quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Quando acabar o verão, e a solidão não for mais desconfortavel, será apenas a vontade de ser feliz e qualificar a presença do encantamento e da paixão reduzida em arcos estonteantes e drásticos.
Uma aquarela de pensamentos, rodopiam a vida com fagulhas de cores diversas e incandescentes.
Tonteio o rio que passa entre as margens do outrora, escondendo as decisões pelas quais não me comprometo mais.
Vivo a procurar o que de antes se ocupava, o que passou a se chamar: lugar de nós dois.
Procurei na verdade da capa do livro onde eu te encontraria, e acabei deslizando no tobogã de meias palavras, entrecortadas de sustos.
Apenas escrevi,

Gislaine Zago.

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