terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pedi para o silencio que me trouxesse a sua voz, sua respiração, seu olhar terno.
Mas, como sempre, você passou por mim como o vento, tão rápido e veloz, que não foi possível reter seu sabor, nem seus gestos, nem seu brilho.
Passou..
Como tudo passa, como tudo se vai, como tudo acaba.
Foi assim, um momento de ternura, um delicado e carinhoso prazer do sentir.
Ainda existe seus escritos, aquela sua docilidade de saber de mim e eu de você.
Passou...
Assim como o sonho acaba, assim como o som termina, assim como o choro se cala,
Guardo o meu segredo em te querer, dentro de uma caixinha de musica, onde a bailarina dança, e me leva para a minha vida de antes,
Como na vida é preciso dar corda para que haja movimento, para que a musica aconteça e para que a dança comece.
Segredos, memorias, caixinhas de musica, baus de  recordações, ruas lembradas, álbuns de fotografias, diários de adolescência, cartas escritas a mão, desenhos de algum lugar.
Misturam-se perolas, turquesas, corais e uma sinfonia de pássaros, que ultrapassam o som de dentro de mim, e me sento em algum lugar do cotidiano, para saber que tudo existe.
Gislaine Zago.

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