sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O olhar perdido entre vales e montes, significam o azedume do orvalho em meio ao congestionamento da rotina imediata de alguém que se distraiu no caminho,
Cruzar vidas e seivas, produzidas ao largo daquele abraço contido, da respiração incapaz, de soltar a voz para o estreito que produz o eco.
Ah ! insensatez , ferocidade, desalinhamento. Nada consegue organizar os pensamentos delicados e amorosos que sofrem com a distancia, com o desafeto e a desatenção.
Quanta profundidade existe no olhar deixado, nas palavras não ditas, no toque evitado, na boca fechada para que o beijo não acontecesse.
Mentiras adequadas de soslaio, na porta entreaberta que sufoca a interrogação.
E, da janela da alma , espio a infinita distancia que você colocou entre nós. E permito que a luz se apague para que eu possa terminar de sonhar
Gislaine Zago.

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