quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

 Vivi por tantas estradas , por tantos caminhos destinados em mim e por mim.

Nada será levado do que senti, respirei, amei, sorri e de um momento a outro desisti.

Vou indo por entre sóis e luas, mares e montanhas, para apenas um sinal de vida.

Guardo segredos e mistérios de onde retiro minhas forças para o que é hoje.

Apenas pergunto os porquês de tanta vida extravasada, de tantos carinhos descartados e tantos sonhos frustrados.

Venho de um lugar tão meu, de um vasto e imenso olhar para além do arco íris que desponta ao longe.

Cadê todo mundo? Cadê você? Onde?

Não sei se rio ou se apenas me calo diante deste momento.

Corro ou estanco? Não sei, alias, quem sabe?

Nada em tão pouco tempo,

Gislaine Zago


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