Decifrar constantemente as razões invisíveis de querer você.Racionalizar os desejos que chegam sorrateiramente e invadem o sótão escondido da casa/ corpo.
Uma invasão de sensações, sentimentos, imagens, palavras, percepções aleatórias a minha vontade.
Te quero, e dentro deste querer chega o incomodo da interrogação que deveria ser uma exclamação.
Mas , não sou eu que decido a cor que tingirá este poema.
Apenas desejarei que seja escarlate, como a faísca daquele pedaço na fogueira.
Eu apenas espero que nada incomode ou desperte o vazio e louco que cada um tem por dentro.
Quero apenas aquele amanhecer clássico, com uma xícara de café fumegante, diante dos belos telhados da velha Paris.
E assim, canto, um canto de memória, de pássaros e lagos, de calçadas e chuva, vento e solidão, sorrisos encobertos pelas luzes que insistem em permanecer.
Olho o chão molhado e vejo refletido o rosto do que sempre fui e sempre serei.
Porque, simplesmente sou assim.
Gislaine Zago.
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