segunda-feira, 4 de julho de 2016



Uma historia. Uma saudade.
Saudades da vida, livre, sem problemas, sem dificuldades, sem preconceitos ou preceitos.
Saudades da vida tranquila, arrumada na casa, cantada na rua, dançada na chuva.
Saudades do olhar de paixão perdido na multidão que insistia em permanecer nos paralelepípedos coloridos e impactantes.
Saudades das muretas em torno da escola, das palavras ditas com carinho, dos beijos longos e quentes, daquela boca nunca mais sentida.
Saudades do riso solto, do cabelo desalinhado, da roupa da moda, do cheiro da juventude.
Saudades dos amigos queridos, dos afetos esquecidos, das lagrimas apaixonadas, das cartas escritas com sentimento. Saudades das noites insones, das festas inacabadas, da casa cor de rosa, do calor intenso, da comida da geladeira.
Saudades de esperar com certeza, de não se amedrontar com a vida, de desejar ir a luta, de combater o bom combate.
Saudades do que foi intensamente, ardorosamente, apaixonadamente vividos.
Saudades nos mergulhos noturnos nas piscinas vazias, das estradas e caminhos percorridos a pé, só, ou entre amigos.
Saudades do pastel do mercado, do lanche do Bar do Décio, do cinema, da praça com seus encantos.
Saudades das marcas fincadas na memoria afetiva que jamais irão desaparecer.
Saudades de você.

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