sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O barulho da chuva traz uma quietude que faz bem, que me deixa como que a mercê do sonho, do pensamento, dos sentimentos e dos desejos.
É como uma música lenta e suave que decide o ritmo a cada passar das horas e que enleva a alma e se distrai,
A chuva que lava a alma, que derrama bençãos, que traz saudades, que aproxima, que faz desejar uma mesa de café com bolinhos e muito carinho,
Que boas lembranças caminhar na chuva, quando criança, molhar os pés na enxurrada, soltar barquinhos de papel e imaginar para onde eles iriam.
Deixar que a chuva se misture com as lagrimas que caem teimosas no meu rosto e assim posso esconder a dor .
A chuva que tem musica, poemas, sinfonias, danças e amor,
Um instante de sono que chega ao ouvir o céu que chora, o coração que chora, a alma que descongela das dores vividas.
E me calo, com o coração só e as mãos ausentes. Mas canto,
Gislaine Zago,

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