sexta-feira, 29 de julho de 2016

Quando estivermos prontos a vida chegará e nos levará para algum canto sem fim, alguma esquina sem nome, alguma avenida sem semáforo e sem faixa de pedestre.
O continuar cansa e desarma corações calados mas sofridos, escancarados pelos pontiagudos invernos da alma vencida,
Já não me entristeço, me entrego.
Já não tenho olhos, pois a visão ficou entorpecida.
Já não choro, apenas escorrem fios de saudades.
Porque passar pelo mesmo terminal ?
Esbarro no vai e vem daquela estação em Roma, ou será Cabrils ?
Talvez Grenoble, mas pode ser Firenze, ou qualquer pedaço de vida sonhado.
Retomar do ontem para chegar ao aqui,
Vida que respira,
Gislaine Zago,

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