Neste mesmo domingo teimoso, sonolento, quente demais, faço um tour pelos cantos de mim mesma, tentando achar alguns, pra quês da vida,
Difícil encontrar, mesmo que se queira esmiuçar cada pedaço do que se é, cada canto da alma, o caminho se rompe as vezes.
Tento lembrar cada nome, cada encontro, cada palavra dita e não dita, busco lugares, momentos, onde foi que tudo se perdeu.
Apenas consigo tocar no que me cabe, naquilo que foi de mim, de dentro do meu ser.
O que o outro fez, ou melhor, deixou de fazer, não me compete entender, não existem palavras que expressem, as trilhas desenhadas foram desfeitas pelo tempo,
Cada certeza se tornou nada, ficaram apenas letras soltas no ar.
E daí, o coração aperta, e dá uma saudade louca de um abraço, de um sorriso, de um simples e leve, olá.
Todas as gotas de chuva permeiam um lugar só seu, da sua única e infinita privacidade, da sua psique
Nada que não possa ser acessada com um simples clik das teclas.
Então, já foi,
Gislaine Zago,
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