quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Tenho raiva também, daquelas de jogar o copo no muro, de quebrar o prato, o vaso, o CD, e tudo que posso.
Também choro, de tristeza, de raiva, de amor, de saudades, de alegria, de conquistas, de emoção, de vazio.
Amo, mais do que devo, eu penso, mais do que cabe na alma do outro, mais do que ele suporta, ou que ele permite.
Me recolho em mim mesma pela necessidade de repensar a vida, de reorganizar o tempo, de reviver o gostar, de recompor aqueles sentimentos e emoções que as vezes saem do prumo.
Insisto no que me dá certeza de ser do bem e ser bom, naquilo que eu creio e que me conduz para a alegria de viver, para o bom combate da vida,
Nem sempre tudo dá certo, pelo contrario, é mais fácil que não de certo, que tudo que está em mim não combina com o que está na outra pessoa, é meu, faz parte do que acredito, combina em como eu funciono, como tudo é valorizado,
Cade a esquina dos encontros ? se perdeu por aí
Cade a musica que lembra? foi quebrado no disco de vinil
Cade o sorriso,? o beijo? o filme ? o restaurante de sempre ?
Ficou no antes, sumiu na fumaça do transito, se esbarrou na novidade da idade, nos cabelos compridos, na juventude sem experiencia, mas que tem o que você busca em você e que não existe mais, a adolescência,
Fiquei eu, com meus medos e ousadias, com minha experiencia repleta de adolescência, com meus cabelos já se colorindo de branco, mas com muita vontade de amadurece, de ser feliz, de crescer na certeza das duvidas.
Fiquei eu com meus sentidos aguçados, com essa intuição a flor da pele, com minhas orações postas ao Criador, e sem saber quem é você.
Fiquei eu a dançar sozinha, olhando para aquele girassol , para aquele flamboyant, para aquele café da esquina,
Fiquei eu amando mais do que deveria....
Gislaine Zago

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