Na minha objetividade, não cabe meio termo, meio amor, meio sentir, meio se interessar.No meu romantismo de sempre, não tem lugar o não mergulhar, o desejar um pouco, beijar um pouco, olhar mais ou menos.
O que vale , o que me move, o que me faz dar sentido ao dinamismo da roda da vida é ser inteira.
Inteira, na alma, mesmo com as marcas das circunstancias.
Inteira, na fala que expressa, sabores, sentimentos, sensações, filigranas de desejos.
Inteira, no toque que encanta, que permanece, que acalenta, que acolhe.
Inteira, no olhar que ama, que traduz, que põe paixão, que aveluda o olhar do outro.
Inteira, na melodia que conduz ao fantástico mundo subjetivo.
Inteira, para dizer o que quero e penso, mesmo que do outro lado de uma linha qualquer, não seja compreendido,
O que vale a pena? Tomar de pronto o que em mim é recheado de imagens, e autorizar vive-las.
Me saborear daquilo que nutre em mim a serenidade e a quietude de ter revelado o melhor que posso ser,
Mais uma vida que segue.
Gislaine Zago.
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