domingo, 31 de julho de 2016

E tem aquele dia que corre lento, ocupado com a sonolência que não tem querer, que caminha com as doces lembranças da vida e do tempo de antes.
O cheiro do doce de figo no fogo, as musicas do domingo, as conversas ao pé do fogão de lenha, as cartas que esperavam para serem abertas, e o suspiro pelo amor.
Aqueles belos aniversários, os bailes e os carnavais, preenchendo as mentes e os corações de alegrias e intensidades.
As rodas de violão, as serenatas, os encontros na praça, as fotos 3x4 em branco e preto, guardadas com cuidado para poder olhar e sonhar todas as noites,
Aprender a esperar, tudo era uma espera, um ficar atento, se aprontar para cada hora, para cada encontro, para cada olhar,
Arrumar motivos para passar em frente a janela, a porta, o portão, com o coração aos pulos para encontrar o pretendido, mas ao mesmo tempo, não querendo o encontro,
O subir e descer ladeiras, arrumar as horas para dar certo de vê-lo chegar, ansiar pelo telefonema, ou o convite ao cinema ou para o baile,
Quantas sensações se misturavam por dentro, anestesiando a fala, paralisando as mãos, sufocando o coração, quantas emoções se sobressaltavam diante dos olhos.
A estranheza do sim ou muitas vezes do não, o gosto do fracasso, do termino, do rompimento, o choro na noite, a dor do vazio, o romance acabado,
Tudo fazendo parte do crescer e amadurecer nesta imensa jornada chamada amor,
Gislaine Zago,


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