quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Somos estradas percorridas sem velocidade, sem rumo, sem prumo e sem atenção.
Nos construímos dia a dia, no amor, no afeto, na profissão, nos amigos e na família.
Uma construção por vezes difícil, por vezes árdua e longa.
Outras vezes, uma construção calma, na quietude da alma, ao longo do silencio. 
Trazemos a memória da pele, o abraço apertado ao longo da noite, os olhos lacrimejados depois do amor, as mãos entrelaçadas e úmidas do carinho derramado. 
Somos desertos a serem descobertos, palavras a serem decifradas, gestos a serem pensados.
Quando o tempo vaza pelos olhos, quando a noite não se cansa de descansar, te busco além do travesseiro ao lado, tento te alcançar além das possibilidades, tento te ter além do que percebo.
Somos o sabor do beijo roubado, somos o que não se explica, somos eu e você sem norte.
Somos eu e você e uma historia adolescente, somos eu e você e o não saber o que.
Somos eu e você e o talvez.
Somos....
Gislaine Zago
19/12/2017.

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