sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Não sei se olho para dentro e me deparo com a solidão, ou se acredito no amanhã e sinto passar por mim uma certa voz de esperança, essa esperança tão falada, tão poetada, tão apreciada e que nos move e nos determina a continuar por onde for preciso,esse sentimento que desloca nossa vida pra adiante, com esse querer tão grande de respirar a alegria de viver, os momentos de pertencimento, os sons da terra que pulsa e o sono sereno,
Mas, tenho medo, sabe esse medo do não acontecer, um jeito de perder de novo, de rupturas bruscas, inesperadas e sofridas, esse encontro com o nada, com as lagrimas que chegam, com o sorriso que se perde e nos leva a confusão do encantamento,
Ninguém pode saber se é verdade, apenas tentamos bons caminhos, possibilidades de reencontros, com sabor de chocolate e cheiro de calma no ar, quem sabe até mesmo entender cada segundo dentro de um acorde, percebendo os passos nas escadas, um movimento simples de acordar com surpresa.
Quantos sonhos cabem dentro de mim , e insistem existir assim mesmo, intensamente, profundamente, carregando o romantismo e a docilidade de uma vida que acredita, que nutre em si mesma a força de um amor,
Vou indo, vou buscando, vou esperando, vou simplesmente olhando atenta a cada vida que surge e derrama em mim uma leve e pequena sinalização que sim, que pode ser, que talvez, que já aconteceu, que não demora, que é pra já,
Levo no peito a combinação do que falta e do que chega, como um trem que para em cada estação para que se retirem os que ali já cessaram a viagem e para que alguém entre porque sua viagem está apenas começando,
Vida que se movimenta, ciclos que fecham, uma roda viva de idas e cheganças.
Só uma vida....a minha.
Gislaine Zago

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