Toquinho, e tantos outros. E me arrepender dos shows que não vi e que não verei jamais, como de Vander Lee, que se foi tão precocemente e que esteve em Campinas e simplesmente não consegui ver. Lembrar da vitrola Telefunken que meu pai tinha na sala( igual a do pai do Toquinho, rsrsr) e onde escutei as primeiras grandes orquestras e os grandes cantores que ele tanto amava. Lembrar das minhas serenatas e reuniões onde o violão do Guto Piva era o essencial, o Tuska com sua voz suave que me encantava com seu repertorio impar, o Zé Renato Tucci, que tinha uma paixão grande pelos mineiros do Clube da Esquina, o Marcio Camargo, meu querido amigo da faculdade, que nos preenchia com seu violão. Descobri que sou toda MPB, que meu coração bate com Pixinguinha, Vinícius, Tom, todos os Vandrés, os Chicos, as Bethanias, os Caetanos, os Eduardos e por aí vai. Assim me alimento da musica que mora em mim.
Gislaine Zago.

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