sexta-feira, 29 de julho de 2016

Não tenho mais palavras para colocar naquele poema ainda não escrito, porque tudo parece tão desconexo e sem valor.
As vias de acesso ao possivel ficam estagnadas diante da fragilidade dos encontros tão banalizados e corrompidos pelo superficial do gesto.
Como voltar aquele mesmo momento, aquele espaço repleto de ontens e amanhãs, que hoje se derrapam com aquela volupia de tanto querer.
Não posso destruir o que em mim é todo.
Não posso esquecer o que em mim preenche.
Não posso desviar os olhos do teu olhar profundo e terno,
Com que ferramentas vou sair do seu abraço, do seu sorriso, do seu querer que hoje não é mais?
Como contar para as vontades que elas precisam ser guardadas no baú dos segredos ?
Vou tentar explicar para o sentimento que não dá mais para acontecer.
Quem sabe ele possa entender e me deixar assim, a buscar a vida lá fora.
Gislaine Zago

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